domingo, 29 de dezembro de 2013

RODÍZIO DOS DIRIGENTES DA IEADERN 2014

CONFIRA O RODÍZIO PARA O ANO DE 2014


SETOR 01
Pte. Bandeira - Pr. Paulo Ney Silva Bulhões
Cidade Alta - Pb. Antônio José de Almeida
Lírio dos Vales - Pb. Maurício Faustino Gomes
Nova Galiléia - Dc. Francisco Ferreira de Araújo
Novo Alvorecer - Pb. Adriano Silva Freire
Novo Viver - Pb. Francisco Pereira Barbosa
Passo da Pátria - Dc. Henrique Coelho Linhares
Rosa de Sarom - Pb. João Emídio Soares
SETOR 02
Igapó - Pr. Oaldo Raimundo Dantas
Aldeia de Betânia - Pb. Luiz Augusto Alves
Heróis da Fé(Jardim Lola) - Pb. Gildon Henrique Bezerra
Peniel - Pb. Renato Tavares Filho
Vale da Benção - Pb. Francisco Canindé da Silva
SETOR 03
Soledade II - Pr. José Ilmar Ferreira
Betsaida - Pb. Edson de Castro de Freitas
El-Shadday - Pb. Raimundo Maciano da Silva
Galiléia - Pb. Moaci Nóbrega da Silva
Monte Sinai - Pb. Armando Feitosa de Souza
Porta Formosa - Pb. José Naido de Lima
SETOR 04
Cidade da Esperança - Ev. Luiz Gonzaga de Araújo Júnior
Betesda - Pb. Francisco Emídio Soares
Cidade Nova I - Pb. Ivan dos Santos Rosa
Cidade Nova II - Pb. Paulo Gomes de Moura
Jardim América - Pb. Álisson Costa de Andrade
Jardim do Senhor - Dc. Mizael Dias de Souza
SUB Monte do Senhor - Aux. Elias Trajano de Morais
SETOR 05
Candelária - Pr. Marcos de Souza Sobrinho
Fonte de Vida - Pb. José Nogueira da Costa
Lagoa Nova - Pb. Francisco Antônio Silva Bulhões
Mirassol - Pb. Rivaldo Felipe de Souza
Nova Cidade - Pr. João Laurentino Filho
Potilândia - Pb. Silvano Rodrigues de Medeiros
SETOR 06
Tirol - Pr. Francisco Varela de Souza
Barro Vermelho - Pb. Aglesson Silva Medeiros
Lagoa Seca - Pb. Abel Moreno das Chagas Filho
Monte Tabor - Pb. Ivanildo Bacalhau
Morro Branco - Pb. José Francisco de Oliveira Filho
Nova Descoberta - Pb. Arijan Tony da Costa
Nova Descoberta II - Ev. João Floriano da Silva
SETOR 07
Dix-Sept Rosado - Pr. Eliezer de Souza
Bela Vista - Pr. Ivanaldo Bezerra Lopes
Bela Vista II -Pb. Dornélio Bandeira de Souza
Dix-Sept Rosado II - Pb. Carlos Henrique de Paiva
Leão de Judá - Pb. José Ubiranei de Lima
Mário Lira - Pb. Marconi de Assis Silva
Mário Lira II - Pb. João Maria Alves da Silva
Nascimento de Castro - Pb. José Luiz da Costa
Novo Horizonte - Pb. Iranildo José da Silva Costa
Novo Horizonte II - Pb. Salatiel Gerônimo Olegário
SETOR 08
Pirangi - Ev. Manassés Soares Dias
Jardim das Acácias - Pb. Luciano Moura de Castro
Monte Belo - Pb. João Maria Avelino de Souza
Monte Gerezim - Pb. Francisco Varela de Souza Júnior
Nova Parnamirim - Pb. Alcides Ribeiro Bessa
Portal do Jiqui - Pb. Wattson de Medeiros de Souza
Vale do Renovo - Pb. Edson Francisco de Araújo
SETOR 09
Felipe Camarão I - Ev. Rubem Varela de Oliveira
Boa Semente - Pb. Elias Severino de Oliveira
Poço de Jacó (Felipe Camarão III) - Pb. José Amadeu da Silva
Nação Santa - Pb. Jeosafá Soares Pimentel
Novo Rumo - Pb. Isaías Dias de Souza
O Bom Samaritano - Pb. Gilberto Félix Barbosa
Sub-Nascer de Novo -
Pb. Rosivan Rocha Rafael
SETOR 10
Santarém Bairro - Ev. Kleiber Bandeira Cavalcanti
Atalaia de Cristo - Dc. Moisés Inácio Ferreira
Fronteira - Pb. José Américo Matias de Souza
Gileade - Pb. Nelson Pereira Câmara
Monte Moriá - Pb. José Carlos Barreto Freitas
Vale Dourado II - Pb. Ubirajara de Andrade Freitas
Vila Paraíso - Pb. Rivanildo Lázaro da Silva
SETOR 11
Gramoré - Ev. Fabiano José Costa Dantas
Getsêmani - Pb. Jeovah Fernandes
Gramoré II - Pb. Leônidas Salustino da Silva
Lagoa Azul - Pb. Marquês Antonio da Silva
Lot. Novo Horizonte - Pb. Marcelo Vieira de Sousa
Monte Santo - Pb. Ailton Carlos de Lima
Pajuçara I - Pb. Francisco Canindé Palhares
SETOR 12
Amarante I - Pr. Hilton de Andrade
Barreiros - Pb. João Robério Ribeiro
Nova Floresta - Pb. Antônio Gerson de Lima
Novo Amarante - Pb. José Gomes da Silva
Prolar - Pb. Clécio de Souza Góis
Regomoleiro - Pb. Manoel Wilson Siqueira
Sub-Vale de Acor - Pb. Manoel Marcos Pinheiro
SETOR 13
Potengi - Ev. Francisco das Chagas Estevam de Andrade
Alvorada - Pb. Orivaldo Ferreira da Silva
Estrela da Manhã - Pb. Edmar Quaresma de Freitas
Niterói - Pb. Antonio Siqueira
Rio Jordão - Pb. Edjalma Mendes da Silva
Brilho Celeste - Pb. Fernando Barbosa Monteiro
SETOR 14
Nova Natal - Pr. Idemir Paiva Inácio
Fonte das Águas Vivas - Pb. Daniel Borges da Silva
Gilgal - Pb. Vanduir Herculano de Oliveira
Jardim das Oliveiras -
Pb. Danúbio Gomes da Silva
Vale do Aijalom - Pb. Paulo Sergio do Nascimento
SUB Fonte de Luz - Pb. Marcelo Fernandes da Costa
SETOR 15
Rocas - Ev. José Haroldo dos Santos
Beth Shalom - Pb. Samuel Rodrigues Viana
Farol I - Pb. Miguel Arcanjo Neto
Farol II - Pb. Adilson Rosa da Silva
Liberdade - Pb. Charles Pinheiro de Souza
Mãe Luiza - Ev. Severino Sales da Silva
Petrópolis - Ev. Júlio Antônio de Santana
SETOR 16
Cidade Satélite - Ev. Márcio Klauber Maia
Conj. dos Bancários - Ev. Francisco das Chagas de Canindé
Lírio das Serras - Pb. Claudio Rafael Diniz Ramos
Parque do Horto -Pb. Jairo Avelino da Silva
Pitimbú - Pb. Aldefran Carvalho Feitosa
Semente da Fé - Pb. Willian Bezerra de Souza
SETOR 17
Nazaré I - Ev. Carlos Kleber Maia
Adonai - Pb. Adelmares Rocha Dantas
Capitão Mor-Gouveia - Pb. Adailton Ribeiro
Filemom (Potiguares) - Pb.Valdencir Soares da Silva
Pr. Nelson Bezerril - Pb. Hélio Teodósio de Melo
Tanque de Siloé - Pb. Miguel Modesto Filho
SETOR 18
Redinha - Ev. José Wilson Barbosa
Jardim das Flores - Pb. José Antão do Nascimento Filho
Nova Redinha - Pb. Gleybson de Andrade Arruda Silva
Redinha Nova - Pb. Edilson Santino da Silva
Vilage das Dunas - Pb. Jônatas Constantino da Cruz
SUB Algimar - Pb. José Wanderney Macedo de Souza
SUB Jerameel - Dc. João Maria Costa de Melo
SETOR 19
Conj. Santarém - Ev. Cícero Floriano dos Santos
D. Pedro I - Pb. José Roberto Lopes
Hesmom - Pb. Abraão Rodrigues de Souza
Monte das Oliveiras - Pb. Artur Marc Alves de Oliveira
Nova República - Pb. Djalma Lourenço Peres
Parque Floresta - Pb. Samuel Faustino de Lima
SETOR 20
Cidade Praia - Pr. Moisés Soares da Câmara
Alvorecer - Pb. Luiz Roberto de Moura
Cidade Santa - Pb. Saletino Lourenço
Jardim Progresso - Pb. José de Arimatéia de Oliveira
Nova Esperança - Pb. Sebastião Ribeiro Duarte
SUB Jardim Progresso II - Pb. Marcos Antonio Izidro da Silva
SETOR 21
Parque dos Coqueiros - Ev. João Batista Cardoso
Alto da Bela Vista - Pb. José Josêmio da Silva
Alto Refúgio - Pb. José Luis Domingos Teixeira
Cidade das Rosas - Dc. Joab Pereira de Gois
Fonte de Esperança - Pb. Deoclécio Francisco da Cunha
Jardim Extremoz - * Obedecer escala da Igreja Polo.
Jardim Petrópolis - Pb. José Aparecido de Araújo
Rei dos Reis - Pb. José Pedro Filho
Sub-Sol da Justiça (antiga Plaza Gardem) - Dc. Ubitaran Tavares de Paiva
SETOR 22
Planalto I - Pr. Joacy Marcos de Castro Varela
Jardim do Éden - Pb. Walderi de Araújo Andrade
Monte Hebrom - Pb. Valdir Antônio Alves Lima
Monte Hermom - Pb. Oliveira Marques da Silva
Monte Sião - Pb. Jailton Lopes dos Santos
Portal do Alvorecer - Pb. João Batista dos Santos
Sub-Fonte Viva - Dc. Adilson Lima da Silva
SETOR 23
Neópolis - Pr. Jozenil Barbosa de Araújo
Boa Vista - Pb. João Filomeno Silva Filho
Capim Macio - Dc. Jozenil Barbosa de Araújo Júnior
Conj. Ponta Negra - Ev. Arnon Lima de Santana Júnior
Morro do Careca - Pb. Glinaldo Clementino Neto
Parque das Colinas - Pb. Sóstenes Pinheiro da Costa
Vila de Ponta Negra - Pb. Francisco Aldísio de Azevedo Lopes
SETOR 24
Ebenézer - Pr. Samuel Renovato de Lima
Belém Efráta - Pb. José Alizoneto Rocha
Betel - Pb. Alexandre Sérgio da Trindade
Nova Jerusalém - Pb. Samuel Souza de Oliveira
Quintas - Pb. Kerginaldo Barbosa da Silva
Rio Potengi - Pb. Marcio da Silva Bezerra
Rio Potengi II - Pb. Amauri Félix
Vau de Jaboque - Pb. Clovis Alves de Paiva Filho
SETOR 25
Parque dos Eucaliptos - Ev. Lavoisier Androw Duarte Santos
Cafarnaum - Pr. Francisco Silva do Nascimento
Cidade Verde - Pb. Bruno Silvestre Duda de Lima
Colina do Jiqui - Pb. Josenildo Xavier da Silva de Andrade
Parque do Jiqui - Pb. Boás Cavalcante Antunes
Parque das Árvores - Pb. Josenilton Barbosa da Silva
SETOR 26
Guarapes - Ev. Milton Campos de Medeiros
Canaã de Deus - Pb. Marcos Marinho dos Santos
Esbom - Pb. Jailson Cipriano da Silva
Nova Canaã - Pb. Uziel Bueno Barbosa de Santana
Primícias de Cristo - Pb. João Batista de Oliveira e Silva
Vale dos Reis - Pb. Manoel Cláudio
SETOR 27
Igapó II - Pr. José Arimaldo Fernandes da Silva
Giom - Dc. Antônio Tássio de Souza
Monte Horebe - Pb. Francisco Jâncio da Silva
Panatis - Pb. Teógily da Silva Peres
Shalom - Pb. Armando Soares de Melo
SETOR 28
Amarante II - Pr. José Ribeiro da Costa
El Eliom - Pb. João Milton Fonseca Júnior
Golandim - Pb. Jerry Adriano Tomaz da Silva
Golandim II - Pb. Sérgio Ivan Lopes da Silva
Guajirú - Pb. Josivan Carlos Dias de Sousa
Jardim Leblon - Pb. Ednaldo Dantas da Silva
Monte Líbano - Pb. Moisés Gonçalves Torres
SETOR 29
Betfagé - Pr. Oséas Macedo de Paula
Boas Novas do Planalto - Pb. João Maria Sobrinho
Geração Eleita - Pb. Severino do Ramo Gomes da Costa
Manancial de Bênçaõs - Pb. José Nildo Rocha
Rocha da Salvação - Pb. José Carlos de Alcântara
Siloé - Pb. Josadac Bernardino de Oliveira
Torre Forte - Pb. José Salviano da Silva
SETOR 30
Vale Dourado I - Ev. José Vicente da Silva
Canaã - Pb. Claudionor de Oliveira Câmara
Gerizim Norte - Pb. Manoel Nunes de Oliveira
Maranata - Pb. Gilson Xavier de Araújo
Olho d'Água I - Pb. Erivan Silvino da Silva
Parque dos Coqueiros II - Pb. Genildo Machado de Freitas
SETOR 31
Nazaré II - Ev. Diógenes Lopes da Silva
Bom Pastor - Pb. Valnei Almeida de Oliveira
Bom Pastor II - Pb. Elesbão Torres Neto
Elohim - Pb. João Maria de Souza
Emanuel - Pb. Éric César Gomes
Vida Nova - Pb. Rodrigo Ranieri Vieira dos Santos
SETOR 32
Santa Catarina I - Ev. Daniel Alves da Silva
Porta das Ovelhas - Pb. Alessandro Pegado de Araújo
Renascer - Pb. Amós Gomes de Freitas
Santa Catarina II - Pb. Luiz Antônio dos Santos
Soledade I - Pb. Moisés Ferreira da Silva
SETOR 33
Jardim de Deus - Ev. Albino de Araújo
Felipe Camarão II - Pb. Ednaldo Lima de Santana
Jardim dos Santos - Pb. Damião dos Santos
Jardim Paraíso - Pb. Marcondes Souza de Araújo
Refugio dos Santos - Pb. João Maria Matias do Nascimento
SETOR 34
Santarém II - Ev. José Santos
Boa Sorte I - Ev. Francisco Canindé de Oliveira
Boas Novas - Dc. Rosemberg Franco da Silva
Novas de Alegria - Pb. Claudio Rolim da Silva
Tanque de Siloé Norte - Pb. José Ângelo da Silva
SETOR 35
Pajuçara Sítio - Pr. Armando Ferreira de Lima
Alto das Dunas - Pb. Antônio Nunes Xavier Filho
Brasil Novo - Pb. José Maurício da Silva
Parque das Dunas - Pb. Gilson Martins das Chagas
Rio Doce - Pb. Francisco Reginer Barros Dantas
Fonte de Benção - Pb. Francisco Sales Gomes Dias
SETOR 36
Boa Esperança - Pr. Geraldo Erasmo dos Santos
Carvalhais de Manre - Pb. Amauri Francisco dos Santos
Grande Natal - Pb. Edinaldo Freitas da Silva
Nordelândia - Pb. Oziel Lourenço
Nova Natal II - Pb. Francisco Xavier da Silva
Efraim - Pb. Raimundo Nogueira Filho
SETOR 37
Nova Aliança - Ev. Severino Gomes Bezerra
Aliança com Cristo - Pb. Rosenaldo Medeiros de Souza Cabral
Boa Sorte II - Pb. Moisés Guedes de Paula
Maanaim - Pb. João Batista Alves da Cruz
Monte Carmelo - Ev. José Alberto Vaz Figueiredo
Centenário - Pb. Geraldo Felipe Bernardo
Fonte: IEADERN

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

LIÇÃO 12 - LANÇA O TEU PÃO SOBRE AS AGUAS - 4º TRIMESTRE/2013

LANÇA O TEU PÃO SOBRE AS ÁGUAS
Texto Áureo: Ec. 11.1 – Leitura Bíblica: 11.1-10



INTRODUÇÃO
A vida “debaixo do sol” está cheia de paradoxos, e dependendo do ponto de vista, alguém pode concluir que nada faz sentido. Ao constatar a futilidade da vida, o autor do Eclesiastes pondera a respeito do que realmente vale a pena. Na aula de hoje mostraremos que, ainda que tudo aos olhos humanos seja vaidade, podemos tirar algum proveito da existência. Destacamos, inicialmente, a necessidade de viver pela fé, e mesmo de aproveitar a vida, ciente das responsabilidades que temos diante de Deus e do próximo. Ao final mostraremos a necessidade de, em todas as circunstâncias, depender do Senhor e confiar nEle.

1. VIVENDO PELA FÉ
Salomão começa a concluir sua análise da vida, e como um homem da assembleia, não se esquece de fazer aplicações. Aponta a importância de se viver pela fé, de lançar o pão sobre as águas. O sábio hebreu estava acostumado às transações comerciais, principalmente através do uso de navios (I Rs. 10.15,22). Aqueles que se aventuram no comércio sabem o quanto essa profissão é arriscada. Quem comercializa pode colher muitos frutos do seu trabalho, mas pode também perder tudo o que tem. Ninguém sabe o que acontecerá no futuro, é viável que se tome as devidas precauções para evitar surpresas. Mas não podemos ter garantias em relação aos nossos investimentos (Ec. 1.2,5,6). O agricultor é exemplificado como alguém que deposita as sementes no solo, na esperança de que, no futuro, venha a colher frutos. Essa é uma instrução do sábio para evitar o marasmo, a falta de tomada de decisões. Não podemos desperdiçar as oportunidades, para tanto precisamos estar atentos às circunstâncias, a fim de não deixar passar a porção que nos é destinada. Todos nós gostamos de comodidade, ninguém está disposto a se aventurar, mas a vida nos convida a arriscar-se. Ninguém pode determinar com precisão quais são os desígnios de Deus, por esse motivo, devemos ter coragem, e agir no momento que for requerido. Paulo orienta os crentes de Éfeso a remirem o tempo, essa expressão tem uma conotação financeira (Ef. 5.15-17). Diante dos dias maus, não podemos fugir da responsabilidade, antes fazer o que tem de ser feito. Tal como o lavrador da terra, não podemos deixar a chuva passar, olhar para o céu é precaução, até mesmo tentar antecipar os acontecimentos, mas uma vida pautada na fé demanda coragem. Não na própria fé, mas em Deus, que é a razão da nossa confiança, pois Ele é quem dará a colheita em tempo oportuno, de acordo com Sua soberana vontade (G. 6.8,9; Sl. 126.5,6; Os. 10.12).

2. APROVEITE A VIDA
Ainda que a vida pareça não ter sentido, e que tudo pareça ser tão fugaz, não podemos fugir da condição existencial. Antes precisamos atentar para a máxima: cape diem (aproveite o dia), não como as pessoas que não conhecem a Deus. O ser humano tem uma tendência ao exagero, isto é, aos extremos. Existem alguns que são legalistas, considerando tudo pecado, repreendendo os momentos de alegria. Outros levam para o outro lado, e acham que podem fazer tudo, nada consideram pecado, e se entregam à vida dissoluta. O autor de Eclesiastes nos conduz a um ponto de equilíbrio, ao reconhecimento de que não é pecado regozijar-se, afinal, podemos nos regozijar no Senhor (Fp. 4.4,5). É maravilhoso acordar todas as manhãs com sentimento de gratidão a Deus por tudo que Ele nos tem dado (Ec. 11.7,8; Dt. 33.25). Salomão demonstra preocupação com os mais jovens, que podem desfrutar com maior intensidade a vida. De fato, o período da juventude é caracterizado pela busca do prazer, em algumas situações, hedonisticamente. Os jovens devem estar atentos aos excessos, precisam guardar o coração e os olhos, para não pecarem contra Deus (Nm. 15.39; Pv. 4.23; Mt. 5.27-30), observarem as orientações da Palavra de Deus (Sl. 119.9,11). A alegria da juventude não deve ser desprezada, tenhamos cuidado para não contagiá-los com atitudes pessimistas. Antes que o sol se ponha, os jovens podem desfrutar do amanhecer das suas vidas. Por outro lado, eles devem estar atentos às suas responsabilidades, e terem cuidado para não destruírem o futuro. Muitos jovens estão perdendo suas vidas ao se entregarem ao mundo das drogas, e à promiscuidade sexual. Por não pensarem antes, estão colhendo os frutos amargos das decisões precipitadas. As consequências, não poucas vezes, são drásticas, e em alguns casos, irreparáveis. A descoberta de prazeres que agregam valores deve ser incentivada aos jovens, tais como ouvir música de qualidade, ler bons livros e devotar-se às atividades que resultem em amadurecimento intelectual e espiritual.

3. DEPENDA DO SENHOR
As instruções do sábio, autor de Eclesiastes, não devem motivar à autossuficiência. Muitas pessoas, tomadas pelo pragmatismo moderno, acham que podem fazer tudo, de que não existem limites. Essa onda motivacional pode ajudar àqueles que perderam o interesse pela busca de ideais. Mas é preciso que o remédio seja dado na dose certa, caso contrário, recairemos em mero ativismo, e em algumas situações, em superdimensionamento das possibilidades. Se por um lado algumas pessoas ficam inertes diante da necessidade de tomada de decisões, por outro, há os que se precipitam e agem sem refletir a respeito das consequências. Jesus nos ensinou a planejar antes de realizar qualquer empreendimento (Lc. 14.28-30). É uma demonstração de sabedoria avaliar os prós e contras antes de investir em determinado negócio, e também certa dose de realismo, para não se frustrar. Há crentes que, instigados pela teologia da ganância, se lançam em negócios, sem ter capital para sustentar o empreendimento, no final se decepcionam. Alguns recebem mensagens de supostos profetas que os impulsiona para fazerem negócios que não têm o respaldo divino. Mais triste ainda é ver muitos que se decepcionam não apenas com esses “profetas”, mas também com o próprio Deus, culpando-O pelo descumprimento da “sua” palavra. A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, mas das coisas que se não veem, aqueles que querem agradar a Deus devem ter fé nEle (Hb. 11.1,6). Mas essa fé não é mero pensamento positivo, uma vontade particular de que algo se concretize, de acordo com nossos desejos (Tg. 4.3). Trata-se de uma fé para além das circunstâncias, mesmo diante das perseguições, não é uma fé empresarial. É a fidelidade, resultante da produção do fruto do Espírito na vida do crente, uma disposição incondicional para seguir ao Senhor (Gl. 5.22). Aprendamos a pedir ao Senhor o pão nosso de cada dia (Mt. 6.11), a viver não pelo que vemos (II Co. 5.7), mas na esperança daquilo que o olho não viu (I Co. 2.9), cientes de que sem Jesus nada podemos fazer (Jo. 15.5).

CONCLUSÃO
A vida do cristão não é destituída de significado, fazendo referência a um dos personagens de Shakespeare, “não é uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, sem sentido algum”. Deus se importa com cada um de nós, Ele se interessa pelas nossas necessidades, não nos abandonou (Mt. 6.25-32; Hb. 13.5). Devemos fazer a parte que nos compete, agirmos com diligência (Mt. 10.16), mas também confiar na providência do Senhor, pois como ressaltou Salomão, o cavalo se prepara para a batalha, mas a vitória vem do Senhor (Pv. 21.31).

                                  Autor: Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
ARRUDA, A. Eclesiastes: crítica à existência fugaz. São Paulo: Fonte Editorial, 2012.
WEIRSBE, W. W. Ecclesiastes: be satisfied. Colorado Springs: David Cook, 2010. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

LIÇÃO 11 - A ILUSÓRIA PROSPERIDADE DOS ÍMPIOS - 4º TRIMESTRE/2013

A ILUSÓRIA PROSPERIDADE DOS ÍMPIOS
Texto Áureo: Ec. 9.2 – Leitura Bíblica: Ec. 9.1-6



INTRODUÇÃO
Os livros sapienciais da Bíblia visualizam a prosperidade de modo diferenciado do que costuma ser propagado em muitas igrejas, principalmente entre aquelas pseudopentecostais. Na lição de hoje, mais especificamente com base em Eclesiastes, mostraremos que a prosperidade financeira, ao contrário do que defendem alguns pregadores televisivos, não é garantia da verdadeira espiritualidade, e que os ímpios também prosperam, na maioria das vezes para a perdição das suas almas.

1. A PROSPERIDADE DOS ÍMPIOS É ILUSORIA
A lógica consumista está moldando as atitudes do homem moderno de tal maneira que o ser humano acaba sendo reduzido à quantidade de quinquilharias que consegue acumular. Ao invés de investirem no Reino de Deus, e mais especificamente, nos outros, os adeptos de algumas igrejas, que absorveram o espírito deste século, transformaram o acúmulo de bens em um fim em si mesmo. Em alguns casos, como vemos nos dias atuais, sacramentalizam a riqueza e transformam a ostentação em benção divina. Essa é uma teologia da ganância que motiva os fieis de suas igrejas não a buscarem a vontade soberana de Deus, mas tão somente a acumularem riquezas, nas quais depositam sua confiança. O Salmo 73, de Asafe, nos possibilita um vislumbre da ilusória prosperidade dos ímpios. Se não tivermos cuidado, e olharmos para as riquezas dos ímpios, poderemos nos distanciar dos caminhos do Senhor (Sl. 73.21,22). A prosperidade dos ímpios é ilusória porque não passa de um simulacro (Sl. 73.20), isto é, de uma miragem. Isso porque o mundo passa, bem como a sua concupiscência (I Jo. 2.17). O homem secularizado vive no engano do ter, por isso tem dificuldade de se aproximar do Criador (Mt. 19.22-24). Os ímpios têm tudo o que querem, menos a Deus, eles transformam a riqueza em um ídolo, que é pecado (Ex. 34.15,16; I Cr. 5.25). Precisamos ter cuidado para não nos deixar levar pela tendência desse século, e duvidarmos de Deus como fez o autor do Salmo 73. Não podemos ter inveja dos perversos, muito menos dos seus atos de desobediência (Sl. 37.1; Pv. 3.31; 23.17; 24.1,19).

2. A ILUSÃO DA PROSPERIDADE EM ECLESIASTES
Os ímpios fiam sua esperança nas riquezas, mas não percebem que elas são temporárias. A morte chegará, e quando essa bater à porta, os bens acumulados para nada servirão. Morre tanto o justo quanto o injusto, o santo quanto o ímpio (Ec. 9.1,2). No final, ainda que muitos fujam dessa realidade, as pessoas terão que se deparar com a última inimiga (I Co. 15.26). Somente aqueles que estão em Cristo têm a bendita esperança, a certeza de que estarão com Cristo, seja por meio da morte, ou quando a trombeta soar, por ocasião do arrebatamento (Rm. 6.23; Jo. 11.25,26; I Ts. 4.13-18; I Co. 15.51-58). A morte alcança a todo ser humano, indistintamente, mas não tem todos estão cientes dessa realidade. A cultura da longevidade está fazendo com que as pessoas vivam como se não tivessem que morrer. Pior ainda, como se não tivesse a quem prestar contas no futuro. O crente tem sempre a morte diante de si (Ec. 9.5) porque se conduz a partir de uma viva esperança, fundamentada nAquele que conquistou a morte (I Pe. 1.3-5; II Tm. 1.10). Por esse motivo, nós, os cristãos, podemos desfrutar das condições que a vida permite, aproveitá-la, mas sem perder a eternidade de vista. Ao invés de se entregar à tristeza, devemos usufruir de refeições prazerosas (Ec. 9.7), das comemorações alegres em família (Ec. 9. 8), de um casamento fiel e amoroso (Ec. 9.9) e do trabalho árduo (Ec. 9.10). Não é proibido ter alegria, contanto que o fundamento desta seja o Senhor (Fp. 4.4). Tudo que o Senhor permitir, para nossa satisfação, devemos tirar proveito, cônscios que um dia nossas obras serão julgadas, e por cada uma delas receberemos a devida recompensa (I Co. 3.10; Cl. 3.23-25). Não podemos viver também demasiadamente preocupados, tentando controlar todas as situações, pois a vida é imprevisível. Nem mesmo nossas aptidões garantem prosperidade, pois a injustiça prevalece em alguns contextos (Ec. 9.11,12). Algumas pessoas estudam, se dedicam ao seu ofício, mas nem sempre colhem os frutos do seu esforço, por causa da injustiça dos homens. O autor do Eclesiastes nos instiga a aproveitar as oportunidades, reconhecendo que essas também não garantem a prosperidade (Ec. 9.13-18).

3. A PROSPERIDADE VERDADEIRAMENTE CRISTÃ
Uma leitura cuidadosa dos evangelhos e das epístolas do Novo Testamento nos mostrará que essa lógica nada tem de bíblica. A economia de Deus está distante daquilo que nos é apresentado pelos teólogos da ganância nos canais de televisão. O apóstolo Paulo afirma que quem deseja obter riqueza cai em “muitos desejos descontrolados e nocivos” (I Tm. 6.9,10). Conforme destacou o Senhor Jesus, ser rico pode se tornar um empecilho para segui-LO, tendo em vista que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha que um rico entrar no Reino de Deus (Mt. 19.24,25). Enquanto muitos, nestes tempos, buscam confiança nas riquezas, e tantos outros, fazem tudo para tê-las, utilizando até de meios escusos, Jesus chama a atenção para o “engano das riquezas” (Mt. 13.22). Aqueles que somente querem a prosperidade financeira deveriam ler mais os evangelhos, pois Jesus é categórico ao reprovar o acúmulo de tesouros na terra (Mt. 6.19-21). O interesse do Senhor é que acumulemos tesouros no céu (Mt. 6.10), e que coloquemos em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça (Mt. 6.33). A riqueza é perigosa porque o seu poder está relacionado a uma divindade, Mamom, que é rival de Deus (Mt. 16.33), aqueles que adoram a esse deus são chamados por Jesus de insensatos (Lc. 12.16-21). As palavras de Paulo, ao jovem pastor Timóteo, servem de alerta a todos os cristãos, em especial à liderança: “os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição” (I Tm. 6.9), por isso, o líder da igreja não deve ser “apegado ao dinheiro” (I Tm. 3.3) e os diáconos não podem ser amigos de “lucros desonestos” (I Tm. 3.8).

CONCLUSÃO
Quando o ser humano se distancia de Deus cria para si mesmo um ídolo, é isso que temos testemunhado na sociedade. Ao invés de dobrarem diante do Criador, as pessoas se voltam tão somente para as riquezas, e nelas colocam sua confiança. O autor do Eclesiastes, assim como os demais escritores bíblicos, lembram que as riquezas são efêmeras, e não são dignas de culto. Aprendamos, pois a confiar no Senhor, pois dEle procedem as insondáveis riquezas celestiais em Cristo Jesus, que nos impulsiona para um viver ético, que não coisifica as pessoas, antes nos coloca em condição de responsabilidade perante elas (Ef. 1.3-7; 3.8).
                                  Autor: Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
MELO, J. L. de. Eclesiastes: versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
WEIRSBE, W. W. Ecclesiastes: be satisfied. Colorado Springs: David Cook, 2010.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

LIÇÃO 10 - CUMPRINDO AS OBRIGAÇÕES DIANTE DE DEUS - 4º TRIMESTRE/2013

CUMPRINDO AS OBRIGAÇÕES DIANTE DE DEUS
Texto Áureo: Ec. 5.4 – Leitura Bíblica: Ec. 5.1-5



INTRODUÇÃO
A existência humana pressupõe obrigações, ninguém está sozinho no mundo, estamos em relação com os outros. Na lição de hoje trataremos a respeito das responsabilidades que temos para conosco, os outros, e principalmente diante de Deus. Mostraremos, nesta aula, que precisamos viver bem conosco, por conseguinte, saber lidar com as necessidades dos outros, em sociedade, e por último, a importância de viver responsavelmente diante de Deus. Destacaremos, ao final, que a disposição para cumprir as responsabilidades com sabedoria é uma demonstração de maturidade na vida do ser humano.

1. OBRIGAÇÕES PESSOAIS
Uma pessoa sábia não pode pautar sua vida em futilidades, a fim de evitar esse equívoco é necessário atentar para o que de fato faz sentido. Muitas pessoas estão roubando a si mesmas, pois não investem tempo em seu futuro. Há aqueles que pensam apenas em obter riquezas, e pensam que elas lhes trarão total satisfação (Ec. 5.10). O homem moderno, que vive debaixo da égide do consumismo, se conforma com pouco, se deixa levar pelo prazer como um fim em si mesmo. O acúmulo de dinheiro é posto como a razão maior da existência, o final é sempre a frustração, pois somente em Deus o ser humano encontra satisfação (Ec. 5.11). Jesus advertiu as pessoas da Sua época sobre necessidade o perigo de pautar a vida somente nas riquezas, Ele ressaltou que a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que possui (Lc.  12.15). Paulo orienta ao jovem obreiro Timóteo para que não colocasse sua confiança na temporalidade das riquezas, lembrando que o amor do dinheiro é a raiz de todos os males (I Tm. 6.10). Evidentemente todos nós precisamos de dinheiro para viver, mas não podemos ter a ilusão de pensar que acumulá-lo é o segredo da felicidade. Geralmente as pessoas mais infelizes são justamente aquelas que têm muito dinheiro. É melhor ter dinheiro suficiente para manter-se do que ter uma fortuna e não conseguir dormir tranquilamente (Ec. 5.12). O dinheiro, como bem disse o Senhor Jesus, está atrelado a uma divindade, Mamom, que escraviza a pessoas (Mt. 6.24). Seguindo do autor de Provérbios, buscamos o equilíbrio, nem a riqueza nem a pobreza, mas a porção necessária para o sustento (Pv. 30.7-9). Mais importante do que ter muito dinheiro é desfrutar da presença de Deus em nossas vidas, e gozar das bênçãos que Ele nos providencia por meio do esforço humano (Ec. 5.18-20). O trabalho é o meio do homem e da mulher desfrutarem da prosperidade de Deus, mas sempre com temor, contando os dias diante do Senhor, a fim de encontrar coração sábio (Sl. 90.12). A maior riqueza do cristão não está no banco, mas em sua entrega ao Senhor, e de dedicar-se ao Seu Reino (Mt. 6.33).

2. OBRIGAÇÕES POLÍTICO-SOCIAIS
Estamos inseridos em uma dimensão temporal, tanto somos cidadãos do céu quanto da terra (Fp. 3.20,21). Por isso, temos obrigações não apenas no âmbito celestial, mas também no terrenal (Jo. 15.17). Nesse contexto se aplica a pergunta feita a Jesus: É lícito pagar imposto a Cesar? (Mt. 22.17). A resposta, dada pelo próprio Mestre é a de dar a César o que lhe é de direito, isso implica, para o cristão, que temos obrigações de ordem política (Mt. 22.18-21). Paulo expõe essa responsabilidade em sua Epístola aos Romanos, ressaltando a obrigação dos cristãos se portarem com respeito e em submissão às autoridades constituídas (Rm. 13.1-7), sabendo que essas também têm responsabilidades, de punir aqueles que infringem a lei (I Pe. 2.13-17). Dentre as obrigações do cristão em relação à política destacamos: 1) orar por aqueles que assumem posição de governo, para que cumpram seu dever, satisfazendo aos interesses da coletividade (I Tm. 2.1,2); 2) pagar impostos, a fim de que o governo disponha de recursos para investir nas necessidades básicas da sociedade, tais como saúde, educação e segurança (Mt. 22.21); 3) obedecer às leis, a fim de dar exemplo à sociedade a qual pertence, evitando que o evangelho seja desacreditado por meio da ilegalidade (I Pe. 2.13); e 4) honrar os governantes, não se dirigir a eles com palavras torpes, ou desrespeitosas, criticando quando necessário, com as devidas comprovações (I Pe. 2.17; Jd. 8-10). Isso porque há limite na obediência às autoridades, não há respaldo bíblico para uma subserviência cega, que não questiona valores que se opõem à vontade de Deus. Em algumas situações cabe mais obedecer a Deus do que aos homens (At. 5.29), um exemplo disso são as leis que afrouxam em relação ao divórcio (Mt. 19.6). Sempre que um governo coloca-se contra os valores cristãos, deixa de servir a Deus e torna-se um anticristo, por isso deve ser criticado, com base na palavra de Deus. Enquanto cristãos, temos a obrigação também de agir para diminuir as carências sociais, não podemos esperar apenas que os governantes resolvam todos os problemas. Aqueles que seguem a Cristo devem buscar provisão para a família (I Tm. 5.18,16), amar o próximo indistintamente (Mt. 22.29), satisfazer as necessidades dos irmãos mais pobres  (At. 4.34; 6.1; Gl. 6.10; Tg. 2.15,16; I Jo. 3.16,17). Uma igreja genuinamente cristã se compromete com causas sociais, pois percebe o ser humano em sua integralidade, não apenas o espírito, mas também o corpo (I Ts. 5.23).

3. OBRIGAÇÕES ECLESIASTICO-RELIGIOSAS
Todos os cristãos têm responsabilidades eclesiástico-religiosas, isso porque todos aqueles que frequentam a igreja são por ela responsáveis. Salomão chama a atenção dos seus ouvintes para a oferta e os sacrifícios, práticas comuns no Antigo Testamento, principalmente com animais. Na Aliança fundada em Jesus, não se faz mais necessário o sacrifício de animais, pois o sangue de Cristo cumpriu perfeitamente essa exigência religiosa (Hb. 10.1-14). Mas os cristãos de hoje devem oferecer sacrifícios espirituais, no próprio corpo (Rm. 12.1,2), contribuir financeiramente (Fp. 4.18); louvores e boas obras (Hb. 12.15,16); coração quebrantado (Sl. 51.17); e orações de fé (Sl. 141.1,2). Justamente no que tange à oração, Salomão adverte quanto a sua seriedade, a fim de que não nos apresentemos de forma descuidada diante do Senhor (Ec. 5.1,2). Ao orar, Jesus nos ensinou a não usar de vãs repetições (Mt. 6.7), por isso devemos preparar o coração para adentrar a presença do Altíssimo (Sl. 141.1,2). Os votos devem ser pagos, não para ser aceitos por Deus, mas para expressar nossa devoção a Ele (Nm. 30; Dt. 23.21-23; At. 18.18). Por outro lado, ninguém deve pensar que agrada a Deus apenas cumprindo determinas exigências religiosas, tais como faziam os fariseus (Mt. 23). Votos feitos com devoção devem ser pagos com sinceridade, não como um meio de barganhar com Deus, mas como uma expressão da nossa fé (Sl. 66.13,14). A partir dessa condição, podemos, de fato, ser adoradores encontrados por Deus, que se dobram diante dEle, em espírito e em verdade (Jo. 4.24). Essa percepção de adoração nos conduz à reverência, ao cuidado quando nos encontramos na presença de Deus (Ec. 5.1). Também à obediência, pois de nada adianta ser religioso, cumprir algumas obrigações ritualísticas e não fazer a vontade de Deus (I Sm. 15.22). É preciso também ter cuidado para não colocar Deus no mesmo patamar do homem, como fazem alguns adeptos das teologias antropocêntricas. Deus é Deus, é Criador, o homem é criação, portanto deve ser concebido diante das suas limitações temporais e espaciais (Dt. 4.15-20). O ser humano está na dimensão imanente, no tempo e no espaço, mas Deus é transcendente, é por isso que Ele é Deus, e não homem.

CONCLUSÃO
O cristão não deve viver apenas para si, ele tem obrigações em relação aos outros. Isso não quer dizer que precise ter um sentimento negativista sobre sua pessoa. O fato de ter sido aceito por Deus deve servir de motivação para o amor ao próximo, e principalmente a Deus. O equilíbrio está justamente no amor a si mesmo, ao próximo e a Deus (Mt. 22.36-38). Aqueles que amam apenas a si são egoístas, apenas ao próximo não passam de filantropistas, e apenas a Deus são fanáticos. O tripé das obrigações cristãs passa pelo crivo do amor-ágape, no sacrifício de Cristo pelos homens, modelo para os Seus discípulos em relação aos outros (Jo. 3.16; I Jo. 3.16).

                                Autor: Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
KIVITZ, E. R. O livro mais mal-humorado da Bíblia. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.
WEIRSBE, W. W. Ecclesiastes: be satisfied. Colorado Springs: David Cook, 2010.