quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

SUBSÍDIO DA LIÇÃO 05 - AS BENÇÃOS DE ISRAEL E O QUE CABE À IGREJA - 1º TRIMESTRE/2012


AS BENÇÃOS DE ISRAEL E O QUE CABE À IGREJA
Texto Áureo: Ef. 1.3 – Leitura Bíblica: Gl. 3.2-9


INTRODUÇÃO
Um dos maiores equívocos na interpretação bíblica é confundir as bênçãos do Antigo Pacto atribuindo-as ao povo do Novo Pacto. Existem bênçãos que cabem a Israel, e que são especificamente para esse, enquanto que outras são para a Igreja. Na lição de hoje estudaremos a respeito dessas bênçãos, com o princípio exegético de diferenciar entre àquelas que cabem a Israel e à Igreja.

1. BENÇÃOS NA BÍBLIA
No Antigo Testamento, as bênçãos – beraka em hebraico – indicam o ato de pronunciar coisas boas em direção a outrem (Gn. 27.38). Deus é a fonte da benção, pois Ele abençoou a Adão, Noé e Abrão (Gn. 12.2-3), Sara (Gn. 17.16), Ismael (Gn. 17.20), Isaque (Gn. 25.11), Labão (Gn. 30.27), Jacó (Gn. 32.29), o povo de Israel (Dt. 2.7), Sansão (Jz. 13.24), Jó (Jó. 42.12), o justo (Sl. 5.13) e todos aqueles que O temem (Sl. 115.13). Outras pessoas podem ser agentes das bênçãos de Deus, tal como o foi Isaque (Gn. 27.27), Jacó (Gn. 49.28), Moisés (Ex. 39.43), Arão (Lv. 9.22), Josué (Js. 14.13), Eli (I Sm. 2.20) e Esdras (Ne. 8.6). A maior benção para Israel, no Antigo Pacto, era a presença de Deus (Ne. 6.24-26). Mas a benção, para esse povo, estava condicionada à obediência (Dt. 7. 12-15; 28.1-68). As bênçãos de Deus para Israel incluíam: posteridade (Gn. 1.18; 9.1; 12.2.; 22.17; 26.4; 28.3; Dt. 7.13; Js. 17.14; Sl. 107.38), a posse da terra, bem como outros tipos de prosperidade material (Gn. 24.35; 26.3; 39.5; Dt. 2.7; 12.7; 15.4). As bênçãos de Deus foram prometidas a Abrão, neles seriam benditas todas as nações da terra (Gn. 12.1-3). Tais bênçãos trazem justiça (Sl. 24.5), vida (Sl. 133.3) e salvação (Sl. 3.8). No Novo Testamento, as bênçãos – eulogia em grego – em seu sentido geral – significa falar bem a alguém (Rm. 16.18). No sentido do Antigo Testamento, as bênçãos são recebidas de Deus (Rm. 15.29) tanto na esfera natural (Hb. 6.7) quanto sobrenatural (I Pe. 3.9). A maior benção da Igreja é a salvação (Gl. 3.14; Ef. 1.3) que pode ser rejeitada, tal como fez Esaú (Hb. 12.12-17). Quando Jesus ascendeu ao céu, Ele nos abençoou com a salvação (At. 3.26; Gl. 3.9). Paulo diz que em Cristo Deus nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais (Ef. 1.3,4).

2. AS BÊNÇÃOS PARA ISRAEL
As bênçãos de Deus para Israel faziam parte do Pacto que o Senhor tinha com essa nação, tendo em vista que Ele prometeu fazer de Abraão uma grande nação (Gn. 12.2) e dar a terra de Canaã por herança à sua posteridade (Gn. 17.8). Essa percepção de Israel enquanto nação é muito importante para a interpretação dos textos bíblicos que fazem alusão à prosperidade desse povo. Essa é uma benção prometida com exclusividade a Israel, que não cabe à Igreja (Dt. 28.8). O texto de I Cr. 7.14: “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” tem sido indevidamente aplicado à Igreja, e o pior, a determinadas nações. O tratamento de Deus não é mais com uma nação ou com um povo geograficamente constituído. A nação escolhida por Deus, para ser testemunha da Sua revelação no Antigo Pacto, é Israel (Dt. 28.10). No futuro, por ocasião do Milênio (Ap. 20.1-10), Israel receberá as bênçãos que lhe compete e que ainda não se cumpriram. Esse será um tempo de abundância para esse povo e de prosperidade em todos os sentidos. Israel desfrutará de paz com as nações (Is. 9.6; Mq. 4.3-4; Lc. 2.13-14); a terra da palestina será ampliada (Is. 26.25), a topografia será alterada (Zc. 14.4), as chuvas cairão trazendo bençãos (Is. 41.18; Ez. 34.26; Jl. 2.23); as fontes e mananciais de águas serão abundantes (Ez. 47.1-11); Zc. 14.8), a terra produzirá muito (Is. 32.15; 35.1; Ez. 47.12; Am. 9.13), haverá paz e justiça em plenitude (Is. 32.16,17), até na criação (Is. 11.6-9; 65.25; Rm. 8.19-21). Essas são as bençãos que competem a Israel, mas não agora, pois tudo isso se concretizará no futuro, no reinado de Cristo (At. 14.22; I Co. 6:9-10; I Ts. 2.12; Tg. 2.5; II Pe. 1.11; II Tm. 4.1; Ap. 12.10).

3. AS BÊNÇÃOS PARA A IGREJA
Deus não trata, atualmente, com nações, isto é, com um povo delimitado por fronteiras geográficas. O povo de Deus, hoje, é a Igreja, a quem Pedro se refere como: “a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pe. 2.9). As bençãos que competem à Igreja, por conseguinte, são diferentes daqueles que competem a Israel. A temporalidade era uma das marcas da benção de Deus para Israel. A Igreja do Senhor desfruta, neste tempo, de bençãos eternas, superiores as promessas dadas a Israel (Hb. 8.13; 10.34). As bençãos de Deus para a Igreja são plenas, espirituais, transcendem as de Israel, cujo foco estava na prosperidade material (II Co. 3.1-11). As bençãos do Novo Pacto incluem: a justificação (Gl. 2.16,21), o Espírito Santo (Gl. 3.2); a herança espiritual de ser filho de Deus (Rm. 8.14), a vida eterna (Rm. 8.2; Gl. 3.21) e a liberdade plena (Gl. 4.8-10; 5.1). As bençãos para a Igreja repousam na tensão entre o já e o ainda não (I Jo.3.1,2). Por isso, sabemos que o nosso tesouro não está na terra (Mt. 6.21), mas no céu, donde esperamos o Senhor Jesus Cristo (Fp.3.2). Por isso, precisamos permanecer nEle (Jo. 15.7), e, ao orar – não determinar – façamos com humildade, tendo o cuidado para não pedir mal, para esbanjar em deleites carnais (Tg. 4.3), levando em consideração a vontade soberana de Deus (I Jo. 5.14).

CONCLUSÃO
Alguns estudiosos da Bíblia interpretam indevidamente Gl. 6.16, argumentando que a Igreja se tornou o Israel de Deus, e que, por isso, tem parte nas bênçãos materiais a ele prometidas. Uma análise criteriosa dos textos bíblicos, alusivos a Israel e a Igreja, no Antigo e no Novo Testamento, a partir dos princípios hermenêuticos, mostrará que existem bênçãos distintas para Israel e para a Igreja. O equívoco do movimento pseudopentecostal é confundir essas competências e reivindicar o que Deus, definitivamente, não prometeu à Igreja.

                                       AUTOR: Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
FOSTER, R. A liberdade da simplicidade. São Paulo: Vida, 2008.
RHODES, R. O livro completo das promessas bíblicas. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

RODÍZIO DE PASTORES DA IEADERN 2012

foto: templosassembleianos.blogspot

O Pastor Israel Caldas Sobrinho presidente interino da IEADERN, convocou para o dia 17 de Janeiro do corrente ano no templo Central da IEADERN, reunião com os coordenadores e dirigentes de congregações de Natal, na oportunidade foi anunciado rodízio nas congregações da capital do estado de 2012.
confira abaixo a lista em pdf:

FONTE IEADERN: RODÍZIO DE PASTORES 2012


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

LIÇÃO 04 - A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO - 1º TRIMESTRE/2012

                           A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO
Texto Áureo: Rm. 14.17 – Leitura Bíblica: II Co. 8.1-9


INTRODUÇÃO
Em lição anterior estudamos a prosperidade no Antigo Testamento. Na aula de hoje, atentaremos para a doutrina da prosperidade no Novo Testamento. A princípio, definiremos o que significa prosperidade à luz do hebraico e do grego bíblico, em seguida, analisaremos o conceito de prosperidade neotestamentário, ressaltando a abordagem deste em relação ao dinheiro. Ao final, mostraremos qual a verdadeira fonte de prosperidade para a Igreja do Senhor Jesus Cristo.  

1. DEFINIÇÃO BÍBLICO-TEOLÓGICA DE PROSPERIDADE
Existem diferentes termos hebraicos, no Antigo Testamento, para prosperidade, destacamos tsalach, no sentido de prosperidade material e econômica (Gn. 24.21; 39.2; Jr. 12.1) e o verbo sakal, que ocorre sessenta vezes, este no sentido de desfrutar das bênçãos prometidas para Israel em Canaã (Dt. 19.9; Js. 1.7). Mas no Novo Testamento, as alusões à prosperidade são reduzidas, isso porque essa não é uma das prioridades da igreja cristã, contrariando o que costuma acontecer nos arraiais neopentecostais (ou pseudopentecostais).  O termo euporia, que ocorre em At.19.25, tem o significado de prosperidade, bem como o de riqueza, e é apresentado em um sentido negativo, em que religiosos se aproveitam das pessoas para fazer fortuna. Em sentido positivo, esse termo se encontra em At. 11.29, ao registrar que os irmãos decidiram, de acordo com suas posses, ajuda para os irmãos da Judéia. Em I Co. 16.1, Paulo orienta aos irmãos de Corinto para que façam uma coleta para os santos da Galileia, conforme a cada um tenha prosperado (euodoo em grego) ao longo da semana. A doutrina da prosperidade, como propalada nos dias atuais, não tem fundamento bíblico-teológico no Novo Testamento. A ganância desenfreada, inclusive nos contextos eclesiásticos, é resultante de uma cosmovisão mundana em relação ao dinheiro. A sociedade contemporânea tem sido solapada pelo consumismo, as pessoas querem ter cada vez mais para gastarem com coisas que não precisam. Existe uma indústria, sustentada pela propaganda midiática, que fomenta esse tipo de comportamento social. Ao invés de serem avaliadas pelos que são, as pessoas são julgadas pelo que têm. No modelo equivocado de espiritualidade do movimento neopentecostal, as pessoas são “abençoadas” não pelo relacionamento que têm com Deus, mas pelos bens que conseguem acumular.

2. PROSPERIDADE E DINHEIRO NOS EVANGELHOS
O modelo de prosperidade do neopentecostalismo não encontra respaldo bíblico neotestamentário, por isso, seus adeptos preferem citar passagens descontextualizadas do Antigo Testamento. A abordagem de Jesus em relação ao dinheiro é radical, Ele se posiciona contra o acúmulo de riquezas na terra, orienta as pessoas a entesourarem no céu (Mt. 6.19-21). Essa é a resposta de Jesus a ansiedade que assola a sociedade moderna. Ao invés de estarem preocupados com muitas coisas, ansiosos pelas vicissitudes da vida, devemos aprender a confiar em Deus, na Sua providência (Mt. 6.25). Por isso, quando se encontrou com o jovem rico, orientou para que esse entregasse seus bens materiais aos pobres, mas ele foi incapaz de fazê-lo (Mt. 19.16-22). A conclusão de Jesus, em virtude do apego daquele jovem às riquezas foi a seguinte: “Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus. E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus” (Mt. 19.23,24). Algumas parábolas de Jesus, tal como a de Lc. 12.15-21, mostram o perigo de colocar o foco nas riquezas materiais. O rico da parábola é denominado de louco, pois se tornou escravo dos seus bens. Estas palavras fazem eco  à declaração do Senhor a João, no Apocalipse, dirigindo-se à igreja de Laodicéia que ostentava sua riqueza, como sinônimo de espiritualidade. A essa igreja, e tantas outras que somente investem nas fundações materiais, a Palavra do Senhor continua firme: “Dizes: estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap. 3.17). Muitas igrejas, como a de Laodicéia, não adoram mais a Deus, mas a Mamom, o deus das riquezas, a essas diz o Senhor: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um, e amar o outro; ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mt. 6.24). Ao invés de enfocar demasiadamente as riquezas, Jesus ensina que devemos buscar, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça e que as demais coisas – apresentadas no contexto, e não todas como dizem alguns – serão acrescentadas (Mt. 6.33).

3. PROSPERIDADE E DINHEIRO NAS EPÍSTOLAS
Nas epístolas paulinas e gerais também não há base para sustentar uma teologia da prosperidade nos moldes comumente apresentados na mídia pelas igrejas neopentecostais (pseupentecostais). Paulo, ao escrever aos Coríntios, nos apresenta o modelo de Jesus em relação à riqueza e a pobreza. Diz ele: “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza vos tornásseis ricos” (II Co. 8.9). A riqueza a respeito da qual trata o Apóstolo, nesse texto, não é material, tendo em vista que, ao escrever a Timóteo, alerta a respeito do perigo das riquezas: “Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se transpassaram a si mesmos com muitas dores” (I Tm. 6.9,10). O oposto da ganância é a generosidade e esta, infelizmente, tem sido esquecida em igrejas moldadas por um modelo mundano que transformou o acúmulo de riqueza em um fim em si mesmo. A orientação apostólica é a de que há maior felicidade em dar do que em receber (At. 20.35), por isso, Deus ama a quem dar com alegria (II Co. 9.7). A moeda mais valiosa para a igreja cristã, isto é, a verdadeira prosperidade, está no exercício da piedade, que a fonte de lucro (I Tm. 4.8). A piedade, no Novo Testamento, tem a ver com uma espiritualidade autêntica, que não está fundamentada nas aparências. O cristão piedoso não cultiva a ganância, mas o contentamento, que nada tem a ver com comodismo, mas com o reconhecimento do que é necessário para viver. Não podemos esquecer que nada trouxemos a esse mundo, e que, por conseguinte, nada levaremos dele (I Tm. 6.7), que não podemos fixar nossos olhos no que é transitório (II Co. 4.18), antes devemos saber que Deus de tudo nos provê ricamente para a nossa satisfação (I Tm. 6.17), por isso, devemos nos conservar livres do amor ao dinheiro e contentarmo-nos com o que temos, pois o Senhor supre as nossas necessidades (Hb. 13.5,6).

CONCLUSÃO
A prosperidade material, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, implica em responsabilidade. Tiago admoesta aos ricos para que lamentem pelo julgamento que sobrevirá sobre eles por utilizarem irresponsavelmente suas riquezas, para oprimir ao pobre e necessitado (Tg. 5.4-6). Para o mundo, ter dinheiro é sinal de status, e muitos vivem ostentando riqueza enquanto muitos padecem necessidade. A igreja do Senhor precisa agir de modo diferenciado, não pode se esquecer dos pobres (Gl. 2.10), e deve estar ciente que a verdadeira prosperidade é espiritual, por isso, a igreja de Esmirna, que era pobre aos olhos do mundo, foi considerada rica por Jesus (Ap. 2.9). A piedade, e não a riqueza material, é a maior fonte de prosperidade – porismos em grego, que também tem o sentido de lucro – para a igreja do Senhor (I Tm. 6.5).

                                           AUTOR: Pb. José Roberto A. Barbosa
             FONTE: www.subsidioebd.blogspot.com
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
INRIG, G. Cultivating a heart of contentment. Grand Rapids (MI): RBC Ministries, 2007.
WHITE, J. Dinheiro não é Deus. São Paulo: ABU, 1996.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

DILMA RECONHECE MUSICA GOSPEL COMO MANIFESTAÇÃO CULTURAL


Dilma reconhece música gospel como manifestação cultural


Fonte: O Globo
A presidente Dilma Rousseff sancionou lei que considera a música gospel, de matriz religiosa, como uma manifestação cultural. A decisão está publicada no Diário Oficial desta terça-feira. Agora, padres, pastores, cantores e parlamentares que se apresentam e fazem shows gospel poderão recorrer aos benefícios da Lei Rouanet.
A lei reconhece a música gospel como cultura e os eventos a ela relacionados, exceto os promovidos por igrejas. Apesar dessa restrição, são exatamente deputados e senadores evangélicos, que participam de cultos e que também são pastores, que mais comemoram a decisão da presidente.

O projeto é de autoria do ex-deputado Bispo Rodovalho (PP-DF). O advogado Paulo Fernando Melo, assessor da Frente Parlamentar Católica na Câmara, foi quem elaborou o texto. Ele comentou a decisão de Dilma em sancionar a lei.

"Foi uma decisão sábia, que vai fazer justiça a esse importante movimento cultural, de católicos e evangélicos. Vai estimular ainda mais a difusão da música religiosa no Brasil", disse Paulo Fernando.

Havia uma preocupação do Ministério da Cultura em relação ao projeto. Um receio de exploração religiosa. O ministério elaborou um parecer que recomendava prudência e demonstrava uma preocupação com a exploração religiosa dessa decisão.
FONTE:  PORTALFIEL

LIÇÃO 03 - OS FRUTOS DA OBEDIÊNCIA NA VIDA DE ISRAEL - 1º TRIMESTRE/2012


OS FRUTOS DA OBEDIÊNCIA NA VIDA DE ISRAEL
Texto Áureo: Dt. 11.29 – Leitura Bíblica: Dt. 11.26-32



INTRODUÇÃO
Israel poderia desfrutar da verdadeira prosperidade, mas, para tanto, deveria obedecer a Deus. Esse é um princípio estabelecido pelo Senhor na Aliança com o Seu povo. Um dos textos fundamentais que revela esse Concerto se encontra em Dt. 11, o qual será estudado na lição de hoje, a fim de compreender os frutos da obediência na vida de Israel enquanto nação. Ao final da lição, atentaremos para o papel da obediência no contexto da Igreja.

1. A OBEDIÊNCIA NO PACTO DE DEUS COM ISRAEL
A obediência é condição no pacto de Deus com Israel, por isso, o termo shama – obediência – ocorre 1.150 vezes em contextos que tem a ver com o ato de “escutar” ou “ouvir” à Palavra do Senhor. No Antigo Testamento, a orientação para a obediência é encontrada em Ex. 23.1; Dt. 13.4; 27.10; I Sm. 15.22. Existe uma benção geral para o povo de Israel ao dar ouvidos a Deus (Jó. 36.11), bem como na alegria em obedecê-lo (Gn. 26.5). Através da obediência, Israel confirmaria a sua Aliança com Deus (Ex. 19.5; 23.22; Dt. 11.27; 30.2,8; Jr. 7.23; 38.20; Zc. 6.15). A nação de Israel aceitou os termos desse Pacto, que fora reafirmado em Js. 24.24. A desobediência, por sua vez, resultaria na quebra do Concerto (Ex. 5.2; Jr. 3.13). Em decorrência dessa, Israel receberia o julgamento divino (Jz. 2.2; I Sm. 12.15; Jr. 12.17; 18.10). As punições que sobreviriam sobre Israel, pela desobediência ao Pacto, são identificadas em I Rs. 20.36; Ne. 9.17; Jó. 36.12. Maldições sobreviriam sobre o povo se este não se voltasse à obediência ao Senhor (Dt. 11.18; 28.62; Jr. 9.13; 11.8; 26.13; 42.13). Várias passagens bíblicas mostram as duras experiências que Israel enfrentou por causa da desobediência ao Senhor (Jz. 6.10; Dn. 9.11; Js. 5.6; II Rs. 18.12; Jr. 40.3).

2. FUNDAMENTOS PARA A OBEDIÊNCIA DE ISRAEL
A obediência a Deus tinha alguns fundamentos, primeiramente, era Deus quem determinava, portanto, não cabia a Israel questionar, pois Ele é o Senhor, por isso os verbos das passagens de Dt. 11 se encontram no imperativo: temer, andar, amar, servir e guardar (Dt. 11.12,13). A base para tais imperativos é o amor, palavra utilizada seis vezes por Moisés (Dt. 10.12,15,19; 11.1,13, 22). Moisés ensina ao povo a obedecer não apenas por temer, mas, principalmente, com o coração, isto é, por amor. O Deus de Israel era digno de ser obedecido, pois Ele é o Criador de todas as coisas (Dt. 11.14). Soberanamente, e em graça, Deus escolheu Israel e o retirou do jugo de opressão do Egito (Dt. 10.15,16). Deus não apenas elegeu Israel, Ele também cuida do Seu povo (Dt. 11.7). O cumprimento das promessas de Deus em relação a Israel é a prova dos seus cuidados. O Senhor prometeu a Abraão que faria dele uma grande nação (Gn. 13.14-16; 15.5; 22.17; 26.4). A terra entregue a Israel era de Deus, Ele é o Senhor da terra (Lv. 25.2, 23, 38). A terra que manava “leite e mel” estaria nas mãos daquele povo, contato que esse estivesse disposto a obedecer aos mandamentos de Deus. Mas Ele não era apenas o Deus da terra, mas também da chuva, pois se o povo se negasse a dar ouvidos à Sua Palavra, enfrentaria tempos de seca, tal como o descrito nos tempos do profeta Elias, quando o povo se voltou à adoração de Baal, o deus filisteu da produtividade (I Rs. 18.16). A situação somente seria revertida quando a nação se arrependesse dos seus pecados e se voltasse para o Senhor (Dt. 28.23,24; II Cr. 7.12-14; Dt. 11.12). Diante de Israel, portanto, estava posta a condição: se obedecesse ao Senhor, Ele o abençoaria, caso O desobedecesse, seria castigado.

3. A OBEDIÊNCIA NA ALIANÇA DE DEUS COM A IGREJA
Na Aliança de Deus com a Igreja, através de Cristo, a obediência também tem sua relevância. A princípio, é preciso destacar que a obediência – hypakiê em grego – é um ato de fé, uma resposta positiva e confiante em Cristo (Rm. 1.5;15.18). Os crentes, na condição de seguidores do Senhor, devem viver em obediência (I Pe. 1.2), pois esses são reconhecidos como filhos da obediência (I Pe. 1.14). O autor da Epístola aos Hebreus, ao conclamar seus leitores a serem fiéis ao Senhor, mesmo em meio à adversidade, destaca o exemplo de Abraão na obediência (Hb. 11.8), por isso é através da obediência a Cristo que o crente é conduzido à salvação (Hb. 5.9). A base para a obediência da Igreja, consoante ao que fora revelado aos israelitas em Dt. 11, é o amor, isso porque o cumprimento da Lei é o amor (Rm. 13.10), a disposição para fazer a vontade de Deus deva partir do coração, não apenas da imposição de regras externas (Ef. 6.6). O sinal exterior da obediência de Israel era a circuncisão, mas para a Igreja, a obediência é uma disposição espiritual, produzida pelo Espírito Santo (Fp. 3.1-10; Cl. 2.9-12). Essa condição cristã é concretizada na medida em que o crente abandona o pecado e se torna nova criatura em Cristo (Cl. 2.11), ratificada pela presença do Espírito Santo em sua vida (Ef. 1.13; 4.30; Rm. 8.9, 16).

CONCLUSÃO
O povo de Israel deveria viver a partir das orientações entre os dois montes Gerezim e Ebal (Dt. 27-28). O Monte Ebal é considerado o monte das maldições e o Gerezim o monte das bênçãos. Na medida em que cada maldição era proferida, o povo no Monte Ebal diziam “Amém”, significando, “assim, seja, eu concordo”, afirmando as condições do Pacto. Após cada benção ser lida, as tribos do Monte Gerezim declaravam solenemente: Amém. A Igreja do Senhor se encontra também entre dois montes, o Calvário, onde Jesus morreu por nós, e o das Oliveiras, para o qual um dia Ele retornará (Zc. 14.4; At. 1.11,12). Fazemos parte de uma Nova Aliança, não escrita em pedras, mas em nossos corações em Cristo Jesus (II Co. 2.1-3; Hb. 8; Ef. 1.3), por isso, vivemos debaixo da graça, mas isso não quer dizer que temos licença para pecar (Rm. 6.1-14), antes obedecemos em amor, a concupiscência da carne é subjugada pela justiça de Deus, através do Seu Espírito, em nós (Rm. 8.4).
                                           
                                     AUTOR: Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD



BIBLIOGRAFIA

LOPES, H. D. Dinheiro: a prosperidade que vem de Deus. São Paulo: Hagnos, 2009.
ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

sábado, 7 de janeiro de 2012

PASTOR RAIMUNDO SANTANA FOI JUBILADO


PASTOR RAIMUNDO SANTANA FOI JUBILADO

 SUBSTITUTO VIRÁ APÓS PROCESSO ELEITORAL

O pastor Raimundo João de Santana, presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte - IEADERN foi jubilado na noite de hoje, sexta-feira (06.01.2012), em uma bonita solenidade no Templo Central da denominação, no bairro do Alecrim, Natal-RN.
Obreiros dos mais diferentes municipios do Estado e de outros Estados da federação estiveram presentes para prestar sua homenagem ao reverendo que esteve a frente dos destinos da Assembléia de Deus do RN durante 13 anos. Sua posse na presidencia da IEADERN se deu em 03 de janeiro de 1999 em substituição ao pastor João Gomes da Silva que faleceu em 22 de agosto de 1998.
A nave principal e a galeria do templo central ficaram lotadas. Houveram momentos de emoção e o clima espiritual contagiante. A igreja reconheceu o profícuo pastorado desenvolvido pelo pastor Raimundo Santana e agora deverá lhe honrar reconhecendo-o como presidente de honra da denominação no Estado.
Como prevê o Estatuto da IEADERN o pastor Raimundo Santana teria a faculdade de indicar o seu substituto que seria, para efeito de aprovação ou não, levado à apreciação de uma Assembléia Ministerial (reunião extraordinária de pastores e evangelistas).
O pastor Santana abriu mão dessa prerrogativa e não fez a indicação de nenhum nome para o colegiado de pastores. Dessa forma a substituição do mesmo ficou pra ser definida em uma eleição que deverá ocorrer nos próximos 60 dias.
Como já é do conhecimento de todos os nossos leitores, dois pastores irão concorrer à presidência da IEADERN. 
O pastor Martim Alves da Silva, atual pastor da Igreja de Mossoró deverá concorrer o cargo com o pastor Ivan Gonçalves, atual pastor da Igreja em Nova Cruz.
Os dois são experimentados no campo. O pastor Ivan Gonçalves já pastoreou 11 igrejas do nosso Estado e o pastor Martim Alves exerceu o pastorado em 04 cidades.
Poderão surgir outros nomes no decorrer do processo.
Vamos aguardar os acontecimentos. Daqui estaremos acompanhando tudo e divulgando tudo aquilo que merecer destaque.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

LIÇÃO Nº 02 - A PROSPERIDADE NO ANTIGO TESTAMENTO - 1º TRIMESTRE/2012


A PROSPERIDADE NO ANTIGO TESTAMENTO
Texto Áureo: Gn. 39.3 – Leitura Bíblica: Dt. 8.11-18



INTRODUÇÃO
Interpretar os textos bíblicos no contexto, inclusive o histórico-teológico, é condição para a apropriada aplicação das verdades bíblicas. Os adeptos da Teologia da Prosperidade (ou da Ganância) utilizam passagens descontextualizadas (e isoladas) do Antigo Testamento para justificarem suas doutrinas. Para evitar tais equívocos, estudaremos, na aula de hoje, sobre como o Antigo Testamento aborda a questão da prosperidade, destacando que, mesmo no Antigo Pacto, a posse de bens materiais implicava em responsabilidade, em uma dimensão ética.

1. RIQUEZA E PROSPERIDADE NO ANTIGO TESTAMENTO
A abordagem em relação à riqueza no Novo Testamento é distinta daquela apresentada no Antigo Testamento. No Novo Testamento os textos que se referem à riqueza são geralmente negativos, diferentemente daqueles da Antiga Aliança. Isso porque no Antigo Testamento, no pacto de Deus com Israel, a riqueza é algo desejável e agradável a Deus para o Seu povo. Essa distinção não costuma ser percebida pelos pregoeiros da Teologia da Prosperidade (ou da Ganância). Eles adoram propagar nos canais de televisão que Deus abençoou Abraão e que, do mesmo modo, pretende enriquecer aqueles que os seguirem. Mas é preciso atentar para o papel da riqueza e da pobreza no Antigo Testamento, especialmente no que tange a Abraão. Tanto esse servo de Deus quanto Jó podem ser categorizados entre os ricos justos, isto é, eles não colocaram sua confiança na riqueza, mas em Deus, por isso, no caso de Abraão, este deixou sua parentela, a cidade de Ur onde morava e partiu em busca de uma terra que o Senhor prometeu. Na medida em que Abraão sai, ele abre mão das suas riquezas, demonstrando, assim, que não dependia da prosperidade material, isso fica evidente na disputa entre os pastores de Ló, sobrinho de Abraão, e os seus pastores. Em uma atitude de confiança em Deus, Abraão deixa que Ló escolha o lado para o qual pretende ir. Uma das provas bíblicas de que Abraão não se fiava na riqueza se encontra em Gn. 14.21-24 onde está registrado o encontro deste com o rei de Sodoma. Abraão não quis o enriquecimento que não viesse do Senhor, ele sabia fazer a diferença entre a benção de Deus e a prosperidade dos homens. Jó é outro exemplo de rico justo no Antigo Testamento, ele é reconhecido pelo próprio Satanás que Deus o abençoou com bens materiais. O Inimigo questiona se a causa do amor de Jó a Deus não está baseado nas riquezas. Jó demonstra, em sua experiência provada, que ainda que morra não deixará de confiar em Deus. Quando a riqueza e a prosperidade material toma o primeiro lugar, o homem se distancia de Deus, isso pode ser comprovado nas atitudes de Salomão. Este monarca, em sua riqueza e prosperidade, se torna motivo de glória para o reino, mas ao contrário de glorificar a Deus, se torna opressão para os filhos de Israel.

2. AS CONDIÇÕES PARA A RIQUEZA NO ANTIGO TESTAMENTO
De acordo com a revelação do Antigo Testamento, é Deus o verdadeiro proprietário das riquezas, por isso, Ele a entrega a quem deseja. É neste sentido que Salomão admite que “na mão direita, a sabedoria lhe garante a vida longa; na mão esquerda, riqueza e honra” (Pv. 3.16). Ana, em sua oração, também reconhece que “O Senhor é quem dá pobreza e riqueza; ele humilha e exalta” (I Sm. 2.7). Davi assim também expressa em sua oração: “Ó Senhor nosso Deus, toda essa riqueza que ofertamos para construir um templo em hora ao teu santo nome vem das tuas mãos, e toda ela pertence a ti” (I Cr. 29.16). No Antigo Testamento, a riqueza deva ser compreendida como benção de Deus, mas sua utilização tem uma dimensão ética. Por isso Ezequiel questiona o príncipe de Tiro quando esse se vangloria ao dizer “eu me enriqueci” (Ez. 29.3). Mesmo no Antigo Testamento não é correto desejar as riquezas, considerando que o Senhor destacou que Salomão foi distinto ao não pedir “uma vida longa nem riquezas” (I Rs. 3.11). Não é certo requerer riqueza de Deus, por isso, destaca o sábio: “Não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário” (Pv. 30.8). E ainda “Não esgote suas forças tentado ficar rico; tenha bom senso! As riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias para o céu” (Pv. 23.4,5), e mais: “Quem tenta enriquecer-se depressa não ficará sem castigo” (Pv. 28.20). Paradoxalmente, as pessoas, atualmente, exaltam aqueles que enriqueceram, ainda que os meios sejam escusos. O enriquecimento não deve ser, desde a Antiga Aliança, um fim em si mesmo, ter dinheiro, por sua vez, acarreta em responsabilidade. O orgulho proveniente das riquezas pode conduzir as pessoas para distante de Deus, ao invés de aproximá-las dEle. Os profetas denunciaram com coragem o amor às riquezas: “Efraim orgulha-se e exclama: ‘Como fiquei rico e abastado! Em todos os trabalhos que realizei não encontrarão em mim nenhum crime ou pecado’” (Os. 12.8), sem dar a devida atenção para o “Mas” de Deus (Os. 12.9). Deus não se deixa impressionar com aqueles que adquirem riquezas para si, e põem a confiança no dinheiro, principalmente quando tal prosperidade vem por meios injustos. Em Pv. 13.11 está escrito que “O dinheiro ganho com desonestidade diminuirá, mas quem o ajunta aos poucos terá cada vez mais”. Sabemos que da perspectiva exegética, os Provérbios não podem ser generalizados, mas fica evidenciada, no texto, a insatisfação de Deus com a riqueza acumulada indevidamente. Apropriada a palavra profética: “O homem que obtém riquezas por meios injustos é como o perdiz que choca ovos que não pôs. Quando a metade da sua vida tiver passado, elas o abandonarão, e, no final, ele se revelará tolo (Jr. 17.11). Os teólogos da Teologia da Prosperidade (ou da Ganância) não leem os escritos proféticos, apenas os históricos, se assim fizessem, perceberiam que Deus condena Israel porque “vendem por prata o justo, e por um par de sandálias o pobre” (Am. 2.6). Eles não poupam os juízes e os sacerdotes, já que “seus líderes julgam sob suborno, seus sacerdotes ensinam visando o lucro, e seus profetas adivinham em troca de prata. E ainda se apoiam no Senhor” (Mq. 3.11). Quantos hoje dizem servir a Deus, mas agem apenas com interesse no dinheiro, o $erviço cristão, em alguns contextos eclesiásticos, é escrito com cifrão. O dinheiro conduz a uma falsa segurança (Pv. 10.$5) e leva seus adoradores a desejarem sempre mais (Ec. 5.10). Os que vivem regaladamente hoje, usufruindo de recursos indevidos, receberão, no tempo devido, o julgamento de Deus, pois “de nada vale a riqueza no dia da ira divina” (Pv. 11.4).

3. RECOMPENSA E BENÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
No Antigo Testamento, a riqueza é uma recompensa pela fidelidade a Deus, isso percebemos no caso de Josafá, quando o Senhor firmou o seu reino por causa da obediência a Deus, mas, principalmente, pelo uso apropriado dos pertences (II Cr. 17). A sociedade contemporânea, fundamentada em um capitalismo selvagem, idolatrou o acúmulo de riquezas. Os heróis do presente não são aqueles que agem com generosidade, mas os que retêm tudo que podem exclusivamente para eles. Os bilionários se tornaram os deuses do presente, o Mercado assumiu o trono no coração de muitos, a bolsa de valores determina as ações das pessoas. Versículos isolados do Antigo Testamento não podem ser utilizados irresponsavelmente para justificar a opressão e a pobreza. Os adeptos da Teologia da Prosperidade (ou da Ganância) gostam de citar Pv. 10.22, argumentando que “A benção do Senhor traz riqueza”, mas esquecem que “A riqueza dos sábios é a sua coroa” (Pv. 14.24) e que “A recompensa da humildade e do temor do Senhor são a riqueza, a honra e a vida” (Pv. 22.4). Os livros de sabedoria, dentre eles Salmos e Jó, explicitam a natureza da prosperidade e põem a ênfase sobre o temor ao Senhor: “assim são os ímpios, despreocupados, aumentam suas riquezas” (Sl. 73.12) e “não confiem na extorsão, nem ponham a esperança em bens roubados; se as suas riquezas aumentam, não ponham nelas o coração” (Sl.62.10). A riqueza e a prosperidade é uma concessão de Deus, mas somente em sentido amplo, pois os ricos podem ajuntar bens, apenas para confiar neles e se distanciar do Senhor. Por isso, “os ímpios passam a vida na prosperidade e descem à sepultura em paz. Contudo, dizem eles a Deus: ‘deixe-nos! Não queremos conhecer os teus caminhos. Quem é o Todo-poderoso, para que o sirvamos? Que vantagem temos em orar a Deus? (Jó. 21.7-15). O rico tem uma propensão a confiar em suas riquezas, e a depender daquilo que conseguiu acumular, vive como se Deus não existisse, e se acredita nEle, não põe nEle sua confiança.

CONCLUSÃO
No Antigo Testamento, a riqueza é uma dádiva de Deus, mas precisa ser utilizada com cautela, pois implica em responsabilidade. A riqueza não pode ser vista como uma propriedade pessoal, ela está na dimensão do sagrado, na relação com o outro. Por isso, para Israel, sua plenitude tem uma dimensão escatológica, tendo em vista que, no futuro, “se alimentarão das riquezas das nações, e do que era o orgulho delas vocês se orgulharão” (Is. 61.1). Mas isso não é para agora, se cumprirá por ocasião do Milênio, nada tem a ver com a Igreja contemporânea, como apregoa a Teologia da Prosperidade. Por enquanto, na fartura ou na necessidade, devemos admitir, conforme foi revelado a Abraão, que o Senhor, e somente Ele, é nossa Recompensa (Gn. 15.1).

                                         AUTOR: Pb. José Roberto A. Barbosa
           FONTE:www.subsidioebd.blogspot.com 
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
ELLUL, J. O homem e o dinheiroBrasília: Palavra, 2008.
FOSTER, R. J. Dinheiro, sexo e poder. São Paulo: Mundo Cristão, 2005.

domingo, 1 de janeiro de 2012

PASTOR SANTANA ENCAMINHA À AM PEDIDO DE JUBILAÇÃO



Queremos tornar conhecido de todos que no próximo dia 06 de Janeiro de 2012, o nosso Pastor Raimundo João de Santana estará se despedindo de suas atividades ministeriais à frente da IEADERN. Nesse sentido, convidamos toda a amada igreja do Senhor para estarmos unidos num grande culto no Templo Central, oportunidade em que estaremos agradecendo a Deus por ter-nos concedido a honra e o prazer de, durante 13 anos, termos estado sob a liderança desse baluarte da evangelização em nosso estado, um verdadeiro patriarca.

Pastor Santana, em nossos dias, é um dos últimos de uma geração que se doou inteiramente ao exercício pastoral, não buscando para si status ou riquezas, antes ferindo os seus pés para levar a preciosa semente aos rincões mais inóspitos e distantes do nosso estado. Viveu numa época em que os pastores e suas famílias não conheciam o que era conforto, antes abriam mão de suas vidas e projetos pessoais para lutar pela causa nobre do evangelho.
É por isso e tantas outras coisas que o Pastor Raimundo João de Santana deixa-nos um legado de fé, altruísmo, abnegação e dedicação irrestrita ao ministério pastoral e a Santa Doutrina de nosso Mestre maior Jesus Cristo.
Obrigado Senhor!

No mover do Espírito Santo,

Diretoria Geral IEADERN


FONTE: ADNATAL