sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

LIÇÃO 02 - ELIAS, O TISBITA - 1º TRIMESTRE/2013


ELIAS, O TISBITA
Texto Áureo: II Rs. 1.7,8 – Leitura Bíblica: I Rs. 17.1-7


INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos a respeito de Elias, o tisbita, um homem de Deus que com fé e coragem não fugiu da sua responsabilidade. A princípio destacaremos o chamado de Elias, sua fé e coragem, e ao final, seu exemplo. Aprenderemos que a vida e a mensagem de Elias inspiram homens e mulheres, até mesmos os mais simples, a servirem ao Deus Vivo e Verdadeiro.

1. A VOCAÇÃO DE ELIAS
Elias, Elijah em hebraico, fora vocacionado pelo Senhor já partir do seu nome, cujo significado é “Meu Deus é Jeová” ou “O Senhor é o meu Deus”. Naquele tempo Acabe e Jezabel, que estavam no comando do Reino do Norte, se voltaram à idolatria, conduzindo o povo à apostasia. É nesse contexto que Deus chama Elias, o Seu profeta, refutando, a partir do seu nome, a apostasia israelita. Elias era de Tisbe, por isso é denominado de tisbita. A localização dessa cidade não é exata, ainda que o texto bíblico a situe em Gileade, no norte da Transjordânia, do lado leste do rio Jordão. Tratava-se de um lugar isolado, fora do mapa, de um povo simples. Os historiadores afirmam que seus habitantes eram rudes, queimados pelo sol, musculosos e fortes. Não se destacava pela educação, sofisticação e diplomacia, Elias, por assim dizer, era “a cara da sua terra”. De certo modo podemos afirmar que era um homem áspero, sem formação instrucional, a não ser a divina. O estilo de Elias estava atrelado às suas raízes, por isso não “tinha papas na língua”, ou seja, falava a verdade, sem arrodeio. De uma hora para outra ele se apresenta diante do rei Acabe, sem medo ou relutância. Ele vai direto ao assunto, questionando os procedimentos do casal que se opunha ao propósito de Deus. Diante da apostasia, sua mensagem era necessária, seu pronunciamento urgente. Ele foi chamado por Deus para estar na brecha, isso ainda acontece em tempos difíceis (Ez. 22.30). Como profeta de Deus, surpreendeu seus ouvintes, não dizendo o que desejavam, mas o que o Senhor orientava. Os mensageiros de Deus devem proceder de igual modo, pois muitos não querem mais ouvir a Palavra de Deus (II Tm. 4.1-4). Para tanto é preciso estar sempre diante de Deus, não se apartar do santo livro, e não deixar de buscar o Senhor em oração.

2. ELIAS, UM HOMEM DE FÉ E CORAGEM
Elias não fala de si mesmo, como todo profeta, ele é porta-voz de Deus, pois “veio-lhe a palavra do Senhor dizendo” (I Rs. 17.2). O profeta é um homem de fé, já que acredita na revelação do Senhor. A fé não está fundamentada no visível, mas na esperança nas coisas que não se veem (Hb. 11.1). Sem fé é impossível agradar a Deus, o Senhor exige confiança daqueles que dEle se aproximam (Hb. 11.6). A fé, e por conseguinte, a fidelidade, vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus (Rm. 10.17). A fé na palavra de Deus fez com que Elias demonstrasse coragem para enfrentar a oposição. A igreja também é porta-voz de Deus na terra, por isso, mesmo com suas limitações, não pode fugir da responsabilidade (Mt. 16.18). O compromisso da igreja é com a Palavra de Deus, sem esta ela nada tem a dizer (II Tm. 3.16,17). A voz que impulsionava Elias não vinha de dentro dele mesmo, mas de fora, para ser mais preciso, de cima. A Palavra de Deus é fiel e verdadeira, digna de toda aceitação (I Tm. 4.9). A igreja de Jesus Cristo não deve ter a pretensão de ser politicamente correta (II Co. 4.1,2). Sua missão na terra é a de ser biblicamente correta, isto é, a de enunciar todos os desígnios de Deus (At. 20.27). A igreja deve orar pelas autoridades, a fim de que tenhamos vida tranquila e mansa (I Tm. 2.2). Mas isso não quer dizer que as igrejas devem ser subservientes, principalmente quando as autoridades se opuserem à Palavra de Deus (At. 5.29). Para tanto é preciso ter fé e coragem, e lembrar que Jesus enviou seus discípulos como “ovelhas para o meio de lobos” (Mt. 10.16).

3. ELIAS NO NOVO TESTAMENTO
O ministério de fé e coragem de Elias é lembrado no Novo Testamento. Jesus relaciona o ministério de João Batista ao de Elias, certamente pela ousadia desses dois profetas (Lc. 1.17). Assim como Elias, João Batista não tinha receio de anunciar a Palavra de Deus, ainda que as autoridades não gostassem. Este último foi martirizado por denunciar os pecados dos poderosos da sua época (Mt. 14.3,4). Durante a transfiguração de Jesus, no monte, o evangelista Mateus registrou que estavam presentes Elias e Moisés, que falavam com Cristo (Mt. 17.3; Lc. 9.30,31). A fé da viúva de Sarepta, no seu encontro com Elias, foi destacada por Jesus, ressaltando a importância daqueles que eram considerados não povo pelos judeus (Lc. 4.24-26). A realização de milagres por Jesus fez com que Ele fosse confundido com Elias ressuscitado (Mt. 16.14; Mc. 6.15; 8.28). Tiago, em sua epístola, afirma que Elias era homem semelhante a nós, mas que orava ao Senhor, sendo esse o motivo dos milagres que realizou (Tg. 5.16-18). A mensagem e a vida de Elias inspirou vários personagens do Antigo Testamento. A importância desse profeta fiel e corajoso é atestada pelo Senhor Jesus Cristo. A vida e a mensagem de Elias devem servir de motivação para homens e mulheres de Deus desta geração. O Deus da Bíblia continua usando pessoas simples, os “tisbitas” do nosso tempo, para proclamarem Sua mensagem.

CONCLUSÃO
Tal como Elias, o tisbita, vivemos em contexto de apostasia, as pessoas não têm compromisso com a Palavra de Deus. Mas Deus, o mesmo de Elias, ainda vocaciona pessoa, sejam elas cultas ou indoutas, para serem testemunhas da Sua revelação. Nesses dias tão difíceis, a respeito dos quais antecipou Paulo (II Tm. 3.1,2), precisamos de fé, sobretudo de fidelidade, para que, com coragem, sejamos arautos de Deus para esta geração corrupta (Fp. 2.15), sendo sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13-15).
  
                              Autor: Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
GETZ, G. Elias: um modelo de coragem e fé. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.
SWINDOLL, C. R. Elias: um homem de heroísmo e humildade. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.