sexta-feira, 30 de março de 2012

SUBSÍDIO DA LIÇÃO Nº 01 - APOCALIPSE, A REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO - 2º TRIMESTRE/2012


APOCALIPSE, A REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO
Texto Áureo: Ap. 1.3 – Leitura Bíblica: Ap. 1.1-8


                   INTRODUÇÃO

Estamos iniciando mais um trimestre na Escola Bíblica Dominical. Desta feita, estudaremos, a partir das Lições Bíblicas – CPAD, As Sete Igrejas do Apocalipse. Trata-se de lições focadas na eclesiologia, ainda que tenha um fundo escatológico. A igreja evangélica se encontra em situação de crise, por esse motivo, o estudo a respeito da igreja é fundamental, tendo por base a Palavra de Deus a fim de reencontramos o caminho perdido. Na lição de hoje estudaremos a respeito do livro da Revelação de Jesus Cristo, o Apocalipse, a fim de contextualizarmos as Sete Igrejas que serão estudadas nas próximas lições.

1. APOCALIPSE: AUTORIA, DATA E PROPÓSITO
Equivocadamente alguns cristãos se referem ao Apocalipse como de João, no entanto, se trata da “Revelação de Jesus Cristo, a qual (‘Deus lhe deu’). Cristo recebeu de Deus essa Revelação e a encaminhou através do Seu anjo (Ap. 22.16) a João, que se encontrava preso na ilha de Patmos (Ap. 1.9), situada a 80 quilômetros sudoeste de Éfeso, para que ele a transmitisse para a Igreja. O autor do livro se apresenta simplesmente como João (Ap. 1.1; 1.4; 21.2; 22.8). As igrejas da Ásia o conheciam a quem chama de irmão, com quem partilha as tribulações do reino e da perseverança (Ap. 1.9). A evidência externa aponta para a autoria de João, o autor do quarto evangelho. Já no ano 150 d.C., Justino Mártir aceitava a autoria joanina, o mesmo fez Irineu, por volta de 200 d. C. Alguns teólogos veem dificuldade para relacionar a autoria do Apocalipse com a do autor do quarto evangelho, isso porque a linguagem do Apocalipse, diferentemente da do Evangelho, é brusca e apresenta irregularidades gramaticais e sintáticas. Os estudiosos ortodoxos reconhecem, no entanto, que o Apocalipse teria sido escrito por um amanuense ou secretário, algo comum naqueles tempos (Rm. 16.22). Sendo assim, João, o discípulo amado que pertencia ao ciclo íntimo de Jesus (Jo. 21.10,24), teria ditado o evangelho a um discípulo, enquanto o Apocalipse está no seu grego comum de hebreu. A tradição eclesiástica atribui a possibilidade desse livro ter sido escrito entre os anos de 81 a 96 d. C, quando Domiciano era imperador de Roma. O gênero do livro é profético, já que o próprio termo “Apocalipse”, vem do grego apokalypsis, cujo significado é revelação, desvelamento e abertura. Essa revelação é dirigida às igrejas do primeiro século em sete cidades da província romana da Ásia (Ap. 1.4,11), que representam todas as igrejas, de todas as épocas (Ap. 2.7,23). Tais igrejas estavam sendo ameaçadas por falsos ensinamentos, tal como o dos nicolaítas (Ap. 2.5,15), pela perseguição (Ap. 2.10,13), pelo comprometimento com o paganismo, idolatria e imoralidade (Ap. 2.14,20,21) e pela complacência espiritual (Ap. 3.1-3,15-17).

2. APOCALIPSE: ESTRUTURA E TEMAS ABORDADOS
No livro do Apocalipse os cristãos são chamados à fidelidade em meio a uma guerra cósmica contra Satanás e o pecado, na medida em que aguardam a vinda de Jesus. A estrutura do livro é facilmente identificada, depois de um capítulo introdutório, encontramos quatro séries de sete: sete cartas (Ap. 2,3), sete selos (Ap. 5.1-8.1), sete trombetas (Ap. 8.2-11.19) e sete flagelos (Ap. 15.1-16.21). Essa quatro séries estão intercaladas com diversos interlúdios que interrompem o fluxo da narrativa e que não pertencem à sequência da série de setes. O livro é concluído com o julgamento final da Babilônia, a civilização apóstata, e a vitória final do Reino de Deus, por ocasião da descida da Jerusalém Celestial (Ap. 17-21). A estrutura do livro pode ainda ser demarcada por quatro visões, cada uma delas iniciada com o convite: “Vem e vê” (Ap. 1.9; 4.1; 17.1; 21.9). A primeira visão mostra Cristo, o Revelador Glorificado, em seguida, as sete cartas às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia. A segunda visão trata a respeito do Trono Celestial, os sete selos, o interlúdio das duas multidões, o sétimo selo, as sete trombetas, as seis trombetas, o interlúdio do anjo e o pequeno livro, a medição do templo e as duas testemunhas, em seguida, a sétima trombeta, com outro interlúdio, revelando o Dragão, a Mulher e seu Descendente, as Duas Bestas, as visões de consolo e os sete flagelos. A terceira visão apresenta o mistério da Babilônia, seu julgamento, o triunfo e a consumação final com as bodas do cordeiro, a vinda gloriosa de Cristo, a batalha entre Cristo e o Anticristo, a prisão final de Satanás e da Morte, e a Nova Criação. A quarta visão se dá com a manifestação da Jerusalém Celestial. O livro termina com um Epílogo, no qual traz um conjunto de exortações e afirmações, relacionadas, que dão credibilidade à profecia, asseguram a certeza da vinda de Cristo e solicita aos leitores para que guardem as palavras proféticas.

3. APOCALIPSE: ESCOLAS DE INTERPRETAÇÃO
A interpretação do livro do Apocalipse difere, dependendo da escola, isto é, dos elementos exegéticos adotas por um determinado grupo de estudiosos. Ao longo da história, destacamos o surgimento de quatro movimentos interpretativos em relação ao Apocalipse: 1) Historicismo – compreende a ordem literária das visões, principalmente as que se encontram entre os capítulos 4 a 20.6 do livro como símbolos da ordem cronológica de eventos históricos sucessivos desde a igreja apostólica até o retorno de Cristo, com a nova terra e céu. Tais capítulos se refeririam, assim, aos períodos patrístico, medieval, da Reforma, e às eras da igreja moderna, anterior ao milênio (Ap. 20.1-6) e a segunda vinda de Cristo (Ap. 20.7-22.5); 2) Futurismo – trata da ordem das visões em referência à ordem particular dos eventos históricos, associando os capítulos 4 a 22 a eventos que acontecerão no futuro, distante dos leitores de João e das Igrejas da Ásia. Para os futuristas, os eventos que acontecerão incluem um período de sete anos de tribulação intensa (Ap. 6-19), seguida de milênio literal (Ap. 20.1-6) no qual a Igreja reinará na terra com Cristo antes da ressureição geral e da inauguração do novo céu e da nova terra (Ap. 20.7-22.5); 3) Preterista  – argumenta que a maioria das visões do Apocalipse já aconteceu em um passado distante, por ocasião dos primeiros anos da igreja cristã. Para eles, Ap. 1 a 3 se referem às igrejas do primeiro século; 4 a 11 à queda de Jerusalém (70 d.C); 12 a 19 à queda de Roma no Século IV; o milênio seria o restante do período patrístico, a igreja medieval, a Reforma e as eras da igreja moderna; e 4) Idealismo – concordam com os historicistas que as visões do Apocalipse simbolizam conflitos entre Cristo e a Sua igreja de um lado, e Satanás e o Mal do outro, da era apostólica até a segunda vinda de Cristo. No entanto, os idealistas afirmam que a ordem dos eventos não se refere a uma sequência temporal (cronológica), antes encontram expressão das lutas da igreja em curso na perseverança da fé no presente. A narrativa de Ap. 4 a 19 diz respeito, para os idealistas, a cada época da igreja, todas elas experimentam os embates contra as forças que se opõem a Cristo, e que, por outro lado, incitam a igreja à perseverança.

CONCLUSÃO
João, o apóstolo autor do quarto evangelho escreveu o Apocalipse enquanto se encontrava preso na ilha de Patmos (Ap. 1.1), antes do ano 96 d. C., que recebeu, de Jesus, a revelação das coisas “que brevemente devem acontecer”. Neste livro temos uma previsão de como tudo termina e como será o futuro da igreja, daqueles que permaneceram fiéis diante das palavras encorajadoras reveladas por Jesus expressas por João ao longo do Apocalipse. Apesar de tudo, há esperança, pois o pecado não mais persistirá, o reino das trevas será vencido, teremos comunhão com Cristo na eternidade, e reinaremos com Ele para sempre (Ap. 22.5), mas todos aqueles que têm essa esperança devem se purificar assim como Ele é puro (I Jo. 3.3).

                                        Autor: Prof. José Roberto A. Barbosa
         Fonte: www.subsidioebd.blogspot.com
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
LADD, G. Apocalipse: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1980.
SILVA, S. P. Apocalipse: versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

quinta-feira, 29 de março de 2012

PASTOR YOUSEF NADARKHANI ESCREVE CARTA A CRISTÃOS DO MUNDO INTEIRO



Pastor Yousef Nadarkhani corre o risco de ser executado por apostasia no Irã. Ele escreveu esta carta na prisão em janeiro de 2011, poucos meses depois de receber o veredicto por escrito confirmando sua sentença de morte. O pastor permanece preso em Rasht, sob a ameaça de uma execução que pode acontecer a qualquer momento
Leia abaixo as palavras de perseverança do pastor e lembre-se de interceder por ele.
"Graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo”.
Portanto, tambem nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos foi proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus. Hebreus 12:1-2.
Quando alguém compreende a revelação da verdade, essa pessoa estará disposto a compartilhá-la com outras pessoas e com as gerações futuras. Somos gratos às pessoas que, no passado, lutaram pela Verdade, que nos permitem ter acesso a esta gloriosa revelação de Jesus Cristo. Esses crentes entenderam a riqueza e a beleza da revelação, e estavam prontos para lutar a fim de passar adiante o fruto da revelação.
Como podemos dar frutos semelhantes para a vida eterna? Depende esolhas que fizermos. Primeiro temos que fechar os ouvidos para a voz das trevas, como está escrito no salmo primeiro: Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Salmo 1:1.
A segunda coisa é abrir os nossos ouvidos à voz do Espírito falando através da Palavra de Deus, como está escrito: Mas o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Salmo 1:2.
O fruto da A comunhão com o Senhor através da Sua Palavra Vivificante é o que garante a estabilidade nesta vida e impacta a vida de outros gerando frutos eternos, como dizem as Escrituras: E ele será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, que dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará. Salmo 01:03.
"Um passo de fé"
Muitas pessoas admiram Jesus como um modelo único a ser seguido por gerações, muitos gostariam de imitá-lo. Jesus não veio para ser apenas admirado, mas nos trouxe um modelo perfeito a ser seguido. Se queremos ser como Ele, precisamos dar um passo de fé, como Pedro. Quando Pedro viu o seu Senhor andando sobre o mar furioso, ele pediu para ir ao encontro de Jesus sobre as águas. Então Jesus disse: "Vem!".
Todos quanto escolheram seguir o Senhor, de alguma forma ouviram antes uma ordem D’ele, dizendo: "Vem!" Uma ordem que implica um passo de fé. Como é evidente nas Escrituras, aquilo que somos capazes de ver não é fé. A fé é bíblicamente definida como: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem."
Temos que dar um passo de fé "apesar das dificuldades" ", a fim de experimentar o poder de Deus. Mas precisamos lembrar que tudo deve ser feito de acordo com a Palavra de Deus. Pedro não experimentou a possibilidade de andar sobre as águas porque ele simplesmente decidiu abandonar o barco, mas por causa da Palavra, da Ordem do Senhor. A Palavra de Deus nos diz que "deveremos passar por dificuldades" e desonra por causa do Seu Nome. A nossa fé não será genuina se ignorarmos estas palavras, se não manifestarmos a paciência do Senhor em nossos sofrimentos. Qualquer um que ignora-las será envergonhado naquele dia.
É bom lembrar que muitas vezes o passo de fé nos coloca diante de algumas dificuldades. Assim como a Palavra levou os filhos de Israel a sair do Egito e os colocou diante de um obstaculo chamado Mar Vermelho. Essas  dificuldade se colocam entre as promessas de Deus e cumprimento delas e servem para desafiar e fortalecer a nossa fé. Os crentes devem aceitar esses desafios como uma parte de sua caminhada espiritual. O Filho foi desafiado no Calvário, no caminho mais difícil, como está escrito nas Escrituras: "Durante os dias de vuda na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão; Embora sendo Filho, ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu ". Hebreus 5:7-8.
O clamor "Eli, Eli, lamá sabactâni?" É suficiente para expressar os sofrimentos de nosso Senhor no Calvário. Por trás desse pedido de socorro, podemos identificar a grande fé que o levou a aceitar a vontade do Pai. Sim, Ele sabia que Deus não permitiria que "seu Santo sofresse decomposição”, e que, em três dias, ele ressuscitaria  dentre os mortos. Além do poder da morte, o Senhor enxergou o poder da ressurreição vitoriosa.
Eu não preciso escrever mais nada sobre a base da fé. Lembremo-nos que indenpendente de momentos bons ou ruins, apenas três coisas permanecem: a Fé, a Esperança e o Amor. É importante para os cristãos se certificarem que tipo de fé, esperança e amor permanecerão. Somente o que recebemos de acordo com a Palavra permanecerá para sempre. Eu quero encoraja-lo a viver de forma digna do chamado da Santa Palavra. Permitam irmãos, vocês que são herdeiros da glória de Cristo, serem exemplos para outros, a fim de ser um testemunho do poder de Cristo para o mundo.
Peço-lhes que vivam segundo a Palavra de Deus, a fim de rejeitar as ações das trevas que geram dúvidas em seus corações. A verdadeira vitória que elimina as dúvidas, vem pelo ouvir a Palavra de Deus com fé.
Somente uma igreja baseada nos ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo subexistirá, longe do auxilio e da proteção da Palavra de Deus o devorador o destrurá.
“Vamos dar um Testemunho Santo. "
Seu irmão em Cristo,
Youcef Nadarkhani
FonteChristian Solidarity Worldwide (CSW)
TraduçãoMarcelo Peixoto

quarta-feira, 21 de março de 2012

SUBSÍDIO DA LIÇÃO 13 - SOMENTE EM JESUS TEMOS A VERDADEIRA PROSPERIDADE - 1º TRIMESTRE/2012



SOMENTE EM JESUS TEMOS A VERDADEIRA PROSPERIDADE
Texto Áureo: Jo. 10.10 – Leitura Bíblica: Jo. 15.1-11


INTRODUÇÃO
A Teologia da Ganância deturpa a Palavra de Deus, há uma negação do evangelho de Jesus Cristo. Os pregoeiros da falsa prosperidade se apegam mais a Abrãao do que a Cristo, tendo em vista que a mensagem do Mestre vai de encontro aos princípios deles. Na lição de hoje pretendemos resgatar o cristocentrismo evangélico, destacando Sua suficiência para as nossas vidas, cuja abundância nos traz vida eterna.

1. EM JESUS HÁ PROSPERIDADE
Jesus não dá prosperidade aos crentes, Ele, e somente Ele, já é a verdadeira prosperidade. Aos invés de pregarem a Cristo, os adeptos da prosperidade ufanam-se nos desafios que Deus fez a Abraão e da prosperidade material que este alcançou. Mas esquecem de que o Senhor, ao aparecer para o patriarca, revelou-se como seu galardão e recompensa, isto é, como sua verdadeira prosperidade (Gn. 15.1). A palavra galardão ou recompensa, em hebraico, é sakar, e diz respeito “a manutenção, salário e benefício”. Paradoxalmente, os pregadores televisivos estão centrando-se apenas na benção, se esquecem do Abençoador. Abraão desfrutou de riquezas materiais, mas sabia que Seu maior benefício era o Senhor Seu Deus. Ele não se furtou a sacrificar o seu próprio filho, a fim de demonstrar sua fidelidade ao Senhor (Gn. 22.1,2). Os judeus tinham muita consideração por Abraão, a prova disso é que rejeitaram a Cristo, sobrepondo o nome do patriarca acima do Filho de Deus. Mas Jesus revelou-lhes que Ele era maior que Abraão (Jo. 8.48-49). A superioridade de Cristo é apresentada ao longo de todo evangelho, mas é na Epístola aos Hebreus que essa doutrina é explicitada em profundidade. A maior necessidade do ser humano não é a de um carro novo ou uma mansão para morar. A salvação é sua grande carência, tendo em vista que o salário do pecado é a morte (Rm. 6.23) e que todos pecaram (Rm. 3.23). Diante desse quadro, como escaparemos nós se não atentamos para tão grande salvação providenciada por Deus em Cristo (Hb. 2.1-4). Os adeptos da falsa prosperidade sequer falam a respeito da salvação, a doutrina do novo nascimento está longe dos seus púlpitos. Cristo não apenas é maior que Abraão, Ele é maior do que os anjos (Hb. 1.4), a expressão do Pai, a revelação plena de Deus, se encontra nEle (Hb. 1.1,2). Por isso, escrevendo aos Efésios, Paulo destaca o valor das bênçãos espirituais em Cristo nas regiões celestes (Ef. 1.3). Essa é a maior prosperidade do crente, a convicção de ter sido aceito pelo Senhor, pelas abundantes riquezas da Sua graça (Ef. 2.7)

2. EM JESUS HÁ ABUNDÂNCIA
Cristo nos dá mais do que precisamos, o problema é que as pessoas querem ter mais do que necessitam. A abundância de Cristo é o suprimento que dEle recebemos para viver, produto do trabalho. Nada de vivermos ansiosos pelo que haveremos de comer ou nos vestir, pois o Pai Celestial, como bem lembrou o Senhor Jesus, sabe muito bem que precisamos de tais coisas (Mt. 6.7-15). A Teologia da Ganância deturpou inclusive a passagem bíblica alusiva a esse tema, há os que defendem, citando Mt. 6.33, que ao investirmos no Reino de Deus, receberemos riqueza material. Mas o contexto da passagem destaca “essas coisas”, não “todas as coisas”. Quando encontramos a Cristo, nada mais nos faltará, Ele já nós é suficiente. A Sua graça nos basta, ainda que estejamos fracos, pois o Seu poder se aperfeiçoa em nossas fragilidades (II Co. 12.7-9). A Teologia predominante no Novo Testamento não é a da prosperidade material, muito menos a da miséria total, mas a do contentamento (I Tm. 6.8; Hb. 13.5), que é o antídoto contra a ansiedade pós-moderna (Mt. 6.25; I Pe. 5.7). A busca desenfreada pelo ter é tão intensa que as pessoas não conseguem mais sequer agradecerem a Deus pelo que têm. Não devemos esquecer que a ação de graças é uma demonstração da nossa dependência de Deus, que reconhecemos Sua generosa providência (Fp. 4.6; Cl. 2.7). O crente contente subverte o poderio das trevas, que se alimenta da ganância (II Pe. 2.3), que faz com que as pessoas queiram sempre mais. Estar satisfeito com Cristo é o caminho da plena satisfação, os que estão debaixo dessa verdade são capazes de abundarem em riquezas de generosidade (II Co. 8.1,2). A convicção do crente está no intangível, sua maior esperança, “a certeza de coisas que se esperam” (Hb. 11.1), olhando firmemente para Jesus, o qual, em troca da alegria que estava proposta, suportou a cruz (Hb. 12.2) a fim de nos dar, na eternidade, a imarcescível coroa da glória (I Pe. 5.4).

3. EM JESUS HÁ VIDA
Em Jesus está a verdadeira prosperidade porque Ele é a Vida, todo o dinheiro do mundo é incapaz de adquirir a condição espiritual que recebemos através de Cristo. Paulo diz que não fomos comprados com prato ou ouro, mas por bom preço, o sacrifício de Jesus (I Co. 7.22,23). Quando tomamos nossa decisão ao lado de Cristo passamos a desfrutas de uma nova posição espiritual. Isso porque Ele nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais (Ef. 2.6). No grego do Novo Testamento, o termo zoe - vida espiritual - tem a ver com essa nova condição. Especialmente nos escritos joaninos, aquele que ouve as Palavra de Cristo, já tem a vida eterna (Jo. 5.24; 11.25,26; I Jo. 3.14). A propósito de João, ao escrever o evangelho que traz o seu nome, é produzir vida em seus leitores (Jo. 20.31). Jesus Cristo é a própria Vida Eterna, porque Ele é o Pão da Vida (Jo. 6.35,48), o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo. 14.6), o Autor da Vida (At. 3.15), a Vida dos crentes (Cl. 3.4), e o poder da vida indestrutível (Hb. 7.16). João testemunha que somente Ele tem palavras de vida eterna (Jo. 6.68). Muitas pessoas, no entanto, preferem apenas a vida – bio em grego – isto é, a condição material das possessões e subsistência (I. Jo. 3.17). Tais pessoas se apegam somente às posses, ao que se ver e se pega (I Jo. 2.16). De nada adiante ganhar o mundo inteiro e perder a alma, a vida, que é mais importante (Mc. 8.36). Muitas pessoas estão estraviando as suas vidas, pois colocaram as riquezas materiais acima de tudo, inclusive de Deus, trazendo sobre si perdição e ruína (I Tm. 6.9). A vida de Cristo em nós é a esperança da glória, porque morremos com Ele e a nossa vida está oculta nEle (Cl. 3.3). Ele destruiu a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade pelo evangelho (II Tm. 1.10).

CONCLUSÃO
Qual o maior valor na vida de alguém? Seriam os bens que possui, a família? Isso é bastante relativo, tendo em vista que cada pessoa, a partir das suas visões, elege suas prioridades. Para o cristão, sua maior riqueza é Cristo, pois nEle habita toda a plenitude (Ef. 4.14). As pessoas não conseguem encontrar satisfação na vida presente, a razão é muito simples, porque dentro delas há um vazio que somente pode ser preenchido por Aquele que permanece para sempre, que nos dará patrimônio superior e durável. Portanto, não abandonemos a nossa confiança; ela tem grande galardão (Hb. 10.32-35).

                                         AUTOR: Pb. José Roberto A. Barbosa
         FONTE: www.subsidioebd.blogspot.com
        Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
FOSTER, R. A liberdade da simplicidade. São Paulo: Vida, 2008.
PIPER, J. Plena satisfação em Deus. São José dos Campos: Fiel, 1998.

sexta-feira, 16 de março de 2012

SUBSÍDIO DA LIÇÃO 12 -O PROPÓSITO DA VERDADEIRA PROSPERIDADE - 1º TRIMESTRE/2012


O PROPÓSITO DA VERDADEIRA PROSPERIDADE
Texto Áureo: II Co. 9.6 – Leitura Bíblica: Rm. 10.8-14


INTRODUÇÃO
A prosperidade material tem seus propósitos, as pessoas querem possuir muito dinheiro por razões diversas. Na aula de hoje, faremos a distinção entre a verdadeira e a falsa prosperidade. É fundamental sabermos distinguir, nesses dias voltados ao consumismo, o que significa ser realmente próspero e suas implicações. Ao final da aula, destacaremos que a verdadeira prosperidade não conduz à ostentação, mas ao serviço a Deus e ao próximo.

1. A FALSA PROSPERIDADE
Nos dias atuais, marcados pelo materialismo e consumismo, as pessoas querem ter cada vez mais. Conseguentemente, testemunhamos a crise do ser, as pessoas valorizam cada vez menos o que as pessoas realmente são. A partir de tal cosmovisão, costuma-se avaliar as pessoas não pelo que elas são, mas pelo que conseguem acumular.  As pessoas são julgadas pelo local onde conseguem morar, pelos restaurantes que pode frequentar, pelos amigos que é capaz de ter e pela marca de veículo que dirigem. Esses objetos têm valor na sociedade e as pessoas, nessa conjuntura, são vistas através dos aparatos que utilizam. Essa é uma percepção equivocada de prosperidade, tendo em vista que, na maioria dos casos, as pessoas que muito têm são as mais tristes. As pessoas mais ricas costumam ser as mais fúteis, gastam boa parte do seu dinheiro em supérfluos. Elas, em sua grande parte, não demonstram interesse pelas verdades espirituais, já que o dinheiro costuma ocupar lugar central em suas existências. Na maioria dos casos, os ricos somente conseguem ver cifras, são incapazes de vislumbrar o valor da arte. Eles não conseguem sequer entender um filme com um enredo complexo ou um livro que exija maior reflexão. A riqueza costuma transformar as pessoas em escravas de uma lógica que lhes nega a criatividade. Como resultado, se alimentam de modismos, passam a viver em função da ostentação, e mais que isso, acabam se tornando insensíveis em relação às realidades sociais. Justificam que os pobres são assim porque merecem, ou porque nada fazem para mudar o quadro em que se encontram. Como resultando, não se interessam pela causa dos mais necessitados, vivem em um mundo a parte, distante das carências dos outros. É raro encontrar um rico que invista em filantropia, a menos que receba algum incentivo fiscal. O receio de ficar pobre, para eles, é uma neurose, por isso, a obsessão pela riqueza os consome. Ter cada vez mais, nesse contexto, se torna uma paranoia, o acúmulo se torna um fim em si mesmo.

2. A VERDADEIRA PROSPERIDADE
A verdadeira prosperidade não está centrada no ter, mas no ser, uma pessoa próspera não tem o dinheiro como valor maior em sua existência. Evidentemente este é necessário a fim de suprir algumas necessidades fundamentais, não podemos nos eximir da realidade do consumo. Principalmente em uma sociedade que vende tudo, especialmente quando o Estado não consegue garantir direitos básicos como educação, saúde e segurança de qualidade.  Aqueles que podem pagar estudam nas melhores escolas, tem os planos de saúde com maiores coberturas, moram em lugares privilegiados. Por outro lado, os mais pobres dependem de um serviço público precário, resultante inclusive de uma política que tem como objetivo o sucateamento a fim de que algumas pessoas se beneficiem dessa precarieadade. A verdadeira prosperidade, no entanto, não é ter muito, mas ser, e principalmente, ser para Deus, pois somente nEle encontramos a realização plena. O encontro com Deus concretiza no ser humano a verdadeira riqueza, somente Ele nos é suficiente, ainda que tudo nos falte (Sl. 23) Na medida em que a riqueza toma conta das igrejas evangélicas, os crentes se tornam menos cristãos e mais adeptos do materialismo e consumismo, por conseguinte, menos espirituais. Os hinos evangélicos atuais já não falam mais dos tempos em que os crentes eram pobres, que eram humilhados por aqueles que tinham riqueza material. Isso porque os bens materiais se tornaram o propósito de muitos crentes. Hoje queremos mostrar ao mundo, e principalmente aos políticos, que somos influentes, que temos os templos mais suntuosos, que agora estamos repletos de prata e ouro. O estilo de vida dos evangélicos em nada se diferencia dos não evangélicos. Eles valorizam as mesmas coisas, querem usufruir das mesmas coisas que os ricos possuem, e justificam dizendo que são filhos do Rei, e que devem determinar e “tomar posse da benção".   Os ricos que amontoam apenas para si mesmos, estão preparando o combustível para a destruição deles mesmos (Tg. 5.3).

3. O PROPÓSITO DA PROSPERIDADE
A Teologia da Ganância se instaurou no Brasil com facilidade porque, diferentemente de alguns países, os crentes não se envergonham de possuírem bastante enquanto outros padecem necessidade. Neste país as pessoas aplaudem os jogadores de futebol que fazem fortuna e ostentam seu dinheiro adquirindo carros luxuosos e iates para se ladearem de mulheres “atraentes”. Enquanto isso, os professores trabalham em condições precárias, recebendo míseros salários. A cultura da ostentação tem a ver com uma falsa percepção do que seja prosperidade e o seu propósito. Ter prosperidade financeira não deve ser motivo de ostentação, mesmo os que muito têm precisam aprender a viver com simplicidade. O ter não pode substituir o ser, além disso, o dinheiro precisa ser investido apropriadamente. Paulo orienta aos crentes da Galácia para que esses se lembrem dos pobres (Gl. 2.10), bem como os de Corinto (II Co. 9.1-3). Evidentemente os crentes vivem em sociedade e precisam arcar com as despesas normais do cotidiano, é preciso ter cuidado para honrar compromissos, e antes de tudo, evitar endividamento desnecessário. Para tanto, recomendamos cautela para avaliar se o dinheiro não está sendo investido indevidamente (Is. 55.1,2). A compra de moradias luxuosas, carros vultosos não é compatível com o estilo de vida de um cristão. Até mesmo o modo de vestir deva ser levado em consideração, ternos e vestidos de alto custo, apenas por causa da marca, e a fim de agradar a alguns, pode se tornar pecado. Pessoas que investem demasiadamente no exterior, na maioria das vezes, ocultam uma ausência de conteúdo, e muita superficialidade, é uma forma de compensação.  O cristão não pode viver de aparências, deve valorizar o ser, e menos o ter. Além disso, sempre vale a pena repetir que ter dinheiro é uma grande responsabilidade. Depois de supridas as necessidades básicas, o investimento deva ser na necessidade das pessoas, incluindo os de casa (II Co. 8.6,7), sem esquecer que o homem bondoso faz o bem a si mesmo (Pv. 11.17).

CONCLUSÃO
A verdadeira prosperidade não leva a pessoa à ostentação, antes a responsabilizar-se pelo Reino de Deus (Mt. 6.33). Algumas igrejas supostamente evangélicas, contaminadas pela ganância, estão incitando seus membros ao consumismo e à ostentação. Os fariseus dos tempos de Jesus davam esmola com uma mão e tocavam trombeta com outra (Mt. 6.2-4), Ananias e Safira quiseram usar o dinheiro que tinham para a ostentação (At. 5.1-11). A Palavra de Deus, porém, nos instrui a fazer boas obras, não para a salvação, mas porque já somos salvos (Ef. 2.8-10), em observância à Palavra do Senhor: “Mais bem-aventurado é dar que receber” (At. 20.35).

                                         Autor: Pb. José Roberto A. Barbosa
       Fonte: www.subsidioebd.blogspot.com
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BIBLIOGRAFIA
LOPES, H. D. Dinheiro: a prosperidade que vem de Deus. São Paulo: Hagnos, 2009.
FOSTER, R. A liberdade da simplicidade. São Paulo: Vida, 2008.

segunda-feira, 12 de março de 2012

POSSE DO PASTOR MARTIM ALVES, NOVO PRESIDENTE DA IEADERN

visão central do ginasio


Pastor Martim concedendo entrevista



Pastor Israel caldas

Pastor Francisco Miranda

Conj Infantil Brilho Celeste



visão central


visão do Pulpido



cantora Alice maciel


visão geral

chegada do Pastor Martim Alves

Pastor Martim e esposa

centro do ginasio

Pastor Martim Alves e familia



vereador adanúbio Melo, prefeita de Natal Mircala de souza e
 esposo acompanha a leitura biblica

Autoridades do estado, de vermelho(em destaque) a governadora do Rn, Sen. José Agripino
 no final  Prefeita de Natal Mircala de souza

Pastor Israel Caldas tranfere a presidencia da Ieadern para
 o representante da CGADB pastor  José Antonio dos Santos


Oração de Posse

Pastor Martim Alves recebendo o comando da Assembleia de Deus
do Rio Grande do Norte

Pastor presidente Martim Alves fala aos presentes

                 Aconteceu no dia 10 de março, no Ginásio Nélio dias em Gramoré zona norte de Natal, o Integra IEADERN com o tema “PARA QUE TODOS SEJAM UM” na direção o Pastor Francisco Cícero de Miranda, teve inicio as 17 h com a participação de vários cantores: Alice Maciel e banda Pentecostal, cantores locais: Roberto Luma, Raquel Castro (Parnamirim), Jeferson e Jair (Pau dos Ferros), Eli de Jesus, Marcos Jr, Junior e Dercia (Mossoró), Orquestra Filarmônica Genesis (Templo Central) e o Conj. infantil Brilho celeste da igreja pólo de cidade Praia.
                 Com a chegada do pastor presidente eleito Martim Alves foi apresentado um vídeo sobre a vida do mesmo. O pastor presidente em exercício Israel caldas sobrinho declarou aberta a assembléia geral ordinário. E foi apresentado aos presentes o Pastor Martim Alves eleito no ultimo dia 11 de fevereiro do corrente ano na assembléia ministerial extraordinária(pastores e evangelistas)  e pediu aprovação do nome do novo presidente e foi com muito entusiasmo e aplausos o “SIM” e com lenços branco a multidão acenavam e glorificavam a Deus, pois naquele momento estavam escrevendo um novo capitulo na historia da Assembléia de Deus no rio grande do norte, se encontram no Ginásio mais de 8.000 mil pessoas testemunhando o fato histórico na nossa igreja nem mesmo o temporal chuvoso que caiu no final de semanal na cidade foi capaz de ofuscar a festa do povo de Deus.
                 Encerrada o ato estatutário foi iniciado um grande culto de louvor e adoração ao nome do nosso Deus. A orquestra Filarmônica Genesis juntamente com a igreja louvou ao senhor com hino 144(À Assembléia de Deus vem) da harpa Cristã.
                  Presentes caravanas vindos da cidade de Mossoró e do interior do estado e pastores presidentes e representantes das cidades de Capina Grande(PB), João pessoa(PB), Guarabira(Pb), Recife(Pe), Abreu e Lima(Pe), Belém(SP) Fortaleza(CE)  e dos estados do Ceará, Alagoas, Espito Santo, Piauí.
                 Autoridades do nosso estado também marcaram presença; a governadora do Estado do Rio grande do Norte Drª Rosalba Ciarlini Rosado, a Prefeita da cidade do Natal Srª Micarla Araújo de Sousa Weber, a Prefeita da cidade de Mossoró Srª Fafá Rosado, Senador José Agripino Maia, deputados estaduais e vereadores.

                                                        A POSSE

                 O Pastor José Antonio dos Santos que representou o presidente da CGADB Pr. José Wellington Bezerra da Costa. Recebeu das mãos do Pastor Israel Caldas sobrinho a presidência da Ieadern e em seguida trouxe uma palavra aos presentes sobre a sucessão desde os primeiros juízes de Israel e os reis, e que a obra do Senhor é uma continuidade e ressaltou que o pastor Martim está continuando o trabalho no comando da assembléia de Deus neste estado.  Empossou o Pastor Martim Alves como novo presidente da assembléia de Deus e da convenção estadual do estado do Rio grande do Norte e entregou nas mãos do pastor empossado a bíblia (simbolizando o comando da igreja) e o Cajado simbolizando o pastoreio do rebanho do Senhor Jesus neste estado.
                O Novo presidente, lembrou do tempo da conversão da sua mãe que na época tinha apenas 6 anos de idade e quem pregou para  ela foi o pastor  Raimundo João de Santana (presidente de honra da Ieadern), e que hoje se cumpriu na sua vida as promessas de Deus. E disse: “Oro a Deus por sua Igreja como Jesus orou: Para que todos sejam um”.

quarta-feira, 7 de março de 2012

INTEGRA IEADERN - APROVAÇÃO E POSSE DO PASTOR PRESIDENTE MARTIM ALVES


Dia 10 de Março de 2012 no Ginásio Nélio dias (zona norte de Natal) acontecerá culto de integração da IEADERN e na ocasião, ocorrerá  a 1ª Assembleia Geral Extraordinária/2012, a qual terá como objetivo a aprovação do nome do Pastor  Martim Alves da Silva como novo Presidente da IEADERN, eleito pelos ministros na Assembleia Ministerial Extraordinária no ultimo dia 11 de fevereiro, conforme preceitua nosso Estatuto.   Após a aprovação, ocorrerá também a cerimônia de posse do nosso novo Pastor Presidente.
                       
fonte de informação: integra IEADERN (convite).

SUBSÍDIO DA LIÇÃO 11 - COMO ALCANÇAR A VERDADEIRA PROSPERIDADE - 1º TRIMESTRE/2012


COMO ALCANÇAR A VERDADEIRA PROSPERIDADE
Texto Áureo: I Cr. 29.12 – Leitura Bíblica: I Cr. 29.10-18


INTRODUÇÃO

O mercado livreiro está repleto de dicas a respeito de como alcançar sucesso financeiro. Os autores desses best-sellers estão cada vez mais ricos, mas os seus leitores continuam pobres, mesmo depois que leem seus livros. As igrejas estão na rota desse pensamento contemporâneo, alguns líderes eclesiásticos estão se tornando consultores para o enriquecimento em dez dias. Na lição de hoje, na contramão dessa perspectiva, mostraremos que a verdadeira prosperidade nada tem a ver com o que apregoam os adeptos da Teologia da Ganância, em seguida, destacaremos os fundamentos bíblicos para se alcançar a verdadeira prosperidade.

1. A BUSCA DO HOMEM PELA PROSPERIDADE FINANCEIRA
O homem moderno é produto da sociedade capitalista e tecnológica que o conduz ao consumismo. Nesse contexto, o ter acabou se tornando mais importante do que o ser, de modo que as pessoas são avaliadas não pelo que são, mas pelo que têm, e, às vezes, não pelo que possuem, mas pelo que aparentam que possuem. A propaganda é o meio que divulga os ideais consumistas, as pessoas são incitadas, a todo instante, a adquirem mercadorias que não precisam para satisfazerem não a si próprias, mas às exigências dos outros. Como resultando dessa lógica, muitos estão entrando pelo caminho do endividamento, indo além das suas capacidades de pagamento. O meio ambiente também está padecendo, tendo em vista que o mercado está disponibilizando cada vez mais produtos descartáveis, os quais, quando não são reciclados, demandam maior necessidade de matéria-prima, e, por sua vez, comprometem a saúde do planeta. A lógica consumista está moldando as atitudes do homem moderno de tal modo que o ser humano finda sendo reduzido à quantidade de quinquilharias que consegue acumular. A ética capitalista, conforme demonstrou Max Weber, tem fundo religioso, e mais especificamente, protestante. Ao invés de investirem no Reino de Deus, e mais especificamente, nos outros, os fiéis transformam o acúmulo em um fim em si mesmo, em alguns casos, como vemos nos dias atuais, sacramentalizam a riqueza e transformam a ostentação em benção divina. A Teologia da Ganância impera de tal modo em algumas igrejas que seus fiéis não buscam mais estar em conformidade com a vontade de Deus, mas a acumularem um patrimônio a respeito do qual possam se gloriar.

2. A PROSPERIDADE FINANCEIRA NA VISÃO NEOTESTAMENTÁRIA
Uma leitura cuidadosa dos evangelhos e das epístolas do Novo Testamento nos mostrará que essa lógica nada tem de bíblica. A economia de Deus está distante daquilo que nos é apresentado pelos teólogos da ganância nos canais de televisão. O apóstolo Paulo afirma que quem deseja obter riqueza cai em “muitos desejos descontrolados e nocivos” (I Tm. 6.9,10). Conforme destacou o Senhor Jesus, ser rico pode se tornar um empecilho para segui-LO, tendo em vista que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha que um rico entrar no Reino de Deus, o que espantou Seus discípulos, os quais, ao que tudo indica, pensavam de acordo com a teologia da benção material (Mt. 19.24,25). Os pobres, ao contrário do que acreditavam Seus discípulos, e os adeptos da famigerada Teologia da Ganância, são objeto do interesse divino (Mt. 5.1-12). Enquanto muitos, nestes tempos, buscam confiança nas riquezas, e tantos outros, fazem tudo para tê-las, utilizando até de meios escusos, Jesus chama a atenção para o “engano das riquezas” (Mt. 13.22). Aqueles que somente querem a prosperidade financeira deveriam ler mais os evangelhos, pois Jesus é categórico ao reprovar o acúmulo de tesouros na terra (Mt. 6.19-21). O interesse do Senhor é que acumulemos tesouros no céu (Mt. 6.10), e que coloquemos em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça (Mt. 6.33). Os adeptos da teologia da ganância buscam aproximação com os ricos, justamente o contrário de Jesus que se aproximava dos pobres (Lc. 1.51-53; 14.12-14). Até mesmo a corrupção tem sido naturalizada em determinados arraiais, contrariando o ensinamento de Jesus, especialmente no que tange à coisa pública (Lc. 3.11-14). Zaqueu é um exemplo de alguém que lidava indevidamente com os bens públicos, mas que ao ouvir o evangelho de Jesus, decidiu mudar seu modo de vida (Lc. 19.8,9). A riqueza é perigosa porque o seu poder está relacionado a uma divindade, Mamom, que é rival de Deus (Mt. 16.33), aqueles que adoram a esse deus são chamados por Jesus de insensatos (Lc. 12.16-21). As palavras de Paulo, ao jovem pastor Timóteo, servem de alerta a todos os cristãos, em especial à liderança: “os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição” (I Tm. 6.9), por isso, o líder da igreja não deve ser “apegado ao dinheiro” (I Tm. 3.3) e os diáconos não podem ser amigos de “lucros desonestos” (I Tm. 3.8).

3. O CAMINHO PARA A VERDADEIRA PROSPERIDADE
O caminho para a verdadeira prosperidade se encontra, entre muitas passagens bíblicas, na igreja de Jerusalém. Aquela sim era uma igreja próspera, pois mesmo não sendo normativo, os crentes demonstravam sensibilidade para as necessidades dos mais carentes. Lucas registra que “os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade” (At. 2.44,45). Ao invés de viverem apregoando a prosperidade financeira, buscavam a comunhão uns com os outros, se “dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações” (At. 2.42), a lógica do acúmulo não era central naquela comunidade, pois exercitavam a generosidade espontânea (At. 4.36,37). A comunhão era o valor fundamental, pois “ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinha” (At. 4.31,32). Esse modelo, conforme destacamos anteriormente, não deve ser imposto sobre quem quer seja, os membros da igreja, conforme depreendemos de At. 5.1-5, tinha liberdade, isto é, opção de ficarem com seus recursos, ninguém era obrigado a entregar tudo o que tinha. O princípio, no entanto, permanece, a generosidade deva ser cultivada na igreja e a preocupação com as necessidades do irmão. Ser verdadeiramente próspero, nesse sentido, não significa acumular mais, antes ter mais para contribuir para o Reino de Deus. A condição financeira das pessoas nas igrejas é um assunto por demais complexo, e que não pode ser simplificado, sob o risco de cairmos no simplismo. As condições sociais e as oportunidades que as pessoas tiveram ao longo da sua existência não podem ser desconsideradas. É preciso estar ciente de que vivemos em um mundo injusto, distanciado da graça de Deus, as pessoas não têm igualdade de oportunidades. Os ricos conseguem ficar cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. A educação tem sido um instrumento para a ascensão social, mas não podemos deixar de atentar para o fato de quem nem todos têm oportunidade à educação de qualidade e ao emprego.

CONCLUSÃO
Diante dessa realidade, precisamos reconhecer que a economia de Deus vai em direção oposta àquela apregoada pelo mundo. Na economia de Deus não vale mais o que mais acumula, mas o que mais se desprende. Na economia de Deus o investimento maior não é no material, mas no celestial, onde o ladrão não rouba nem a traça corrói. Aqueles que, com seu trabalho honesto ou com muito estudo, conseguiram uma condição mais abastarda, lembrem-se daqueles que nada têm, e da recomendação bíblica: “a quem muito foi dado, muito será cobrado” (Lc. 12.48).   
                     
                                   AUTOR: Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD


BIBLIOGRAFIA
FOSTER, R. A liberdade da simplicidade. São Paulo: Vida, 2008.
WILSON-HARTGROVE, J. God’s economy. Grand Rapids: Zondervan, 2009.