segunda-feira, 12 de maio de 2014

CARTA PARA UMA MÃE


CARTA PARA UMA MÃE!
"Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa;
Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra."
Efésios 6:2-3
Por Juliana Cabral de Freitas

Neste dia tão especial, neste domingo das mães, eu queria começar dizendo que não sei o que falar. Porque palavras nunca foram essenciais para a relação que a gente tem. De mãe e filha. Gestos, sim. Gestos sempre foram importantes e sempre estiveram lá. No olhar preocupado quando digo que vou sair com meus amigos. No carinho, no abraço e os olhos bem atentos nos meus movimentos, que dizem secretamente “Você está bem? Tá precisando de ajuda? Olha, eu estou aqui. Pode me procurar.” Nos afagos em meus cabelos, que carinhosamente lembram-me o quanto a senhora me ama. Quando a senhora olha pra cima, que significa que fiz algo de muito errado e você está extremamente zangada. Na janela do meu quarto aberta e no meu ventilador desligado, que praticamente gritam “Você precisa acordar agora. Você pega ônibus e seu pai não vai te deixar de carro. Não finja que está dormindo, Juliana.” Aliás, neste último, a senhora tende a gritar. Grita mais ainda quando faço corpo mole e pai é obrigado a me deixar na escola. São tantas coisas que me sinto incapaz de enumerá-las aqui.
                        O que posso dizer é que a senhora nunca vai entender o quanto sou agradecida a você. Sei que às vezes consigo te irritar bastante com a bagunça do meu quarto ou com minha preguiça em relação aos estudos. Não posso negar que às vezes chega a ser cômico, mas juro que a intenção nunca é te deixar chateada. Tudo que faço procuro dar o meu máximo, para que assim você e pai possam se sentir orgulhosos por ter uma filha como eu. Aproveitando esse momento, queria te pedir desculpa. Pelos estresses (principalmente quando falo que quero faltar à escola), pelos meus dramas, pela rebeldia, por algum momento que te deixei decepcionada ou chateada, por ter feito você assistir filmes com finais ruins e etc. Também quero agradecer; pelas broncas que, reconheço, sempre foram necessárias, para que eu pudesse aprender algo, pelos conselhos, pelas risadas, pelas perguntas desnecessárias sobre namoro e afins, por tudo. 

                      Fazendo essa carta, lembrei-me de todas as apresentações da escola dos dias das mães. Era a mesma música de Cristina Mel todos os anos, mas, mesmo assim, a senhora conseguia chorar horrores. Eu não gostava muito dessa parte; não gosto de ver a senhora chorando. Quando era criança, pensava que chorava porque estava triste ou algo assim, por isso, sempre te abraçava no final. Aliás, espero que não esteja nesse estado agora. Ou serei obrigada a ter que te dar um abraço agora mesmo. Agradeço a Deus todos os dias antes de dormir por ter você e pai na minha vida. Peço para que Ele te abençoe grandemente e que sempre esteja com você. Tenho o enorme prazer de dizer que amo você. Não só hoje, mas todos os dias. Sei que não demonstro isso muito, aliás, isso se deve a senhora também. Mas sempre tivemos nosso modo de dizer que amamos uma a outra. E essa certamente é a coisa mais linda na nossa relação. Obrigada por tudo. Amo muito, muito você. Feliz dia das mães!

(Esta carta foi linda por nossa filha por ocasião do culto em homenagem as mães em 11 de maio de 2014 na AD congregação Nova Natal 2, Setor 36 levando sua mãe ás lagrimas, que procurava  por ela, já que a igreja ouvia apenas sua voz, foi emocionante! Que o Senhor nosso Deus continue abençoando nossa filha)