terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A FAMÍLIA CRISTÃ NO SÉCULO XXI: PROTEGENDO SEU LAR DOS ATAQUES DO INIMIGO (Tema da Lição Bíblica CPAD do 2º Trimestre/2013


A FAMÍLIA CRISTÃ NO SÉCULO XXI: PROTEGENDO SEU LAR DOS ATAQUES DO INIMIGO (Tema da Lição Bíblica CPAD do 2º Trimestre 2013)



Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
Temas Semanais:

1 - Família, Criação de Deus
2 - O Casamento Bíblico
3 - As Bases do Casamento Cristão
4 - A Família Sob Ataque
5 - Conflitos na Família
6 - A Infidelidade Conjugal
7 - O Divórcio
8 - A Educação Cristã, Responsabilidade dos Pais
9 - A Família e a Sexualidade
10 - A Necessidade e a Urgência do Culto Doméstico
11 - A Família e a Escola Dominical
12 - A Família e a Igreja
13 - Eu e minha Casa Serviremos ao Senhor

Fonte: CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus
Vi no Blog do Pr Altair Germano

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

LIÇÃO 04 - ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL - 1º TRIMESTRE/2013


ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL
Texto Áureo: I Rs. 18.21 – Leitura Bíblica: I Rs. 18.36-40

INTRODUÇÃO
A apostasia em Israel era manifestada no sincretismo religioso, isto é, a mistura de crenças. Nestes dias esse tipo de pensamento predomina, principalmente no contexto da pós-modernidade. Veremos, na lição de hoje, que os profetas de Baal precisavam ser confrontados por Elias. E que, atualmente, devemos assumir uma posição profética confrontando posicionamentos contrários à Palavra de Deus.

1. O SINCRETISMO BAALISTA EM ISRAEL
Baal, cujo nome significa “senhor ou marido” em hebraico, era uma divindade cananéia (I Cr. 5.5; 8.30; 9.36) adorada por alguns israelitas, inclusive nos tempos do rei Acabe. Esse deus era cultuado conjuntamente com a natureza, associado à fertilidade, por isso tinha a ver com o raio e a chuva. O povo de Israel desenvolveu uma espécie de sincretismo, uma confluência de crenças. Algumas pessoas queriam, simultaneamente, adorarem a Yahweh e a Baal. O confronto profético se fez necessário a fim de distanciar o povo da apostasia. O povo está confuso, dividido entre dois pensamentos. A assimilação do baalismo pelos israelitas resultou de uma série de fatores, dentre eles: o casamento misto com os cananeus, em sua expressão mais grave do rei Acabe com Jezabel; a participação em festas pagãs, e que fomentavam pecados sexuais; e as flexibilizações das religiões cananeias, em oposição às exigências da fé judaica. O sincretismo religioso entre baalismo e judaísmo pode ser identificado nas seguintes passagens: Jz. 2.1-5; 2.11-13,17,19; 3.5-7; 6.25). A própria combinação de palavras revela a combinação entre o Deus de Israel e o deus dos cananeus: Jeeubaal (Jz. 7.1); Beeliada (I Cr. 14.7); Es-Baal e Meribe-Baal (I Cr. 8.33,34). Em I Rs. 18, identificamos o cúmulo do sincretismo religioso em Israel. Deus levantou um profeta fiel e corajoso para confrontar os profetas de Baal, a fim de evitar que o povo fosse tomado pela idolatria.

2. O CONFRONTO DE ELIAS CONTRA OS PROFETAS DE BAAL
Diante dos descalabros do rei Acabe e da rainha Jezabel, fomentando a idolatria em Israel, Elias propôs um confronto com os profetas daquela divindade cananéia. Ele convida todos a se apresentarem no monte Carmelo, também os quatrocentos e cinquentas profetas de Baal e os quatrocentos profetas do poste-ídolo (I Rs. 18.19). O objetivo do profeta do Senhor era revelar que de fato era o verdadeiro Deus, já que o povo se encontrava dividido entre dois pensamentos. Por isso indagou Elias: “Se o SENHOR é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu” (I Rs. 18.21). Isso mostra que a apostasia já estava generalizada, e falta de compromisso com Deus. Elias orientou para que novilhos fossem postos sobre a lenha, sem que fosse colocado fogo, Yahweh e Baal deveriam ser invocados, o que respondesse com fogo seria o verdadeiro Deus (I Rs. 18.22-26). O povo gostou da ideia, aprovou o confronto, e os profetas de Baal clamaram à divindade, que não respondeu, eles manquejavam ao redor do altar, sem êxito. Diante da falta de resposta de Baal, os profetas se flagelaram, o profeta de Deus os tratou com sarcasmo: “Clamai em altas vozes, porque ele é deus; pode ser que esteja meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir e despertará” (I Rs. 18.27). Em seguida Elias provoca os profetas, restaura o altar do Senhor, arma a lenha, pede para que derramem água sobre esta e ora ao Deus de Israel (I Rs. 18.36-37). A resposta foi que “caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!” (I Rs. 18.38,39).

3. CONFRONTANDO OS ÍDOLOS MODERNOS
Como Elias, estamos diante de um confronto com a sociedade moderna, mas somente aqueles que estão no centro da vontade de Deus reconhecem seu ministério profético. A maioria que conta é a do Senhor, não a dos homens, de nada adianta serem 850 contra 1, se Deus estiver do lado desse 1. Como o povo de Israel, não podemos ficar coxeando entre dois pensamentos, divididos, a fim de sermos politicamente corretos. Precisamos tomar partido, e o partido de Deus, não o dos homens, para não sermos vomitados da boca de Cristo (Ap. 3.15,16). A maior carência nos dias atuais é a de profetas comprometidos com a verdade de Deus. Homens e mulheres de princípios, que não se vendam por dinheiro ou posição. O instrumento dos profetas do Senhor é a Sua palavra, eles sabem que precisam prestar contas Àquele que é O Senhor, não um senhor. Além da Palavra, os profetas de Deus não se apartam da oração, sabem que é por meio desta que o Senhor intervém. A oração foi o recurso que Elias usou para revelar ao povo quem era o verdadeiro Deus. Os profetas do Senhor não temem os falsos profetas, e muito menos aos deuses porque suas vidas são consagradas inteiramente a Deus. É bastante comum hoje os evangélicos ajustarem a Bíblia aos seus interesses. Ao invés de se ajustarem ao evangelho de Jesus, em toda sua radicalidade, servem mais aos seus interesses pessoais do que a pessoa de Cristo. Nestes dias de apostasia, não carecemos de mais evangélicos, mas de verdadeiros discípulos, que estejam dispostos a carregarem a cruz (Mt. 16.34-28).

CONCLUSÃO
O sincretismo religioso está comprometendo a fé de vários cristãos, igrejas inteiras estão abrindo mão da palavra, e do Senhor, e se prostrando perante outros deuses. Mas ninguém pode servir a Deus e a Mamom (Mt. 6.24), só existe um Deus Verdadeiro, que enviou Jesus Cristo (Jo. 17.3). Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai se não for por Ele (Jo. 14.6). Em nenhum outro há salvação, somente em Jesus está a vida eterna (At. 4.12). Não podemos fazer concessões em relação a essa verdade, que não admite qualquer tipo de sincretismo e confrontar o erro pela Palavra de Deus.

                            Autor: Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
GETZ, G. Elias: um modelo de coragem e fé. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.
SWINDOLL, C. R. Elias: um homem de heroísmo e humildade. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

LIÇÃO 03 - A LONGA SECA SOBRE ISRAEL - 1º TRIMESTRE/2013


A LONGA SECA SOBRE ISRAEL
Texto Áureo: II Cr. 7.14 – Leitura Bíblica: I Rs. 18.1-8


INTRODUÇÃO
Como medida disciplinar, O Senhor, através do profeta Elias, determinou um período de longa estiagem sobre Israel. Na lição de hoje estudaremos a respeito desse momento crítico para a nação israelita e suas consequências. Ao final, refletiremos a respeito das situações de estiagem, das catástrofes naturais como um todo, à luz do contexto bíblico-teológico.

1. A SECA SOBRE ISRAEL
Baal era adorado entre os cananeus, e posteriormente, pelos próprios israelitas como deus da fertilidade (I Rs. 16.30-33). Por isso Elias profetizou que Deus enviaria um período de seca sobre a nação a fim de que o povo reconhecesse que somente o Senhor era Deus. A profecia de Elias se cumpriu cabalmente nos dias do rei Acabe (I Rs. 17.1,2; 18.1,2) e é mencionada no Novo Testamento (Tg. 5.17). O objetivo daquela seca foi fazer com que o povo refletisse a respeito da sua condição espiritual. Ele estava dividido entre dois pensamentos (I Rs; 18.21,37). Mas durante o período da estiagem Deus preservou a vida do profeta Elias, providenciando-lhe alimento necessário para sobrevivência (I Rs. 17.1-7). Inicialmente o Senhor orientou o profeta para que saísse do lugar no qual Seu juízo se realizaria (I Rs. 17.3). Em seguida Ele ordenou que o profeta se escondesse junto ao ribeiro de Querite (I Rs. 17.3). Aqueles foram dias difíceis para os profetas do Senhor, pois eles eram perseguidos e mortos por Acabe e Jezabel. Mas dentro do palácio havia alguém sensível às injustiças realizadas por aquele casal. Obadias ocupava ali uma posição-chave, pois encontrava maneiras para preservar a vidas dos servos de Deus. O texto bíblico diz que ele “temia muito ao Senhor”, por isso os escondia, opondo-se aos intentos apóstatas da monarquia (I Rs. 18.4). Não são poucos os cristãos que se encontram em igual condição, vivem debaixo de governos tiranos, mesmo assim se arriscam em prol da justiça. Na história da igreja nos deparamos com pessoa, como Corrie ten Boom, que se arriscou para salvar a vida de vários judeus durante a Segunda Guerra, ocultando-os das forças nazistas.

2. AS CONSEQUÊNCIAS DA SECA SOBRE ISRAEL
A seca resultou em fome, mas ao invés de se preocupar com as necessidades do povo, Acabe estava voltado apenas para seus pertences. Ao invés de encontrar soluções para amenizar a fome extrema em Samaria (I Rs. 18.2), o monarca buscava meios para preservar suas posses (I Rs. 18.4-6). Naquele contexto de apostasia um homem, Obadias, reconheceu a autoridade espiritual de Elias. Mesmo assustado, o servo de Acabe temeu ao profeta do Senhor, e este, por sua vez, se prontificou a salvar a sua vida (I Rs. 18.14,15). Elias apresentou-se a Acabe, mas o rei não quis reconhecer o seu pecado, antes culpou o profeta pela seca, dizendo ser o mensageiro do Senhor um perturbador (I Rs. 18.17). Elias confrontou Acabe e Jezabel, denunciando que a causa da estiagem não era ele, muito menos o Senhor, mas a desobediência por eles patrocinada (I Rs. 18.18). Há governantes que agem de igual modo nos dias atuais, eles não mostram sensibilidade pela situação do povo diante das catástrofes naturais. Há inclusive aqueles que querem tirar proveito político em tais situações. Como Acabe e Jezabel, subtraem os recursos públicos, desviando-os para negócios particulares. A miséria, decorrente de desastres, se transforma em negócio, por meio do qual vidas humanas são sacrificadas. Aqueles que denunciam tal postura antiética são rotulados de perturbadores. Mas entre tais governos corruptos e insensíveis existem aqueles que, assim como Obadias, evitam que as pessoas são injustiçadas, ainda que corram riscos.

3. SECAS, ENCHENTES E DESASTRES NATURAIS
Não podemos generalizar, argumentando que todas as secas, enchentes e desastres naturais são julgamentos divinos. Não podemos esquecer que a queda do homem teve efeitos sobre a natureza (Rm. 8.18-22). Jesus reconheceu que os seres humanos estão debaixo das condições adversas resultantes de catástrofes naturais (Mt. 7.24-27). Não é correto tentar encontrar uma relação de causa e efeito em todas as situações de desastres naturais. Ainda que não compreendamos a causa dos desastres, devemos aprender, com Jeremias, a sentir a dor das pessoas (Lm. 2.19). Ninguém deve ter a pretensão de achar que conhece todos os desígnios de Deus (Is. 55.8,9). No Antigo Testamento Deus governava a nação judaica diretamente, por isso o Senhor usava a natureza para recompensar ou julgar o povo (II Cr. 7.13,14). Essa realidade não pode ser diretamente aplicada ao contexto do Novo Testamento. Cristo se fez maldição ao ser pregado no madeiro (Gl. 3.13). Os desastres naturais ocuparão espaço punitivo no plano escatológico, no período da Tribulação (Mt. 24.27-30; Ap. 6.12-17). A resposta do cristão diante de secas e enchentes é a de lamentação (Lm. 1.12,13,16), chorando com os que choram (Rm. 12.15). Elias recebeu a revelação direta do Senhor, informando às autoridades, naquele tempo, que a seca havia sido resultante da apostasia. Não podemos, neste tempo, aplicar aquela realidade para situações particulares.

CONCLUSÃO
O pecado traz desastres para o ser humano, o maior deles é o distanciamento de Deus, o Criador (Rm. 3.23). Essa é a morte espiritual, que pode, posteriormente, caso as pessoas não se arrependam, se transformar em morte eterna (Ap. 20.14). O julgamento de Deus, em Cristo, acontecerá no futuro, no Trono Branco (Ap. 20.11-15). Secas e enchentes acontecem hoje, mas porque a natureza geme, em decorrência do pecado do ser humano (Rm. 8.22). Como cristãos, não devemos julgar povos e nações diante das catástrofes, antes lamentar, e ajuda-los na necessidade (II Co. 8.9-12).

                             Autor: Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
GETZ, G. Elias: um modelo de coragem e fé. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.
SWINDOLL, C. R. Elias: um homem de heroísmo e humildade. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

LIÇÃO 02 - ELIAS, O TISBITA - 1º TRIMESTRE/2013


ELIAS, O TISBITA
Texto Áureo: II Rs. 1.7,8 – Leitura Bíblica: I Rs. 17.1-7


INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos a respeito de Elias, o tisbita, um homem de Deus que com fé e coragem não fugiu da sua responsabilidade. A princípio destacaremos o chamado de Elias, sua fé e coragem, e ao final, seu exemplo. Aprenderemos que a vida e a mensagem de Elias inspiram homens e mulheres, até mesmos os mais simples, a servirem ao Deus Vivo e Verdadeiro.

1. A VOCAÇÃO DE ELIAS
Elias, Elijah em hebraico, fora vocacionado pelo Senhor já partir do seu nome, cujo significado é “Meu Deus é Jeová” ou “O Senhor é o meu Deus”. Naquele tempo Acabe e Jezabel, que estavam no comando do Reino do Norte, se voltaram à idolatria, conduzindo o povo à apostasia. É nesse contexto que Deus chama Elias, o Seu profeta, refutando, a partir do seu nome, a apostasia israelita. Elias era de Tisbe, por isso é denominado de tisbita. A localização dessa cidade não é exata, ainda que o texto bíblico a situe em Gileade, no norte da Transjordânia, do lado leste do rio Jordão. Tratava-se de um lugar isolado, fora do mapa, de um povo simples. Os historiadores afirmam que seus habitantes eram rudes, queimados pelo sol, musculosos e fortes. Não se destacava pela educação, sofisticação e diplomacia, Elias, por assim dizer, era “a cara da sua terra”. De certo modo podemos afirmar que era um homem áspero, sem formação instrucional, a não ser a divina. O estilo de Elias estava atrelado às suas raízes, por isso não “tinha papas na língua”, ou seja, falava a verdade, sem arrodeio. De uma hora para outra ele se apresenta diante do rei Acabe, sem medo ou relutância. Ele vai direto ao assunto, questionando os procedimentos do casal que se opunha ao propósito de Deus. Diante da apostasia, sua mensagem era necessária, seu pronunciamento urgente. Ele foi chamado por Deus para estar na brecha, isso ainda acontece em tempos difíceis (Ez. 22.30). Como profeta de Deus, surpreendeu seus ouvintes, não dizendo o que desejavam, mas o que o Senhor orientava. Os mensageiros de Deus devem proceder de igual modo, pois muitos não querem mais ouvir a Palavra de Deus (II Tm. 4.1-4). Para tanto é preciso estar sempre diante de Deus, não se apartar do santo livro, e não deixar de buscar o Senhor em oração.

2. ELIAS, UM HOMEM DE FÉ E CORAGEM
Elias não fala de si mesmo, como todo profeta, ele é porta-voz de Deus, pois “veio-lhe a palavra do Senhor dizendo” (I Rs. 17.2). O profeta é um homem de fé, já que acredita na revelação do Senhor. A fé não está fundamentada no visível, mas na esperança nas coisas que não se veem (Hb. 11.1). Sem fé é impossível agradar a Deus, o Senhor exige confiança daqueles que dEle se aproximam (Hb. 11.6). A fé, e por conseguinte, a fidelidade, vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus (Rm. 10.17). A fé na palavra de Deus fez com que Elias demonstrasse coragem para enfrentar a oposição. A igreja também é porta-voz de Deus na terra, por isso, mesmo com suas limitações, não pode fugir da responsabilidade (Mt. 16.18). O compromisso da igreja é com a Palavra de Deus, sem esta ela nada tem a dizer (II Tm. 3.16,17). A voz que impulsionava Elias não vinha de dentro dele mesmo, mas de fora, para ser mais preciso, de cima. A Palavra de Deus é fiel e verdadeira, digna de toda aceitação (I Tm. 4.9). A igreja de Jesus Cristo não deve ter a pretensão de ser politicamente correta (II Co. 4.1,2). Sua missão na terra é a de ser biblicamente correta, isto é, a de enunciar todos os desígnios de Deus (At. 20.27). A igreja deve orar pelas autoridades, a fim de que tenhamos vida tranquila e mansa (I Tm. 2.2). Mas isso não quer dizer que as igrejas devem ser subservientes, principalmente quando as autoridades se opuserem à Palavra de Deus (At. 5.29). Para tanto é preciso ter fé e coragem, e lembrar que Jesus enviou seus discípulos como “ovelhas para o meio de lobos” (Mt. 10.16).

3. ELIAS NO NOVO TESTAMENTO
O ministério de fé e coragem de Elias é lembrado no Novo Testamento. Jesus relaciona o ministério de João Batista ao de Elias, certamente pela ousadia desses dois profetas (Lc. 1.17). Assim como Elias, João Batista não tinha receio de anunciar a Palavra de Deus, ainda que as autoridades não gostassem. Este último foi martirizado por denunciar os pecados dos poderosos da sua época (Mt. 14.3,4). Durante a transfiguração de Jesus, no monte, o evangelista Mateus registrou que estavam presentes Elias e Moisés, que falavam com Cristo (Mt. 17.3; Lc. 9.30,31). A fé da viúva de Sarepta, no seu encontro com Elias, foi destacada por Jesus, ressaltando a importância daqueles que eram considerados não povo pelos judeus (Lc. 4.24-26). A realização de milagres por Jesus fez com que Ele fosse confundido com Elias ressuscitado (Mt. 16.14; Mc. 6.15; 8.28). Tiago, em sua epístola, afirma que Elias era homem semelhante a nós, mas que orava ao Senhor, sendo esse o motivo dos milagres que realizou (Tg. 5.16-18). A mensagem e a vida de Elias inspirou vários personagens do Antigo Testamento. A importância desse profeta fiel e corajoso é atestada pelo Senhor Jesus Cristo. A vida e a mensagem de Elias devem servir de motivação para homens e mulheres de Deus desta geração. O Deus da Bíblia continua usando pessoas simples, os “tisbitas” do nosso tempo, para proclamarem Sua mensagem.

CONCLUSÃO
Tal como Elias, o tisbita, vivemos em contexto de apostasia, as pessoas não têm compromisso com a Palavra de Deus. Mas Deus, o mesmo de Elias, ainda vocaciona pessoa, sejam elas cultas ou indoutas, para serem testemunhas da Sua revelação. Nesses dias tão difíceis, a respeito dos quais antecipou Paulo (II Tm. 3.1,2), precisamos de fé, sobretudo de fidelidade, para que, com coragem, sejamos arautos de Deus para esta geração corrupta (Fp. 2.15), sendo sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13-15).
  
                              Autor: Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
GETZ, G. Elias: um modelo de coragem e fé. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.
SWINDOLL, C. R. Elias: um homem de heroísmo e humildade. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.

sábado, 5 de janeiro de 2013

MEMBROS DA TRIBO DE MANASSES RETORNARAM A ISRAEL


Membros da tribo de Manasses retornaram a Israel

BneiMenashe LW 300x174 Membros da tribo de Manasses retornaram a Israel
A CBN News, foi ao aeroporto Ben Gurion, quando mais 50 membros da tribo Bnei Menashe fazem história.

O grupo foi apenas o primeiro de uma migração muito aguardada. Cerca de 2 mil membros da tribo vivem em  Israel, mas há cinco anos o governo parou seu retorno.
“Me sinto em casa”, disse um membro da tribo. Outro disse a CBN News que estava “emocionado, sobrecarregado. Você sabe, é algo inexplicável o sentimento em meu coração. Eu queria chorar. Estou emocionalmente perdido e com minhas palavras“.
Uma recente decisão permite a todos os Bnei Menashe a regressar, sendo num total de 7 mil pessoas.
As dez tribos estiveram perdidas para nós por séculos, mas nunca perderam sua identidade.”,disse Michael Freund e Shavai Israel CBN News.
Freund tem trabalhado durante anos para ver este momento. Disse que acredita que o retorno de Bnei Menashe cumpre a profecia bíblica.
“O profeta Isaias disse  ‘al tera qui ka ani’, que significa “Não temas porque eu estou contigo, diz o Senhor“, explica Freund. “‘Me israch avi zerecha’”, que se traduz “vou trazer o seu filho a partir do leste”.
“Estes são os descendentes de Israel e eles estão voltando desde o leste”, disse ele. “É como uma manchete de hoje, escrita pelo profeta Isaías 25 ou 2.600 anos atrás. Ela é fenomenal”.
O Império Assírio exilou a tribo de Manasses cerca de 3 mil anos atrás. Embora se estabelecesse ao nordeste da Índia, membros da tribo tem mantido suas raízes judaicas por mais de 2 mil anos.”
Várias organizações cristãs ajudaram a trazer para casa. “Na verdade os profetas hebreus disseram que quando Deus reunir o seu povo judeu de volta de todos os confins da terra nos últimos dias haveria ajuda dos gentis para levá-los de volta“, disse David Parsons, da Embaixada Internacional Cristã em Jerusalém.
Espera-se que cerca de 300 membros da tribo volte para Israel em janeiro, aguardando ainda milhares de pessoas para o retorno.
FontePortal Padom
Traduzido e adaptado de Cbn por Portal Padom

LIÇÃO Nº 01 - A APOSTASIA NO REINO DE ISRAEL - 1ª TRIMESTRE/2013


A APOSTASIA NO REINO DE ISRAEL
Texto Áureo: I Rs. 16.31 – Leitura Bíblica: I Rs. 16.29-34


INTRODUÇÃO
Neste trimestre estudaremos o ministério profético de Elias e Eliseu. Esses dois homens de Deus foram usados com poder em contexto de apostasia. Nesta primeira aula discorreremos sobre a institucionalização da apostasia no reino de Israel. A principio definiremos o significado bíblico de apostasia, em seguida, seu processo de institucionalização no reino, e ao final, suas consequências.

1. O SIGNIFICADO BÍBLICO DA APOSTASIA
A palavra apostasia vem do grego, e significa “afastamento”, em relação ao abandono da fé. Esse termo é encontrado apenas duas vezes no Novo Testamento, em At. 21.21 e II Ts. 2.3. Trata-se de uma extensão da palavra apostasis que quer dizer “manter-se longe de”. Em II Ts. 2.3 diz respeito ao ato de rebeldia, uma revolta contra os princípios cristãos. A apostasia vai além da mudança de ideias, isto é, da perspectiva doutrinária. Ela revela-se também através de atitudes que não são condizentes com a vontade de Deus. Há no Novo Testamento a distinção entre o apóstata e o herege, este último pode vir a se arrepender, e até voltar-se para Deus (Tt. 3.10). Mas não o primeiro, pois em virtude da sua decisão contra o evangelho, sua situação se torna irreversível (II Ts. 2.10-12; II Pe. 2.17,21; Jd. 11-15; Hb. 6.1-6). Para alguns estudiosos das Escrituras, a apostasia é, de fato, o pecado contra o Espírito Santo, para o qual não existe perdão (Mt. 12.31). Em termos doutrinários, a apostasia se caracteriza pela negação da autoridade bíblica (II Tm. 3.16,17), da realidade do pecado (Rm. 3.23; 6.23), de Jesus como Único caminho para a salvação (Jo. 14.6; At 4.12); e/ou ênfase na salvação pelas obras (Jo. 3.16; Ef. 2.8,9). A apostasia, em termos doutrinários, é uma oposição consciente de alguém que outrora professou a fé cristã, mas que se voltou contra Deus e a Sua palavra, não apenas em teoria, mas também na prática. Ao invés de permanecer na Palavra, o apóstata opta pelas filosofias  e/ou religiões humanas.

2. A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA APOSTASIA
Nos tempos de Elias e Eliseu, a apostasia religiosa grassou o Reino de Israel. O povo, influenciado pelas autoridades político-religiosas, se distanciou de Deus. O casamento misto de Acabe com Jezabel é uma metáfora dessa realidade. Ao desposar essa mulher gentia, o rei de Israel, a fim de agradá-la, “levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria” (I Rs. 16.32). Como se isso não fosse suficiente, Acabe “fez um poste-ídolo, de maneira que cometeu, mas abominações para irritar ao Senhor, Deus de Israel que foram antes dele” (I Rs. 16.33). Acabe e Jezabel representam, nos dias atuais, os governantes que patrocinam práticas perniciosas que desagradam a Deus. Ele “se vendeu para fazer o que era mal perante o Senhor porque Jezabel sua mulher, o instigava” (I Rs. 21.25). A política dos homens, conforme temos acompanhado através da imprensa, serve apenas aos interesses de uma minoria. O povo sofre nas mãos desses governantes que querem apenas enriqueceram através dos cofres públicos. Eles governam com os votos do povo, mas não para o povo, antes contra o povo. Não apenas prefeitos, governadores e presidentes envergonham a nação, os vereadores, deputados e senadores também. Muitas leis desnecessárias são criadas, e que em nada contribuem para o bem social. Alguns deles se elegem apenas para colocarem o “dia dos evangélicos” no calendário anual da cidade. Os nãos evangélicos também não se diferenciam desse modelo. Há quem se eleja e a única “contribuição” é a de colocar o nome de um parente falecido em uma rua importante da cidade. Eles nada fazem para melhorar a vida das pessoas, destacando ainda aqueles que criam leis desumanas, absurdas e contrárias aos princípios divinos, apenas pelos prazer da contestação.

3. AS CONSEQUÊNCIAS DA APOSTASIA
As consequências da apostasia no tempo de Elias e Eliseu podem ser percebidas na perda da identidade espiritual. O povo de Israel tinha um Pacto estabelecido com Deus, sob o qual deveria se pautar. A ruptura dessa Aliança traria consequências drásticas. O povo de Deus havia se tornado de Baal, não adorava mais o Senhor, e sim ao deus cananeu da fertilidade. Mas não podemos incorrer no equívoco de pensar que Deus tem uma nação preferida nos dias atuais. Na verdade, a nação santa de Deus, o povo escolhido atualmente é a Igreja (I Pe. 2.9). É através dela que Deus manifesta o Seu poder e a Sua glória na terra. O plano de Deus em relação a Israel será retomado na dimensão escatológica, por ocasião do Milênio (Ap. 20). Por enquanto, cabe à igreja agir no mundo, testemunhado do evangelho de Jesus Cristo, cumprindo a Grande Comissão (Mt. 28.19,20). Evidentemente, uma nação que se distancia de Deus, como testificamos em alguns países, inclusive no Brasil, compromete princípios valiosos. Além disso, precisamos perceber que a apostasia, no contexto neotestamentário, é um fenômeno individual, ainda que tenha implicações sociais. Na medida em que as pessoas apostatam da fé, outras são influenciadas pela incredulidade (I Tm. 4.1,2), dentro e fora da igreja. Igrejas outrora fervorosas carecem de avivamentos porque a apostasia se espalhou entre seus membros. A principal consequência da apostasia é o descaso em relação às coisas de Deus. A palavra dos homens se sobrepõe à Palavra de Deus, o ativismo toma o lugar da oração, o amor ao mundo substitui o amor a Deus.

CONCLUSÃO
A apostasia de Israel, patrocinada por Acabe e Jezabel, deve servir de alerta para as igrejas. Muitos crentes, influenciados pelo mundo, estão se distanciado dos princípios escriturísticos. Os valores difundidos na mídia, alguns deles incitados pelo governo, estão sendo absolvidos na pauta evangélica. Ainda que essa nação não opte por Deus, ou o faça por mero nominalismo, a igreja deve continuar firme em seus fundamentos, como coluna da verdade (I Tm. 3.15), ciente que as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt. 16.18). Por isso, com coragem, deve denunciar o pecado e mostrar profeticamente o caminho da verdade (At. 5.29).

                               Autor: Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD


BIBLIOGRAFIA
DILLARD, R. B. Faith in the face of apostasy: the gospel according to Elijah and Elisha. New Jersey: P&R, 1999.
RUSSEL, D. Men of courage: a study of Elijah and Elisha. Oxford: Christian Focus, 2011.