sábado, 29 de dezembro de 2012

RODÍZIO DOS DIRIGENTES DE CONGREGAÇÃO 2013

Dia 27 de Dezembro do corrente ano, o Pr Martim Alves presidente da IEADERN anunciou Rodizio dos coordenadores e dirigentes de congregação para o ano 2013 conforme relação abaixo: 
(PARA VISUALIZAR MELHOR CLICK NA RELAÇÃO)


Fonte de informação: Boletim da IEADERN Nº 984 dez/2012

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

LIÇÃO 13 - MALAQUIAS - A SACRALIDADE DA FAMÍLIA - 4º TRIMESTRE/2012


MALAQUIAS – A SACRALIDADE DA FAMÍLIA
Texto Áureo: Gn. 2.24 – Leitura Bíblica: Ml. 1.1; 2.10-16


INTRODUÇÃO
A sacralidade é um dos temas abordados por Malaquias em sua mensagem e que será enfocado na lição de hoje. Mas outros assuntos são tratados por esse profeta, cujo livro encerra o cânon do Antigo Testamento. A principio destacaremos os aspectos contextuais do livro, em seguida, sua mensagem, e ao final, sua contextualização para os dias atuais.

1. ASPECTOS CONTEXTUAIS
Malaquias, cujo nome significa “meu mensageiro”, tem como objetivo confrontar o povo em relação aos seus pecados e restaurar o relacionamento com Deus. O destinatário da sua mensagem é o povo de Judá, após o retorno do cativeiro babilônico. Malaquias provavelmente profetizou depois de Ageu e Zacarias, no tempo posterior a Neemias. A data aproximada do escrito é 430 a. C. Mesmo o Templo tendo sido reconstruído, o povo perdeu o ânimo pela adoração ao Senhor. O sentimento comum entre o povo é de apatia e desilusão. O versículo-chave de Malaquias se encontra em Ml. 4.1,2: “Porque eis que aquele dia vem ardendo como forno; todos os soberbos e todos os que cometem impiedade serão como palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo. Mas para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça e salvação trará debaixo das suas asas; e saireis e crescereis como bezerros do cevadouro”. O estilo linguístico de Malaquias é retórico, apelando para o método de perguntas e respostas, sempre de cunho dramático, como em Ml. 3.7,8. O livro de Malaquias pode ser assim dividido: 1) o amor de Deus pela nação israelita (Ml. 1.1-5); 2) o pecado da nação (Ml. 1.6-3.15); 2.1) o pecado dos sacerdotes (Ml. 1.6-2.9); 2.2) O pecado do povo (Ml. 2.10-3.18); 3) as promessas de Deus para Israel (Ml. 4); 3.1) predição da vinda de Cristo (Ml. 4.1-3); 3.2) predição da vinda de Elias (Ml. 4.4-6).

2. A MENSAGEM DE MALAQUIAS
O mensageiro do Senhor inicia ressaltando o amor de Deus pelo Seu povo, amor esse questionado, tendo em vista as múltiplas adversidades pelas quais passou (Ml. 1.1-5). As provações podem fazer com que as pessoas questionem o amor de Deus, mas Ele as ama, o Seu povo não teria motivos para lamentar, pois o Senhor continuava destinando a ele os seus cuidados (Ml. 1.6-14). O problema estava nos sacerdotes, que espelhavam um comportamento vergonhoso perante o povo. A apatia dos judeus era reflexo do descaso dos sacerdotes, que corrompiam a nação (Ml. 2.1-9). Tal corrupção era concretizada nos relacionamentos conjugais. Ao invés de casarem entre si, os judeus estavam investindo em casamentos mistos. Os divórcios estavam se tornando prática comum entre o povo de Deus. A ausência de convicção doutrinária resulta em práticas morais distanciadas dos princípios divinos. Por causa disso, as orações deixaram de ser respondidas (Ml. 1.10-16). A exortação divina é para que Seu povo esteja atento à mensagem dAquele que será enviado. Um profeta virá e trará confronto e advertência, já que o Messias imporá Sua justiça (Ml. 3.1-5). O profeta que preparará o caminho, conforme a narrativa de Mt. 11.10; Mc. 1.2l Lc. 7.27 se trata de João Batista. Outro descaso dos judeus, em relação aos procedimentos divinos, é manifestado na falta compromisso diante dos dízimos e ofertas (Ml. 3.5-10). O povo não trazia mais suas contribuições para a Casa do Tesouro. Apenas alguns poucos se interessavam pelas coisas de Deus, esses são reconhecidos como “particular tesouro” para Ele (Ml. 3.11-18). Malaquias conclui sua mensagem advertindo o povo quanto ao julgamento vindouro. Deus enviará o profeta Elias antes que venha o Dia do Senhor, quando ferirá “a terra com maldição” (Ml. 4.1-6).

3. PARA HOJE
Infelizmente as desilusões da vida podem nos levar a questionar o amor de Deus. Somos tentados, diante das adversidades, a pensar que Ele não mais se interessa por nós. Quando a noite chega, e não há estrelas no céu, perguntamos: Senhor, Tu me amas? Em algumas situações indagamos: Onde está Deus que não responde? Por que Ele não se manifesta? Mas Ele não se esqueceu de nós, ainda que não sintamos Sua presença. Não devemos confiar em nossos sentimentos quando diz respeito à presença de Deus. O amor de Deus pode ter um aspecto subjetivo, isto é, podemos senti-lo, mas seu fundamento é objetivo, Ele provou, em Cristo, Seu amor para conosco (Jo. 3.16; Rm. 5.8). Ao invés de questionarmos o amor de Deus, precisamos aprender a enfrentar as adversidades, sobretudo a viver para Ele. Uma vida dedicada a Deus envolve procedimentos morais. Existem pessoas que acreditam em uma coisa e fazem outra, faz parte da natureza pecaminosa (Rm. 7.17), mas o normal é agirmos em conformidade com nossa fé (Tg. 2.12), nossas atitudes devam materializar a fé que esposamos. O relacionamento conjugal deve ser pautado nos princípios escriturísticos: monogâmico, heterossexual e indissolúvel (Gn. 2.24), o amor-agape deve ser o fundamento cristão para a vida conjugal (Ef. Ef. 5.20-33). A esfera financeira também deve ser influenciada pela nossa fé. Quanto mais confiamos em Deus, menos nos tornamos focados na autossuficiência e mais contribuímos com o Seu reino. É preciso que os líderes eclesiásticos levem a sério o evangelho que pregam, e deem exemplo. Assim o povo será motivado a entregar seus dízimo e ofertas, ao invés de retê-los. Mas não devemos entregar apenas nosso dinheiro para a obra de Deus, o ser, integralmente, deve ser apresentado perante Ele (Rm. 12.1). E vivermos diante da realidade do julgamento divino, que sobrevirá no futuro, o ministério de João Batista antecipou a revelação do Messias. Mas é provável que o próprio Elias retorne, por ocasião da Tribulação, a fim de advertir as pessoas quanto ao Dia do Senhor (Ap. 11.1-14).

CONCLUSÃO
O Deus de Israel não mudou, continua admoestando quanto à sacralidade do casamento. Deus, não o homem, criou o casamento, entre macho e fêmea (Gn. 1.27). Ele olhou para o homem, e, em sua singularidade, percebeu que não era bom que aquele estivesse só (Gn. 2.18). Ele também criou a mulher como auxiliadora, para que estivesse ao lado do homem, para que se multiplicassem (Gn. 1.28). O casamento cristão deve ser monogâmico, heterossexual e indissolúvel, sobretudo no Senhor, a fim de evitar os males decorrentes do casamento misto (II Co. 6.14). Por outro lado, não é pecado o relacionamento conjugal com uma pessoa descrente, contanto que este tenha sido concretizado antes da conversão (I Co. 7.12-16). 

                              Autor: Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. Ageu, Zacarias e Malaquias: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.
BOICE, J. M. The minor prophets. Grand Rapids: Bakerbooks, 2006.

sábado, 22 de dezembro de 2012

LIÇÃO 12 - ZACARIAS - O REINADO MESSIÂNICO - 4º TRIMESTRE/2012


ZACARIAS – O REINADO MESSIÂNICO
Texto Áureo: Jr. 23.5 – Leitura Bíblica: Zc. 1.1; 8.1-23


INTRODUÇÃO
Jesus é o Messias Prometido para Israel, ainda que este povo, no tempo em que Ele veio à palestina, não o reconheceu como tal (Jo. 1.11). Mas há esperança para esse povo, pois o Senhor, o Messias Prometido, virá, para estabelecer o Seu reino. Na lição de hoje, a partir da profecia de Zacarias, destacaremos a natureza messiânica de Cristo. A princípio, apontaremos os aspectos contextuais, em seguida, a mensagem de Zacarias, e ao final, sua aplicação para os dias atuais.

1. ASPECTOS CONTEXTUAIS
Zacarias, cujo nome significa “Deus se lembra”, é reconhecido como “o profeta da esperança”. Ele profetizou por volta de 520 a 480 a. C., com o propósito de dar esperança ao povo em relação à libertação futura que o Senhor daria através do Seu Messias. A mensagem é destinada aos judeus que retornaram do exílio babilônico para reconstruir o Templo. Ageu e Zacarias conscientizaram o povo de Deus a prosseguirem com o trabalho de reconstrução, encorajando-o a assumir a responsabilidade. Ele foi chamado ainda jovem para o ministério profético, pela sua genealogia, é possível afirmar que era membro de uma família sacerdotal. Quando mais velho, após o retorno do cativeiro, substituiu seu avo Ido, como patriarca da família (Ne. 12.16). O versículo-chave do seu livro se encontra em Zc. 9.9,10: "Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre e montado sobre um jumento, sobre um asninho, filho de jumenta. E destruirei os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém, e o arco de guerra será destruído; e ele anunciará paz às nações; e o seu domínio se estenderá de um mar a outro mar e desde o rio até as extremidades da terra”. Entre os profetas menores, este é o que mais tem cunho apocalíptico e enfoca com maior propriedade o reinado messiânico. Seu livro contem uma série de visões a fim de revelar a vitória definitiva de Deus. Dentre os temas messiânicos destacamos: solidão e humildade (Zc. 6.12), traição (Zc. 11.12,13), divindade (Zc. 3.4; 13.7), sacerdócio (Zc. 6.13), e reinado (Zc. 6.13; 9.9; 14.9,16). O livro pode assim ser dividido: chamado ao arrependimento (Zc. 1.1-6); chamado ao retorno (Zc. 1.7-6.15) e o retorno de Deus (Zc. 6.9-14.21).

2. A MENSAGEM DE ZACARIAS
Zacarias conclama o povo ao arrependimento, exortando-o a dar prioridade a Deus, consoante à mensagem de Ageu (Zc. 1.1-6). A mensagem é apresentada a partir de oito visões, as primeiras relacionadas ao futuro de Jerusalém. O povo desfrutará de paz, bonança do Senhor estará sobre ele (Zc. 1.7-17). Mas no futuro o povo passará por aflição, decorrentes dos chifres e demolidores. Essa mensagem é alusiva à visão de Daniel sobre os quatro reinos mundiais que surgirão diante da chegada do Messias (Zc. 1.18-21). Mas um construtor edificará a Nova Jerusalém, a qual Deus reconstruirá no final da história (Zc. 2.1-13). Zacarias vê o sumo sacerdote com vestes sujas, diante do Anjo do Senhor (Zc. 3.1-3), que receberá vestes limpas do Senhor. Isso diz respeito à purificação do pecado através da chegada do Messias (Zc. 3.4-10). Ele também vê árvores que representam funções reais e sacerdotais. A pessoa do Messias unificará essas duas funções, pois será tanto Rei quanto Sacerdote (Zc. 4.1-14). Há também um rolo, que representa a maldição de Deus sobre o pecado (Zc. 5.1-4). O pecado será removido, Babilônia terá o seu fim, e com ela a história humana (ZC. 5.5-11). Em outra visão dois carros são erguidos de dois montes, os quais devem percorrer toda terra, trata-se da chegada do juízo de Deus (Zc. 6.1-8).  Na oitava visão Zacarias contempla uma coroa, representando o triunfo do Messias, que edificará o Templo do Senhor (Zc. 6.9-15). O povo questiona em Betel a respeito do jejum, como consequência da queda do Templo de Salomão (Zc. 7.1-3). Em tom de censura Deus repreende a tristeza do povo (Zc. 7.4-7) e critica as práticas rituais meramente religiosas (Zc. 7.8-14). Nem tudo está perdido, há esperança no futuro, pois Jerusalém voltará a ser o centro, as nações a ela se dirigirão a fim de suplicar o favor do Senhor (8.1-23). Deus cumprirá Suas promessas em relação ao Seu povo, defenderá Jerusalém do ataque das nações (Zc. 9. 1-8), conquistará os inimigos (Zc. 9.11-10.1), julgará os líderes irresponsáveis (Zc.10.2-12), o reinado messiânico será estabelecido (Zc. 11.1-3), o povo finalmente será unificado (Zc. 11.4.-14), enquanto esse dia não chega, líderes insensatos continuarão enganando o povo (Zc. 11.15-17). Quando a história humana terminar, e o Reino de Deus for plenamente estabelecido, o nome de Yahweh terá prioridade (Zc. 12.10-13.9). Israel se voltará para o Senhor, para Aquele a quem transpassaram, pois não terão outra escapatória diante das nações (Zc. 14.1,2). O Senhor aparecerá com as suas hostes angelicais, isso abaterá o monte das Oliveiras (Zc. 14.3-8). Ele estabelecerá Seu reino (Zc. 14.12-15), os sobreviventes das nações farão um pacto com o Senhor (Zc. 14.16-19), todo o povo será “Santo ao Senhor” (Zc. 14.20,21).

3. PARA HOJE
O povo de Israel, como alguns cristãos da igreja, anda distante do Senhor, desgarrado como ovelhas que se afastaram do Seu Pastor (I Pe. 2.25). O Deus de Israel não se esqueceu do Seu povo, Ele se revelou de muitas formas ao longo da história, nesses últimos tempos através de Cristo (Hb. 1.1). A igreja precisa dar ouvidos ao que o Espírito diz, Sua voz pode ser escutada através da mensagem de Jesus (Ap. 1.20). Ele conduz a história da Sua igreja, para tanto, essa precisa segui-lo (Lc. 9.23), a fim de desfrutar da Sua precisa constante (Mt. 28.20). Ao lado de Jesus a igreja é poderosa, não com armas humanas, mas celestiais, para destruir as forças satânicas (II Co. 10.4,5). Ele é o Senhor da igreja, não apenas na eternidade, mas já, é a glória que ilumina sua atuação (Ap. 21.23,24). No futuro Cristo virá como messias, para reinar entre as nações, mas hoje Ele já reina na igreja (Ap. 19.7,8). Ele intervém por ela, pois é Seu Sumo Sacerdote, que não precisa mais oferecer sacrifícios, pois o Seu foi perfeito (Hb. 7.26,27; 10.12,14). Por causa do Seu sacrifício, o Espírito do Senhor está à disposição de todos aqueles que se voltam para Cristo (Jo. 14.16,17; 15.26; 16.7-15). Um novo templo foi construído, Cristo é a pedra fundamental dessa edificação (Ef. 2.21). No futuro Ele virá, o Rei de Sião se manifestará, se cumprirão as profecias a Ele alusivas (Mt. 21.5; Jo. 12.15), como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.11-16). Ele vencerá os poderes satânicos, o império do anticristo, que será instalado durante a Tribulação (II Ts. 2.1-12; . 2.18-27; 4.1-3; II Jo. 7).

CONCLUSÃO
No futuro a ira de Deus será derramada, inclusive sobre Jerusalém (Ap. 14.9,10; 16.19). Mas o destino de Israel, o povo de Deus, continua debaixo do controle divino (Rm. 11.26). Há esperança, pois após a batalha final, Jesus restituirá o reino a Israel (At. 1.11). Todo domínio humano terá o seu fim, o reino de Deus finalmente triunfará (I Co. 15.24). Antecipando esse tempo, que será de santidade, a igreja deve já viver em conformidade com a vontade do Senhor, sendo santa como Ele é Santo (I Pe. 1.15), pois sem santidade ninguém verá o Senhor (Hb. 12.14).

Autor: Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. Ageu, Zacarias e Malaquias: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.
BOICE, J. M. The minor prophets. Grand Rapids: Bakerbooks, 2006.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

LIÇÃO 11 - AGEU - O COMPROMISSO DO POVO DA ALIANÇA - 4º TRIMESTRE/2012


AGEU – O COMPROMISSO DO POVO DA ALIANÇA
Texto Áureo: Mt. 6.33 – Leitura Bíblica: Ag. 1.1-9

INTRODUÇÃO
A ênfase nos interesses pessoais contribuiu significativamente para que as pessoas se esqueçam de Deus. O povo da aliança, depois de retornar do cativeiro, também se esqueceu do seu compromisso com o Senhor. Na aula de hoje, a partir do profeta Ageu, estudaremos a respeito dessa falta descompromisso. Destacaremos, a princípio, os aspectos contextuais do livro, em seguida, sua mensagem, e por fim, sua aplicação para os dias atuais.

1. ASPECTOS CONTEXTUAIS
Ageu, cujo nome significa “festivo”, profetizou por um período de quatro meses, no ano 520 a. C., após o retorno de Judá do cativeiro babilônico. O templo de Jerusalém havia sido destruído em 586 a. C., mas Ciro permitiu que os judeus o reedificassem  em 538 a. C. O problema principal foi a falta de continuidade do trabalho, que havia sido iniciado há 18 anos. Os profetas Ageu e Zacarias tiveram papel preponderante a fim de despertar o povo da aliança para o engajamento naquela obra. O versículo-chave se encontra em Ag. 1.4: “É para vós tempo de habitardes nas vossas casas estucadas, e esta casa há de ficar deserta”. Isso porque o povo, ao invés de se voltar para a obra de Deus, se preocupava apenas com o bem-estar pessoal. Ageu foi o primeiro dos profetas pós-exílicos, os demais foram Zacarias e Malaquias. Naquela época, Zorobabel, o governador de Judá, e Josué, o sumo sacerdote, estavam na liderança, tentando reconstruir o Templo. O altar já havia sido restaurado, mas o trabalho do Templo não prosseguia. As razões para a falta de continuidade do trabalho eram diversas, dentre elas a oposição dos inimigos, mas a principal delas era a hostilidade. A mensagem de Ageu encontrou guarida nos corações do povo da Aliança, que se arrependeu e voltou-se para a reconstrução do Templo. Menor que o anterior, mas esse Templo acabou sendo fundamental para a restauração do culto ao Senhor. O livro de Ageu apresenta a seguinte divisão: 1) a ordem para a reconstrução do Templo (Ag. 1); 2) a glória do Templo reconstruído; (Ag. 2.1-9); 3) as bênçãos da obediência (Ag. 2.10-19); e 4) a promessa de benção de Deus (Ag. 2.10-2.23).

2. A MENSAGEM DE AGEU
A mensagem de Ageu é uma denúncia contra o egoísmo humano. O povo da Aliança retornou do cativeiro, preocupando-se apenas com a edificação das suas casas (Ag. 1.2-4). Por causa disso, o povo passou a enfrentar dificuldades financeiras, adquiria muitas coisas, mas não encontrava satisfação (Ag. 1.5,6). Isso porque de nada adianta juntar dinheiro e não colocá-lo debaixo do governo de Deus. É a mesma coisa que juntá-lo em um “saquitel furado”, muito trabalho, mas pouco proveito, e, às vezes, dívidas. Mas o povo de Judá se arrependeu e deu ouvidos à mensagem do profeta Ageu e durante três semanas, a comunidade inteira trabalhou de forma incansável a fim de completar a reconstrução do Templo (Ag. 1.12-15). A dedicação à obra de Deus não é apenas uma ordenança, mas uma necessidade, o ser humano foi criado para servi-LO. Ageu entregou três mensagens de encorajamento para o povo da Aliança. A primeira dizia respeito a uma promessa de que  templo recém-construído, ainda que fosse menor, em comparação com o de Salomão, sua glória seria maior (Ag. 2.1-9). Não é o tamanho do espaço, muito menos a estética, que determina a presença de Deus, mas a disposição espiritual. Esse “segundo Templo”, ainda que tivesse sido reformado por Herodes, teve maior glória, pois Cristo, o Senhor, nele ministrou. A segunda mensagem de Ageu é uma parábola viva. O profeta faz algumas indagações a respeito da lei. Ele pretendia mostrar que a presença de um lugar sagrado não garante a santidade do povo (Ag. 2.10-19). A última mensagem é destinada a Zorobabel, representante da linhagem de Davi, que exercerá autoridade sobre a terra, quando Cristo voltar para reinar.

3. PARA HOJE
Nesses dias tão difíceis para a igreja evangélica precisamos ouvir mais mensagem de restauração. A teologia da ganância está formando uma geração de “crentes” que somente pensa neles mesmo. Estão pouco interessados na obra de Deus, a prioridade é a compra da mansão ou do carro importado. Nada há de errado em buscar satisfazer as necessidades familiares com equilíbrio e modéstia. Não é pecado adquirir uma casa ou um veículo, de acordo com os rendimentos da família. Mas é preciso ter cuidado para não ostentar, os bens materiais não podem ter como objetivo a glorificação pessoal. Por causa do consumismo que adentrou as igrejas, muitos evangélicos estão deixando de viver em paz por causa das dívidas, contraídas a fim de satisfazer o status exigido pela sociedade. A obra de Deus também sofre, pois os projetos eclesiásticos são relegados a segundo plano. É verdade que não dependemos de um templo para adorar a Deus (Jo. 4.21-24), mas isso não exime sua relevância enquanto espaço de encontro para ministração da palavra, oração e adoração (At. 2.44-47). Muitas igrejas locais estão tomadas pelo marasmo, o egoísmo está solapando a comunhão e a unidade. Alguns crentes estão francos, outros se tornaram “desigrejados”. A fraqueza desses não deve ser motivo para perder o ânimo, antes devemos ser fortes no Senhor (Ef. 6.10).

CONCLUSÃO
O compromisso da igreja é com o Reino de Deus, que já está no meio de nós, na expectativa por Sua completude (Lc. 17.20,21; 19.11-27). Muitos evangélicos estão interessados apenas no reino deste mundo, não têm interesse de investir no Reino dos Ceús (Mt. 13.44). Essa é uma questão de prioridade, pois Jesus nos ensinou a buscar primeiro de Deus e a Sua justiça, e que as outras coisas (alimento e vestimenta), não “as demais”, seriam acrescentadas (Mt. 6.33).     
       
                                Autor: Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. Ageu, Zacarias e Malaquias: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.
BOICE, J. M. The minor prophets. Grand Rapids: Bakerbooks, 2006.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

LIÇÃO 10 - SOFONIAS - O JUÍZO VINDOURO - 4º TRIMESTRE/2012


SOFONIAS – O JUÍZO VINDOURO
Texto Áureo: Mt. 24.24 – Leitura Bíblica: Sf. 1.1-10


INTRODUÇÃO
A injustiça campeia na sociedade, por toda parte predomina a violência. Mas Deus não permitirá que essa realidade subsista para sempre. O juízo vindouro sobrevirá sobre as nações (Mt. 25.31-46), e por fim, no trono branco, para condenação (Ap. 20.11-15). Na aula de hoje estudaremos a respeito do julgamento futuro com base na mensagem profética de Sofonias. A princípio destacaremos os aspectos contextuais do livro, em seguida, sua mensagem, e por fim, aplicação para hoje.

1. ASPECTOS CONTEXTUAIS
Sofonias, cujo nome significa “escondido pelo Senhor”, destinou sua mensagem ao povo de Judá, a fim de despertá-lo para o julgamento vindouro, e, ao mesmo tempo, convidarem a retornar para o Senhor. Essa mensagem foi proferida por volta de 640 a 621 a. C., quando foram iniciadas as grandes reformas de Josias. Naquele tempo esse monarca judeu se esforçou para modificar a situação deixada pelos reis anteriores, especialmente Manassés e Amom. Josias tinha apenas oito anos de idade quando começou a reinar em Judá. A principal preocupação do jovem rei foi a de despertar o povo para que se conduzisse no propósito de Deus. Seu reino pode ser dividido em três fases: a pré-reforma (640-628 a. C); a reforma propriamente dita (692-622 a. C.); e a pós-reforma (622-609 a. C.). A profecia de Sofonias teve papel fundamental na concretização das reformas espirituais da nação. Este profeta foi contemporâneo de Jeremias e Habacuque, e tal como eles, fez menção ao juízo que sobreviria sobre Judá. Pouco se sabe a seu respeito, apenas, a partir de Sf. 1.1, que se tratava de alguém da linhagem aristocrática, por isso desfrutava de alguns privilégios. Mas ao invés de se acomodar com sua posição, preferiu se posicionar contra a situação moral e religiosa da sua nação. O versículo-chave de Sofonias se encontra em Sf. 2.3: “Buscai o SENHOR, vós todos os mansos da terra, que pondes por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura, sereis escondidos no dia da ira do Senhor”. O livro apresenta a seguinte divisão: 1) O Dia do Senhor (Sf. 1.1-3.8) – o julgamento de Deus sobre a terra (Sf. 1.1-3), o julgamento de Deus sobre Judá (Sf. 1.4-18); o julgamento de Deus para arrependimento (Sf. 2.1-3); o julgamento das nações (Sf. 2.4-15); o julgamento de Jerusalém (Sf. 3.1-7), o julgamento de toda terra (Sf. 3.8); e 2) A Salvação no Dia do Julgamento (Sf. 3.9-20).

2. A MENSAGEM DE SOFONIAS
O profeta de família nobre recebe do Senhor a incumbência de levar adiante a mensagem de juízo, a fim de revelar que o mundo estaria prestes a ser destruído (Sf. 1.1-3). O Senhor é o Juiz de toda terra, por isso todos serão punidos, a começar por Judá, o primeiro reino a receber o peso da mão de Deus (Sf. 1.4-9). Ele destaca que o Dia do Senhor se aproxima, e que ninguém escapara do Seu julgamento (Sf. 1.10-18). A condição para a salvação é o arrependimento, somente assim o povo será preservado da ira de Deus (Sf. 2.1-3). O juízo virá porque Judá optou pela infidelidade ao Senhor (Sf. 1.4-9), todas as camadas sociais serão punidas, pois todos pecaram (Sf. 1.10-13), e triste será esse Dia, tendo em vista a intensidade dos seus horrores (Sf. 1.14-18). A expressão “Dia do Senhor”, no texto profético, diz respeito ao julgamento de Deus. O cumprimento desse Dia se deu em algumas ocasiões do passado sobre Israel, Judá e outras nações. Mas também tem uma dimensão futura, quando o Senhor, por fim, julgará todas as nações da terra, na batalha do Armagedom (Ap. 16.16). No tempo de Sofonias algumas nações seriam julgadas, dentre elas a Filistia (Sf. 2.4-7), Moabe e Amom (Sf. 2.8-11), Cusi (Sf. 2.12) e a Assíria (Sf. 1.13,14). Apesar do juízo iminente, Jerusalém, no futuro, terá papel fundamental (Ez. 48.35). Ela é a capital do Messias, Aquele que descendeu de Davi (II Sm. 7. 4-17; I Cr. 17. 3-15). Mas antes disso, durante o cativeiro babilônico, e por ocasião da Tribulação, Jerusalém será oprimida (Sf. 3.1-8; Mt. 24.15,16). Deus não quer destruir o Seu povo, o propósito de juízo é conduzi-lo ao arrependimento, a dispersão tem o objetivo de trazê-lo de volta para Ele (Sf. 3.9-20).

3. PARA HOJE
O mundo perdeu a dimensão do juízo, as pessoas vivem como se não tivessem a quem prestar contas. Uma célebre declaração de um dos personagens de Dostoievski ilustra bem a situação atual. Se Deus não existe, então tudo é permitido, ninguém a temer, até porque a impunidade humana prevalece. Mas a voz de Sofonias ecoa no tempo presente a fim de chamar a atenção para o julgamento vindouro que se aproxima. Deus julgará a idolatria, os deuses do presente século serão destronados. Ao invés de adorarem o Senhor, as pessoas se voltam ao culto às personalidades, principalmente às riquezas materiais. Não podemos, no entanto, esquecer do grande e antigo mandamento, o de que devemos amar somente ao Senhor (Mt. 22.37) e que não podemos ter outro Deus além dEle (Ex. 20.3). Ainda que as pessoas vivam como se Deus não existisse, a verdade é que o juízo virá (Mt. 3.7), os que se distanciam de Deus têm razões para temê-lo, mas não para os que creem e vivem em santidade (II Pe. 3.11,12). Para os incrédulos, o escape, como nos tempos de Sofonias, é o arrependimento, voltar-se para o Senhor, e para Aquele que Ele enviou (Jo. 6.28,29). O Deus que julga as nações executará seu juízo também sobre as pessoas individualmente, por meio dAquele que instituiu como Juiz (Jo. 5.22-30; At. 17.31). Citamos os trechos de um poema clássico para dizer que somos os mestres das nossas almas, capitães do nosso próprio destino. Mas a verdade é que não temos em que nos gloriar, é tolice acharmos que não precisamos de Deus. A exaltação humana resulta em ruína, a Bíblia, e a própria história, assim o revelam (Is. 14.12-15). Devemos vivem em submissão à Palavra de Deus, para sermos achados de acordo com Sua vontade (Mt. 21.33-40).  
                     
                                 Autor: Prof. José Roberto A. Barbosa
        Fonte: www.subsidioebd.blogspot.com
Twitter: @subsidioEBD

CONCLUSÃO
No Sl. 24.3 o poeta sacro indaga: "Quem subirá ao monte do SENHOR, ou quem estará no seu lugar santo?" A resposta, no versículo seguinte é: "Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente". Considerando que todos são pecadores (Rm. 3.23; I Jo. 1.10) e que o salário do pecado é a morte (Rm. 6.23), não há outra salvação senão se arrepender (At. 3.19) e se voltar para o Senhor em obediência amorosa (Jo. 14.15).

BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. The minor prophets. Grand Rapids: Bakerbooks, 2006.
BAKER, D. W., ALEXANDER, T. D. STURZ, R. J. Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque e Sofonias: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2001.

sábado, 1 de dezembro de 2012

LIÇÃO Nº 09 - HABACUQUE - A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES - 4º TRIMESTRE/2012


HABACUQUE – A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES
Texto Áureo: Hc. 1.13 – Leitura Bíblica: Hc. 1.1-6 2.1-4


INTRODUÇÃO
O Deus da Bíblia é soberano, isto é, todas as coisas estão sob o Seu governo e controle. Nada acontece sem Sua direção e/ou permissão (Ef. 1.11), Seus propósitos não podem ser frustrados (Is. 46.11). Na lição de hoje estudaremos a respeito dessa doutrina com base no livro do profeta Habacuque. A princípio, destacaremos os aspectos contextuais do livro, em seguida, sua mensagem, e por último, sua aplicação para hoje.

1. ASPECTOS CONTEXTUAIS
Habacuque, cujo nome significa abraço, teve como propósito mostrar que Deus ainda está no controle do mundo, apesar do aparente triunfo do mal. O profeta destinou sua mensagem à Juda, o Reino do Sul, provavelmente entre os anos 612 a 589 a. C, durante o reinado de Josias. Esse foi um rei de Judá bastante piedoso e que exerceu papel fundamental na restauração da nação. Alguns estudiosos defendem que Habacuque foi um levita que participou das reformas desse rei. Naquela época a Babilônia tornava-se a maior potência mundial, e Judá logo sentiria sua força destruidora. No cenário nacional, o povo de Judá estava sendo solapado por problemas internos, tais como crime, ódio, corrupção e divisão. Habacuque se angustia com essa situação, principalmente com as respostas dadas pelo Senhor. O versículo-chave se encontra em Hc. 3.2 “Ouvi, SENHOR, a tua palavra e temi; aviva, ó SENHOR, a Tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na tua ira lembra-te da misericórdia”. O livro apresenta a seguinte subdivisão: Questionamentos a Deus (Hc. 1,2): Pergunta 1: Por que os pecados de Judá ainda não foram julgados? e Pergunta 2: Como pode Deus punir Judá usando uma nação mais ímpia ainda? Habacuque adora a Deus (Hc. 3): o profeta lembra a misericórdia de Deus e confia no Senhor para a salvação.

2. A MENSAGEM DE HABACUQUE
O profeta não compreende a razão de tanta injustiça e violência em Judá, principalmente porque Deus não manifesta a Sua justiça diante daquela situação (Hc. 1.1-4). A resposta do Senhor deixa Habacuque ainda mais contrariado, pois não entende o motivo dEle usar uma nação ímpia para executar a disciplina sobre Seu povo (Hc. 1.5-12). Habacuque teme que os babilônios, após subjugarem Judá, se tornem arrogantes, e menosprezem mais ainda o povo de Deus (Hc. 1.13-17). O questionamento de Habacuque se parece com muitos que ouvimos: por que Deus não se posiciona diante de tanta maldade? Por que Ele não resolve o problema do mal e do sofrimento humano? Deus responde as questões de Habacuque, suas revelações são incômodas (Hc. 2.1-3). Ele revela ao profeta que as nações que arvoram grandeza, que se fiam em seu poderio, cairão no futuro (Hc. 2.4-20). Os impérios humanos sobem e descem, nenhum governo persiste para sempre, as impiedades serão julgadas. Ninguém deve julgar a espiritualidade de um povo com base em seu desenvolvimento econômico. Habacuque, após ouvir as respostas de Deus, as aceita pela fé, que o conduz à oração e a pedir ao Senhor que avive Sua obra no decorrer dos anos (Hc. 3.1,2). Deus contraria mais uma vez o profeta, ao mostrar que os próximos anos serão de juízo (Hc. 3.3-15). Ele sente a miséria da nação, angustia-se pela dor do seu povo, e se nega a ser conduzido pelas circunstâncias. Ao contrário, reafirma a sua fé em Deus, independentemente do que venha a acontecer (Hc. 3.17,18). Apesar do perigo iminente, Habacuque sabe que pode confiar na soberania de Deus, por isso, se deixa guiar pela Sua palavra, através da fé (Hc. 3.19).

3. PARA HOJE
Onde está Deus quando as pessoas estão sofrendo? Esta é uma pergunta que tem incomodado a muitos. Alguns céticos inclusive negam a existência de Deus a partir dessa indagação. A resposta de Deus ao sofrimento humano é o Seu próprio sofrimento, em Cristo, na cruz do calvário (Mt. 27.30-34). Deus sabe o que é sofrer, mais que isso, Ele continua sofrendo com aqueles que padecem e são perseguidos (At. 9.4). Quando não compreendemos os desígnios de Deus, devemos aceita-los soberanamente, ciente de que Ele tem os Seus propósitos (Rm. 8.28). Perguntamos a Deus “por que?”, mas na maioria das vezes, não temo acesso aos Seus “porquês”. Diante dessa realidade, o melhor é saber que Deus tem um “para que” em tudo o que faz. É nesse contexto que o justo viverá da e pela fé, como afirma Habacuque (Hc. 2.4) e é reafirmado por Paulo (Rm. 1.17; Gl. 3.11) e o autor da Epístola aos Hebreus (Hb. 10.38). Essa declaração resultou na Reforma Protestante, pois através desse texto Lutero compreendeu que o homem é justificado por Deus, quando decide acreditar nEle. Essa fé não é meramente intelectiva, ou seja, não se trata apenas na crença em um conjunto de doutrinas, mas na disposição existencial de ir após Cristo, negando-se a si mesmo (Mt. 16.24; Lc. 9.23). Viver pela fé é estar disposto a aceitar a soberania de Deus, a não retornar, mesmo quando as coisas não fazem sentido (Hb. 10.37-39; 11.1,6). Com Habacuque devemos aprender a orar com confiança em Deus, não apenas para receber o que desejamos, mas para aceitar Sua vontade soberana (I Jo. 5.14).

CONCLUSÃO
Deus é soberano, Ele está no controle de todas as coisas. Às vezes não compreendemos porque acontece tanta maldade no mundo.  Deus responde que no mundo teremos aflições (Jo. 16.33), Ele mesmo padeceu na cruz do calvário (Mt. 27.39-43). Mas Deus, soberanamente, estabeleceu um tempo em que o mal não mais triunfará (Ap. 20.4). Enquanto esse dia não chega, aprendamos, com Habacuque, a confiar em Deus, independentemente as circunstâncias (Hc. 3.17-19).

                                   Autor: Prof. José Roberto A. Barbosa
         Fonte: www.subsidioebd.blogspot.com
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. The minor prophets. Grand Rapids: Bakerbooks, 2006.
BAKER, D. W., ALEXANDER, T. D. STURZ, R. J. Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque e Sofonias: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2001.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

ANIVERSARIO DO CONJ DE SENHORAS ATALAIA DE CRISTO

Pastor Cicero Floriano e Irmã Neuma
Foi comemorado nos dias 24 e 25/11 o aniversario do conjunto de Senhoras Atalaia de Cristo são 14 anos de louvor ao nosso Deus, na Assembleia de Deus Nova Natal II, setor 36 sob direção do Pastor Cicero Floriano e irmã Neuma, e regentes irmãs: Irenir Lima, Solange Carvalho, Socorro Ferreira e Ana Lucia. Para comemorar esta data foram convidadas para participar as mulheres da igreja, formando um grande conjunto, abertura no sábado  e encerramento no domingo com um grande culto, preletora irmã Dalva, da cidade de Mossoró-rn, no domingo uma alma se rendeu ao pés de Cristo e Deus se fez presente naquele local sentimos a presença do Espirito Santo descendo sobre a igreja e um calor espiritual nos envolveu tremendamente, foi noite de adoração, salvação e pentecoste. 

a nave da igreja


O conjunto Atalaia de Cristo


O templo pequeno

Visão da porta do templo

Pr Cicero Floriano e co-pastor Pb Nonato

Atalaia de Cristo

Louvor ao Senhor



Irmã Neuma agradecimento


Pr Cicero Floriano




Uma Benção fogo puro

Pentecoste


Preletora Irmã Dalva

Uma oração para os Jovens

Deus se fez presente

Pr Cicero Floriano, Irmã Neuma(esposa) e Irmã Dalva

Minha amada e a irmã Dalva

Minha amada e a Irmã Neuma nossa pastora

É a misericordia de Deus sobre o seu povo

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

LIÇÃO 08 - NAUM - O LIMITE DA TOLERÂNCIA DIVINA - 4º TRIMESTRE/2012


NAUM -  O LIMITE DA TOLERÂNCIA DIVINA
Texto Áureo: Gn. 18.32 – Leitura Bíblica: Na. 1.1-3; 9-14


INTRODUÇÃO
Esta na moda uma teologia bastante condescendente, que supervaloriza a misericórdia e o amor divino em detrimento do julgamento. A aula de hoje servirá para reestabelecer o equilíbrio bíblico a esse respeito. O Deus da Bíblia é amor (I Jo. 4.8), mas também é fogo consumidor (Hb. 12.29). O livro de Naum ressalta essa verdade, a respeito da qual trataremos nesta lição. A princípio apontaremos os aspectos contextuais do livro, em seguida, sua mensagem, e por último, a aplicação para os dias atuais.

1. ASPECTOS CONTEXTUAIS
Naum, cujo nome significa “confortador”, era da Galileia e pronunciou o juízo de Deus contra a Assíria, na medida em que também confortou Judá por causa da opressão daquele inimigo. Sua profecia é destinada, especificamente, aos judeus, às tribos do Sul, provavelmente entre 663 a 612 a. C. O cumprimento da profecia da destruição da Assíria, se deu por volta de 663 a. C., após a queda de Tebas. O versículo-chave do livro se encontra em Na. 1.7-9: “O SENHOR é bom, uma fortaleza no dia da angústia, e conhece os que cofiam nele. E com uma inundação transbordante acabará de uma vez com o seu lugar; e as trevas perseguirão o seus inimigos. Que pensais vós contra o SENHOR? Ele mesmo vos consumirá de todo; não se levantará por duas vezes a angústia”. Os livros de Naum e Jonas se complementam, pois os dois tratam do julgamento sobre a Assíria, e têm Nínive, a capital do império, como foco. O Reino do Norte, Israel, já havia caído nas mãos dessa potência mundial em 722 a. C., que agora assolava o Reino do Sul, Judá. Naum foi levantado por Deus para proclamar a ira do Senhor sobre essa nação, que viria a cair diante da Babilônia. Através das profecias de Naum, sabemos que Deus não é apenas o Senhor de Israel, mas de toda a história. Ele está no comando das nações, o mundo está sobre a Suas mãos, pois “o SENHOR é Deus zeloso e vingador (...) tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado” (Na. 1.2,3). O livro de Naum apresenta a seguinte divisão: A terrível ira de Deus – os princípios do julgamento divino (Na. 1.1-7); a ira pessoal de Deus – o julgamento de Deus sore Nínive e Senaqueribe (Na. 1.8-15); a ira de Deus manifesta – a destruição de Nínive (Na. 2.1-3.11) e a ira irresistível de Deus – a destruição de Nínive foi inevitável (Na. 3.12-19).

2. A MENSAGEM DE NAUM
A mensagem de Naum começa em Deus, pois Ele é zeloso e vingador, que tem ciúme do Seu povo, por isso exercerá justiça sobre os inimigos do Seu povo (Na. 1.2,3). Os inimigos de Deus, nos tempos do profeta, estavam materializados na Assíria, que representavam o mal contra a Israel e Judá (Na. 1.9-11). Como consequência, a ira de Deus sobreviria sobre aquela nação (Na. 1.12-14), que resultaria em paz para Judá (Na. 1.15). Nínive iria cair, “como palha mais seca” (Na. 1.10), o jugo sobre Israel seria quebrado (Na. 1.12,13). Aquela destruição seria motivo de júbilo e celebração, pois não haveria mais razão para medo (Na. 1.15). Sendo Deus o Senhor, e estando Ele no comando da situação, de nada adiantaria a Assíria lançar mão das suas armas poderosas (Na. 2.1). Todo artifício humano cai por terra quando Deus determina a Sua vontade. As forças humanas não podem ir de encontro aos desígnios de Deus, pois Ele é soberano. As promessas feitas ao Seu povo se cumprirão, para tanto, destruirá as fortalezas dos inimigos (Na. 2.2-19). Quatro imagens são apresentadas por Naum para denunciar a culpa dos ninivitas: a cidade é um leão que causa pavor à vizinhança (Na. 2.11,12); uma prostituta que escraviza os outros com feitiçaria (Na. 3.4); uma cidade egípcia de Tebal, que acaba sendo destruída pela Assíria (Na. 3.8-10); e gafanhotos que destruíram o campo (Na. 2.15-17). Mas Deus não admite a opressão de nações que abusam do poder para tirar vantagem e oprimirem as mais pobres. Ele acompanha as situações de injustiça entre as nações, e como fez com a Assíria, agirá em relação às nações no futuro (Na. 2.13; 3.5). A queda daquele império, e de tantos outros que oprimem as nações ainda hoje, foi e será motivo de júbilo, pois aliviará o fardo daqueles que se encontram debaixo de jugo pesado (Na. 3.14-19).

3. PARA HOJE
Nenhum império é absolutamente grande perante Deus, nações subiram e depois desceram, um exemplo disso é a queda de Roma no quinto século da era cristã. A queda de Nínive, bem como da Babilônia, é uma demonstração de que somente o Reino de Deus permanece para sempre (Sl. 45.6). Desde o princípio os seres humanos querem construir suas torres, tal como o império de Nimrode, que querem se instituir permanentemente sobre a terra (Gn. 10.8; 11.11). Mas o julgamento de Deus virá, não apenas sobre as pessoas, mas também sobre as nações (Mt. 25.31,32). Deus não quer que as pessoas pereçam, pois é misericordioso, e rico em perdoar (II Pe. 3.9,10), mas estabeleceu um dia de julgamento, no qual destruirá as nações que não se arrependerem, e que perseguiram Israel na Tribulação (Ap. 20.4). O conforto, que é o significado do nome Naum, será não para os inimigos, para aqueles que oprimem, mas para os que são oprimidos, pois serão confortados pelo Senhor. O Deus de Israel, e da Igreja, é de vingança, Ele não deixará impune aqueles que se opõem à Sua palavra, e que perseguem o Seu povo (Dt. 32.35; Rm. 12.19). Nínive, como império fundado por Nimrode, continua sendo símbolo dos governos humanos que se opõem a Deus (Ap. 17.5). Mas o império dos homens tem data marcada para terminar, ainda que não saibamos quando será o dia e a hora. Durante a Tribulação, Babilônia, o império do Anticristo, cairá por terra (Ap. 18.2). Os governantes da terra lamentarão a queda desse último império (Ap. 18.16-18). Os súditos do reino de Deus celebrarão, cantarão louvores a Deus, pois a glória terrena findará, dando lugar ao poder de Deus (Ap. 19.1-4; 6-9).

CONCLUSÃO
Jonas recebeu a incumbência de ir para Nínive proclamar a Palavra do Senhor (Jn. 1.1,2; 3.1,2). Na ocasião, a cidade se arrependeu, mas não persistiu em obediência, antes se entregou à vaidade. Por causa disso, aproximadamente duzentos anos depois, foi destruída. Isso mostra que Deus tolera o pecado, pois não deseja que ninguém seja destruído, mas deseja que todos se arrependam (II Pe. 2.9). Caso contrário, Seu julgamento virá (I Ts. 5.2,3), por isso, é preciso ter cuidado para não recair no pecado da apostasia, que resultará em destruição eterna (Hb. 1.9; 6.6; 10.26).

                               Autor: Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD


BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. The minor prophets. Grand Rapids: Bakerbooks, 2006.
BAKER, D. W., ALEXANDER, T. D. STURZ, R. J. Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque e Sofonias: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2001.