sábado, 27 de agosto de 2011

 VAMOS ESTUDAR (4º TRIMESTRE  LIÇÃO BIBLICA DA CPAD)
NEEMIAS INTEGRIDADE E CORAGEM EM TEMPOS DE CRISE
Com comentário do Pastor Elinaldo Renovato de Lima, vamos estudar neste 4º trimestre/2011 ás seguintes lições semanais:

1 - Quando a crise mostra a sua face
2 - Liderança em tempos de crise
3 - Aprendendo com as portas de Jerusalém
4 - Como enfrentar a oposição à obra de Deus
5 - A conspiração dos inimigos contra Neemias
6 - Neemias lidera um genuíno avivamento
7 - Arrependimento, a base para o concerto
8 - O compromisso com a palavra de Deus
9 - A organização do serviço religioso
10 - O exercício ministerial na casa do Senhor
11 - O dia de adoração e serviço a Deus
12 - As consequencias do jugo desigual
13 - A integridade de um líder

Com informação:cpad

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

LIÇÃO 09 - PRESERVANDO A IDENTIDADE DA IGREJA - 3º TRIMESTRE/2011



PRESERVANDO A IDENTIDADE DA IGREJA
Texto Áureo: II Co. 11.3 – Leitura Bíblica: At. 20.25-32

Objetivo: Mostrar aos alunos a necessidade da preservação da identidade da igreja, em conformidade com os princípios bíblicos.

INTRODUÇÃO
Um dos grandes desafios da Igreja, ao longo da sua história, foi o de preservar sua identidade. Em várias ocasiões, desde os primórdios, a Igreja sofreu ameaças que visavam comprometer seu real chamado. Nos dias atuais não tem sido diferente, a Igreja do Senhor Jesus, do mesmo modo que a igreja primitiva, precisa se manter fiel aos princípios apostólicos. Na aula de hoje estudaremos a respeito da preservação da identidade da Igreja, mas antes, definiremos, bíblico-teologicamente, as expressões neo-testamentárias associadas à igreja, em seguida, meditaremos sobre as características identitárias fundamentadas na Palavra de Deus.

1. IGREJA, EXPRESSÕES BÍBLICO-TEOLÓGICAS
No Novo Testamento existem diferentes expressões para definir Igreja. A palavra ekklesia, no contexto social, indicava a assembléia dos cidadãos que foram chamados por um arauto. Etimologicamente, esse é um termo composto de uma preposição ek (para fora) e de um verbo kaleo (chamar, convocar). Portanto, a igreja, no sentido originário da palavra, é constituída por aqueles que foram chamados para não se moldar ao mundo (Rm. 12.2) e caminhar para o alvo, que é Cristo (Fp. 3.14). A igreja também é o povo de Deus, conforme expressa o apóstolo Pedro (I Pe. 2.9,10), definindo-a como “geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo (laos em grego) exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. A Igreja é apresentada como uma comunhão (koinonia em grego), um povo que vive em participação, semelhantemente a uma família, por essa razão, somos identificados como filhos do Pai e irmãos em Cristo (I Jo. 1.3). A Igreja primitiva de Jerusalém foi marcada pela realidade da koinonia (At. 2.42). A igreja é também o Corpo de Cristo, sendo assim, ela deve responder à Cabeça, que é Cristo (Cl. 2.19; Ef. 4.15,16,24). Essa condição contribui para sua unidade (Jo. 17.11; I Co. 1.10), ainda que na diversidade (I Co. 12-14; Rm. 12; Ef. 4; I Pe. 4.10). Como corpo saudável, a igreja deva buscar crescimento espiritual, caso contrário, permanecerá carnal (I Co. 3.2; 12.27) e procurar os melhores dons para a edificação do Corpo (I Co. 12.11,31; 14.1), sem esquecer do amor, o caminho sobremodo excelente (I Co. 13). A maturidade espiritual deve ser o alvo principal do Corpo, a fim de que todos possam alcançar a estatura adulta e a plenitude de Cristo (Ef. 4.13-16). A Igreja é a Noiva de Cristo, tendo em vista que o Novo Testamento revela Deus como um Pai que busca uma noiva para seu filho (Mc. 1.11; 9.7; 12.6; Ef. 5.27). Em resposta à fidelidade do Esposo, a igreja precisa demonstrar fidelidade (II Tm. 2.13; II Tm. 4.7), pureza (Ap. 19.7; Ef. 5.26,27; I Co. 11.2) e amor ao Seu Amado (Ap. 2.4,5; Ef. 3.18,19; 5.2; 25-27; Os. 2). A Igreja é templo, santuário e edifício de Deus, isso mostra que essa se encontra em processo de construção, e que Cristo é Seu alicerce (Mt. 16.18; I Co. 3.11; Ef. 2.20-22; I Pe. 2.4,5), sendo Deus o Arquiteto e Proprietário (I Co. 3.16).

2. A IDENTIDADE DA IGREJA
A identidade da igreja diz respeito às suas características bíblicas, a razão de ser igreja. Reconhecer que a igreja deva ter uma identidade significa, ao mesmo tempo, distinguir a Igreja de Jesus, das não-igrejas, isto é, dos movimentos que se diferenciam dos padrões genuinamente bíblicos. Antes de qualquer equívoco, é preciso destacar que igreja não um espaço físico, nem mesmo uma estatística. Sendo assim, não podemos confundir o templo, por mais simples ou suntuoso que seja, com a igreja, muito menos o total de membros que uma determinada agremiação religiosa. A Igreja é um povo unido que se submete à Cabeça que é Cristo, uma família que vive em união, com vistas à adoração e à gloria do Senhor. A identidade de uma igreja que é cristã deva levar em conta os seguintes aspectos: 1) ela não é perfeita, mas se esforça para caminhar em santificação, na luta contra os desejos desenfreados, os enganos do mundo, da carne e do Diabo (I Jo. 3.2); 2) demonstra interesse de ouvir a Palavra de Deus, por isso, uma igreja autêntica, ainda que não seja perfeita, se interessa por aprender mais de Deus, valoriza menos os movimentos superficiais e mais a exposição bíblica (II Tm. 4.2-4); 3) os ministradores de uma igreja genuína privilegiam a mensagem expositiva, eles se submetem ao crivo do texto bíblico, ao invés de reforçarem suas posições a partir de versículos isolados da Escritura (Lc.24.27; At. 6.4; Ef. 6.19,20); 4) se preocupa com a ortodoxia bíblica, isto é, não apenas em agir corretamente, a ortopraxia, mas também em fundamentar suas atitudes na doutrina bíblica, por isso, não tem receio de ser avaliada à luz da Palavra (Tt. 1.9,13; 2.1); e 5) expõe o evangelho de Jesus Cristo em sua essência, sem desprezar a mensagem da Cruz, loucura para o sábios, salvação para aqueles que se arrependem e crêem (I Co. 1.18).

3. PRESERVANDO A IDENTIDADE DA IGREJA
A preservação da identidade da igreja se dá, prioritariamente, pela observância dos princípios bíblicos. Na igreja cristã, a autoridade central é a Palavra de Deus, diferentemente da Igreja Romana, que elegeu a tradição como fundamento; e do liberalismo teológico, que submete a fé à razão. A igreja cristã, seja ela pentecostal ou reformada, não pode esquecer a máxima da Reforma Protestante: ecclesia reformata semprer reformanda, isto é, igreja reformada e sempre desejando ser reformada. A reforma na igreja não se baseia no pensamento humano, ainda que não possa desprezar as contribuições teológicas, mas na norma que é a Bíblia, a Palavra de Deus. A preservação da identidade da igreja, a Ekklesia, é estabelecida a partir da perseverança na doutrina dos apóstolos, na comunhão e no partir do pão (At. 2.42-44) e na prática do amor, como característica marcante dos seguidores de Jesus (Jo. 13.35). Paulo, em suas epístolas, demonstrou zelo pela preservação da identidade da igreja do Senhor Jesus, dentre elas destacamos: I Coríntios - corrigir os partidarismos, excessos e carnalidades; Gálatas – advertir quanto às práticas judaizantes que comprometiam o evangelho de Cristo; Colossences – rejeitar a adoração aos anjos, crença gnóstica que inferiorizava a pessoa de Cristo; I Tessalonicenses – orientar os irmãos quanto à bendita esperança, tanto para os que estão vivos quanto para os que dormem no Senhor; e I Timóteo, II Timóteo e Tito – recomendações pastorais a fim de manter a sã doutrina e a vida piedosa. As palavras de Jesus, dirigidas às igrejas da Ásia Menor, registradas por João nos capítulos iniciais do Apocalipse (Ap 2-3), servem de corretivo para que a igreja tenha mantenha sua identidade.

CONCLUSÃO
Crise de identidade, essa é a situação das igrejas evangélicas brasileiras. O crescimento do número de adeptos ao movimento evangélico resultou na existência de um fenômeno sociológico: os evangélicos nominais, ou seja, de pessoas que se dizem evangélicas, mas que não se comprometem, ou na verdade, desconhecem os princípios do evangelho de Cristo. Cristãos nominais geram igrejas nominais, com identidades líquidas, diluídas pelo mundanismo, distanciadas da Palavra de Deus. Diante de tal situação, cabe à Igreja evangélica brasileira perguntar-se, constantemente, pela sua identidade bíblica, para tanto, não pode esquecer de onde veio, onde se encontra e para onde está indo.

AUTOR: Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
BENTHO, E. C. Igreja: identidade e símbolos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
MULHOLLAND, D. M. Teologia da igreja. São Paulo: Shedd, 2004.

ESTUDO MOSTRA OS ESTADOS COM MAIOR NÚMEROS DE EVANGÉLICOS PENTECOSTAIS


Estudo mostra os estados com maior número de evangélicos pentecostais
De acordo com o Novo Mapa das Religiões elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) o estado brasileiro com o maior número de evangélicos pentecostais é o Acre, com 24,18% do total. Sendo que em Rio Branco, a capital, a proporção é de 28,43%.

Esses resultados foram formados com base em dados de 2009 da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar), do IBGE e mostram que em segundo lugar está o estado de Rondônia com 19,95%, seguido por Pará (19,41%) e Amapá (19,01%). São Paulo ficou em 13º lugar, com 14,62%, e o Rio de Janeiro em 15º, com 14,18%.

No ano da pesquisa, os fiéis das pentecostais representaram 12,76% da população. Segundo o pesquisador Marcelo Néri, o responsável pelo mapa, a Assembleia de Deus já é a segunda maior igreja do Brasil, abaixo da Católica. A pesquisa também revelou que as s igrejas pentecostais são as que mais têm se expandido no território brasileiro.

Os evangélicos — pentecostais e de outras denominações — subiram de 17,9% em 2003 para 20,2% em 2009. Eles são representativos principalmente nas classes D e E, afirmou Néri.

Ranking dos Estados com mais pentecostais:


1 – Acre: 24,18%
2 – Rondônia: 19,75%
3 – Pará: 19,41%
4 – Amapá: 19,01%
5 – Distrito Federal: 18,87%
6 – Roraima: 18,28%
7 – Goiás: 15,65%
8 – Mato Grosso do Sul: 15,52%
9 – Tocantins: 15,51%
10 – Espírito Santo: 15,09%
11 – Amazonas: 15,09%
12 – Mato Grosso: 14,95%
13 – São Paulo: 14,62%
14 – Paraná: 14,48%
15 – Rio de Janeiro: 14,18%
16 – Pernambuco: 12,24%
17 – Minas Gerais: 11,63%
18 – Maranhão: 11,58%
19 – Rio Grande do Norte: 11,34%
20 – Rio Grande do Sul: 9.78%
21 – Santa Catarina: 9,18%
22 – Ceará: 9,17%
23 – Alagoas: 8,63%
24 – Bahia: 8,44%
25 – Paraíba: 7,80%
26 – Piauí: 6,18%
27 – Sergipe: 4,75%

Região metropolitana (só a periferia da capital)


1 – Belo Horizonte: 24,48%
2 – Curitiba: 24,21%
3 – Salvador: 24,02%
4 – Rio de Janeiro: 20,25%
5 – Belém: 20,05%
6 – Recife: 16,95%
7 – São Paulo: 16,19%
8 – Porto Alegre: 12,69%
9 – Fortaleza: 10,45%

Capitais


1 – Rio Branco (AC): 28,43%
2 – Belém (PA): 22,99%
3 – Boa Vista (RR): 21,21%
4 – Porto Velho (RO): 19,02%
5 – Brasília (DF): 18,82%
6 – Macapá (AP): 18,38%
7 – Palmas (TO): 17,44%
8 – Campo Grande (MS): 17,18%
9 – Curitiba (PR): 16,07%
10 – Manaus (AM): 15,30%
11 – Goiânia (GO): 14,91%
12 – Belo Horizonte (MG): 13,44%
13 – São Luís (MA): 13,11%
14 – Cuiabá (MT): 13,04%
15 – Natal (RN): 12,18%
16 – Maceió (AL): 11,84%
17 – Fortaleza (CE): 11,56%
18 – João Pessoa (PB): 11,01%
19 – Rio de Janeiro (RJ): 10,95%
20 – São Paulo (SP): 10,67%
21 – Recife (PE): 10,36%
22 – Salvador (BA): 10,01%
23 – Vitória (ES): 8,42%
24 – Porto Alegre ( RS): 8,03%
25 – Florianópolis (SC): 6,81%
26 – Teresina (PI): 5,90%
27 – Aracaju (SE): 4,18% 




Fonte: Gospel 10

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

LIÇÃO 08 IGREJA - AGENTE TRANSFORMADOR DA SOCIEDADE

               IGREJA – AGENTE TRANSFORMADOR DA SOCIEDADE

Texto Áureo: Mc. 2.17 – Leitura Bíblica: Mc. 12.13-17; At. 2.37-41


Objetivo: Mostrar aos alunos que a igreja, seguindo a ordenança de Jesus, tem a missão de transformar a sociedade na qual está inserida.

INTRODUÇÃO
A sociedade, em virtude da sua condição de pecado, se apresenta como um desafio para a igreja cristã. Formos chamados por Jesus não para sair do mundo (Jo. 17.15), mas para fazer a diferença nessa sociedade corrompida, como sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13,14), nas palavras de Paulo, como luzeiros no mundo (Fp. 2.15). Na aula de hoje estudaremos a respeito do papel transformador da igreja da sociedade na qual está inserida. A princípio, definiremos sociedade enquanto objeto de estudo da sociologia. Em seguida, caracterizaremos a sociedade moderna e seus desafios para a igreja. Ao final, apresentaremos encaminhamentos para que a igreja faça a diferença na transformação da sociedade moderna.

1. SOCIOLOGIA E SOCIEDADE
A sociologia é a ciência que estuda a sociedade, sua origem remete ao humanismo e ao ceticismo do século XIX. A industrialização exigiu dos pensadores uma melhor compreensão da sociedade. Marx Weber (1864-1920) explorou, por exemplo, como a burocracia influenciava a nação-estado. Um dos pensadores que mais influenciou nessa área certamente foi Karl Marx (1818-1883). Marx defendia que a história humana é constituída pela luta de classes entre trabalhadores e seus empregadores na forma de se conduzir uma economia. A religião, no contexto vivenciado por Marx, fez com que ele a denominasse de “ópio do povo”. Augusto Comte (1798-1857) determinou o final da fase teológica e militar e propôs a existência do paradigma científico, denominado por ele de positivista. Durkheim (1858-1917) propôs um posicionamento moral da sociologia, distinto dos parâmetros religiosos, em virtude do seu descrédito. Recentemente, os estudos sociológicos de Zygmunt Bauman (1925-) apontam para a existência de uma modernidade líquida, que marca os relacionamentos na sociedade atual. A modernidade líquida se caracteriza pelas descartabilidade dos relacionamentos, caracterizados pela inconstância e instabilidade. A sociologia, enquanto ciência, apresenta formas distintas de perceber a sociedade. Em linhas gerais essa pretende descrever crenças e costumes de determinadas comunidades e como essas influenciam as práticas sociais. Algumas percepções sociológicas não necessariamente são anticristãs, elas, quando avaliadas à luz das Escrituras, podem contribuir para a explicação de determinados fenômenos sociais.

2. A IGREJA NA SOCIEDADE MODERNA
A partir das contribuições dos estudos sociológicos anteriormente mencionados, destacamos que a sociedade moderna é marcada pela industrialização tecnológica, diferenças socioeconômicas, cientificização, e por isso, se apresenta menos voltada à religiosidade e mais propensa ao ateísmo. As mudanças pelas quais a sociedade passou, em decorrência do positivismo, favoreceram a expansão do conhecimento, mas não diminui, na mesma proporção a pobreza e a miséria. Mesmo com a invenção de artefatos tecnológicos de comunicação, como a tv, a internet, e o telefone, as pessoas não conseguem dialogar em prol da paz. O desafio da igreja, por conseguinte, é o de responder às necessidades da sociedade com base nos princípios revelados na Palavra de Deus. Existem igrejas que deixaram de ser relevantes na sociedade, elas não conseguem mais salgar e muito menos iluminar a sociedade. Tais igrejas foram totalmente cooptadas pelo pensamento humano. Algumas delas pensam que estão testemunhando de Cristo, mas, na verdade, estão reproduzindo valores terrenos. Outras igrejas, por não serem capazes de refletir a luz de Cristo, estimulam um estilo de vida de isolamento, alienados das mudanças sociais. Essa alienação se concretiza em práticas que não se coadunam com os princípios cristãos, dentre eles destacamos: prosperidade material, consumismo exacerbado, desrespeito ao meio ambiente e naturalização da miséria. Jesus nos deixou o exemplo de como viver em sociedade. No Seu tempo, não se comprometeu com as agendas dos grupos vigentes: saduceus, fariseus, essênios e zelotres. Os saduceus estavam ligados ao partido político de Herodes, e dele tiravam proveito para se perpetuarem no poder. Os fariseus consideravam-se o exemplo maior de moralidade, não se misturavam com os pecadores. Os essênios fugiam para o deserto, a fim de não se contaminarem com as práticas mundanas. Os zelotes apregoavam e se envolviam na revolução armada, a fim de desbancar o governo romano. Jesus não se afinou com nenhum desses modelos de interpretação da sociedade, não se agregou a quaisquer desses grupos, antes fez opção pelos pecadores. Ele repreendeu a ambição pelo poder dos saduceus, reprovou o legalismo e a hipocrisia dos fariseus, viveu diferentemente do que apregoavam os essênios, e se opôs a revolução armada dos zelotes. Jesus, como exemplo para a igreja, pôs-se ao lado dos oprimidos e pecadores. Em resposta às críticas dos fariseus, respondeu: “Os são não necessitam de médico, mas sim os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores” (Mc. 2.17).

3. A IGREJA E A TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE
A igreja é uma agência de transformação da sociedade, mas essa não pode ocorrer de forma impositiva, é resultante de uma revolução amorosa. Existem muitos cristãos que querem transformar a sociedade por meio da força, essa estratégia, no entanto, resulta apenas em oposição contrária. Se quisermos ganhar essa sociedade para Cristo precisamos, primeiramente, compreendê-la, e, então, responder aos seus anseios com base na revelação bíblica, e, sobretudo, com amor. Em resposta à coisificação do ser humano, resultante da industrialização e tecnologização, que ver a pessoa apenas como mero objeto, o cristianismo precisa resgatar a dignidade da pessoa humana, independentemente da idade, seja no ventre da mãe ou nos últimos dias de vida. Para isso, deve assumir uma posição pró-vida, contra o aborto e a eutanásia. Em resposta a uma sociedade cientificizada, pautadada pelo ateísmo, precisamos mostrar, pela Palavra e pela própria ciência, que Deus é uma realidade e que dEle necessitamos, e também de obedecermos a Sua vontade, para o bem da própria sociedade. Em resposta à gritante desigualdade social, precisamos nos voltar para uma atuação política, não apenas assistencialista, a fim de melhorar a condição social imediata das pessoas, mas também, na transformação de estruturas sociais injustas, que se fundamentam no acúmulo irresponsável de bens e na expansão da miséria. O envolvimento político da igreja é legítimo, mas de nada adianta se for apenas para satisfazer os interesses de alguns poucos, que se beneficiam em detrimento da maioria que padece. Em resposta à modernidade líquida, a igreja precisa dar o exemplo, favorecendo a consolidação de relacionamentos estáveis, não só no casamento, mas também na esfera das relações eclesiásticas. Há igrejas em que as pessoas não se conhecem, apenas se aglomeram semanalmente. Os membros somente se encontram nas redes sociais de computadores, mas não se envolvem, não partilham as necessidades.

CONCLUSÃO
A igreja é, ou pelo menos deveria ser, agência transformadora da sociedade. Para tanto, faz-se necessário que essa seja relevante, que assuma sua condição profética. Uma igreja que anda de braços dados com o pecado não poderá denunciá-lo, que ama mais o dinheiro do que pessoas, não poderá propagar um estilo de vida simples, que investe em relacionamentos descartáveis, não poderá favorecer a formação de vínculos sólidos. A igreja do Senhor Jesus é, e sempre será, “coluna e firmeza da verdade” (I Tm. 3.15), age como Corpo de Cristo (Ef. 1.22,23; 5.23) e completa, na terra, a obra que o Seu Senhor já iniciou (Fp. 1.29; Cl. 1.24).

Autor: Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

BIBLIOGRAFIA
LIMA, P. C. Teologia da ação política e social da igreja. Rio de Janeiro: Renascer, 2005.
LYON, D. O cristão e a sociologia. São Paulo: Abu, 1996.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

ESTRUTURA E ADMINISTRAÇÃO DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


ESTRUTURA E ADMINISTRAÇÃO DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL





  1. Conceito:
É a Escola de ensino Bíblico da Igreja, que evangeliza enquanto ensina, conjugando assim os dois lados da comissão de Jesus à Igreja. – Mt 28.20; Mc 16.15.


  1. Introdução:
  • Faz parte do plano de Deus.
  • Faz parte da Organização.
  • Estrutura
  • Ordem
  • Disciplina

  1. Objetivos:
  • Conhecer a Jesus – Jo 17.3; 3.3.
  • Crescer em Jesus – 2 Pe 3.18; 1 Ts 3.12.
  • Servir a Jesus – Jo 13.15; Mc 10.44,45.
  1. Importância:
  • Grande alcance
  • Estudo Bíblico Sistemático e gradual
  • Grande número de convertidos
  • Atende diferentes idades
  • Oportunidade de dar expressão aos sentimentos religiosos.

  1. Diretoria da Escola Bíblica Dominical

  1. Oficiais
  • Superintendente
  • Vice - Superintendente
  • Secretários
  • Tesoureiros

  1. Professores
  • Titulares
  • Auxiliares

  1. Funções Gerais:

  1. Superintendente
  1. Responsável por toda a Escola
  2. Orienta os obreiros
  3. Providencia mobiliário e material
  4. Planeja os programas da E.B.D.
  5. Convoca e preside reuniões de obreiros
  6. Promove cursos de treinamento.
  7. Mantém bom relacionamento

  1. Vice- Superintendente
  1. Substituir o Superintendente
  2. Auxiliar nas suas funções

  1. Secretários
  1. Substituir o Vice- superintendente
  2. Mantém em ordem os livros da E.B.D.
  3. Faz o relatório geral
  4. Faz o arquivo dos alunos da E.B.D.
  5. Providencia anúncios:
  • Visitantes
  • Aniversariantes
  • Sociedades internas (departamentos)
  • Avisos gerais
  1. Tesoureiros
  1. Recolhe as ofertas e contribuições
  2. Mantém em ordem os livros da tesouraria da E.B.D.
  3. Presta contas dos movimentos.

  1. Professores:
  1. Chega cedo
  2. Prepara a sala
  3. Promove reuniões extra- classe
  4. Visita os alunos
  5. Ora nominalmente pelos alunos
  6. Atende às convocações.

Reunião de obreiros:
  • Devocional
  • Instrução
  • Debate

  1. Observações - Divisão de classes
 Departamentos (Idade)

1.Rol de berço 0 a 3 anos
2. Jardim de infância 4 a 6 anos
3. Primário 7 a 9 anos
4. Juniores 10 a 12 anos
5. Adolescentes 13 a 15 anos
6. Jovens 16 a 25 anos
7. Adultos acima de 25 anos.


O Programa - Sugestão

a) abertura: 15 minutos (culto)
- Cântico
  • Oração
  • Leitura bíblica
  • Breve meditação
b) Classe: 1 hora
c) Encerramento: 15 minutos
  • Cânticos
  • Relatórios
  • Avisos Pastorais
  • Oração final

Os materiais
  • Armário fechado
  • Uma pessoa responsável
  • Nome e carimbo da igreja
  • Fazer relação
 
Cedido gentilmente pelo 
Pastor João Carvalheiro

O AVANÇO DO CONTROLE TOTAL


O avanço do controle total

Um software que denuncia crimes antes mesmo que sejam cometidos é ao mesmo tempo fascinante e assustador. Uma experiência no Sul da Inglaterra mostra que isso já é possível. Algo está sendo feito em busca da vigilância total.
No filme de ficção científica “Minority Report”, que se passa em 2054, crimes capitais como assassinatos não ocupam mais as manchetes. Uma unidade especial da polícia, chamada “Pré-Crime”, auxiliada por três paranormais, detecta todos os atos de violência antes que aconteçam, e prende os criminosos potenciais a tempo...
Os produtores desse filme de Hollywood se enganaram em apenas três aspectos: esses sistemas já existem hoje, e não somente em 2054. Segundo: no mundo real a tarefa dos “videntes” do filme é assumida por um software inteligente. E, em terceiro lugar: a história não se passa em Washington DC, mas em Portsmouth, no Sul da Inglaterra.
Essa cidade portuária de 200.000 habitantes, no condado de Hampshire, está testando há algum tempo um novo sistema de videovigilância. A característica especial: em vez dos métodos de vigilância normais, que requerem muito pessoal devidamente treinado, esse sistema usa um programa chamado “Perceptrak”, que busca comportamento suspeito nas imagens analisadas e aciona o alarme quando necessário.[1]
O relato também destaca que atualmente já há 4 milhões de câmeras de vigilância instaladas na Inglaterra, o que representa uma câmera para cada 14 habitantes. Em Londres, por exemplo, é grande a probabilidade de ser filmado até 300 vezes por dia. A organização de direitos civis “Liberty” está preocupada porque essa tecnologia oferece cada vez mais facilidades para o governo “vigiar cada passo do cidadão”.
O assustador nessa tecnologia é que o indivíduo sente-se cada vez mais vigiado e, em breve, poderá ter todos os passos seguidos. Aquilo que pode contribuir para a segurança do Estado forçosamente se tornará um fator de grande insegurança para o indivíduo. Mas é fascinante como a profecia bíblica se mostra atual, como seu cumprimento é exato e como a Palavra de Deus é verdadeira. Afirmações feitas há mais de 2000 anos estão se realizando diante dos nossos olhos. Algo está acontecendo, aproximando-nos cada vez mais rápido de Apocalipse 13. Está sendo criado um sistema que finalmente servirá de ferramenta ao vindouro Anticristo.
Já há 4 milhões de câmeras de vigilância instaladas na Inglaterra, o que representa uma câmera para cada 14 habitantes.
Se hoje em alguns lugares um cidadão já é filmado até 300 vezes num só dia, não é difícil imaginar a abrangência que o sistema anticristão terá.
Desde o começo o objetivo de Satanás era “ser como Deus”: “Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14.14). Portanto, não é de admirar que o Diabo tenha seduzido o primeiro casal com este mesmo argumento:“Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gn 3.5).
Ser como Deus significa ser onipotente, onisciente e onipresente. Nenhum anjo, nenhum demônio, nem mesmo Satanás tem essas características. O sistema anticristão final tentará alcançar esse alvo. Todas as pessoas devem ser vigiáveis e influenciáveis em qualquer lugar em que estiverem. Isso dará ao Anticristo um poder imensurável. Pois aquele que tem controle total e consegue observar qualquer pessoa, também pode influenciar e determinar as ações de qualquer um. Ele pode tirar alguém do meio do trânsito, excluí-lo da sociedade, da vida em comunidade e isolá-lo. É exatamente o que a Bíblia prevê, a respeito do que já alertamos diversas vezes.
“Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu; e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta. A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis” (Ap 13.14-18).
A última sedução virá pelo caminho da “sensatez”. Câmeras de vigilância ajudam a prevenir assaltos e seqüestros. Elas auxiliam a combater o terrorismo de forma eficiente e a esclarecer acidentes. Quem não concordaria que isso é bom? Mas o homem, influenciado pelo pecado, sempre consegue usar para o mal algo foi planejado para o bem. A descoberta da dinamite e da fissão atômica deveriam trazer progresso aos homens, mas foram abusadas e transformadas em formas terríveis de extermínio da humanidade.
Quanto mais o homem se separa de Deus, mais ele buscará a própria onipotência. Ao se fazer independente de Deus, ele mesmo se eleva como se fosse Deus. Mas, em vez de vida, ele encontra perdição e morte.
Se hoje os sistemas de controle já estão tão avançados em tantas áreas, e os desenvolvimentos são cada vez mais rápidos, quão próximo estará o cumprimento do Apocalipse e dos acontecimentos que ele descreve?
Entretanto, nós temos a promessa: “Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino” (Lc 12.32). (Norbert Lieth

FONTE: http://www.chamada.com.br)

domingo, 14 de agosto de 2011

HOMENAGEM QUE RECEBI DA MINHA FILHA

                 Ei  meu heroi



Ei, meu herói. Já disse que te amo muito? Já disse que é impressionante o fato de você me amar, apesar de todos os meus defeitos e erros? Já disse que você é o que eu tenho de mais precioso na minha vida? Talvez eu deva admitir que amo as histórias que você me conta de quando era pequeno. Devo admitir também que eu amo quando você percebe que eu não estou bem, e faz de tudo para eu sorrir. Pra mim, você é um exemplo perfeito, um alguém no qual eu quero me espelhar.Todos os dias agradeço a Deus por ter colocado você na minha vida.  Te amo, pai.
Por Juliana de Freitas

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

LIÇÃO 07 - A BELEZA DO SERVIÇO CRISTÃO - 3º TRIMESTRE/2011


A BELEZA DO SERVIÇO CRISTÃO
Texto Áureo: Jo. 13.14 – Leitura Bíblica: Jo. 13.12-17; At. 2.42-47

Objetivo: Mostrar aos alunos que a vida cristã somente faz sentido quando servimos a Deus e ao próximo em perfeito amor.

INTRODUÇÃO
O serviço cristão é uma das formas mais eficazes de testemunho da igreja. A atuação dos crentes da igreja em Jerusalém para o serviço resultou na conversação de muitas pessoas (At. 2.47). Na aula de hoje estudaremos a respeito da relevância do serviço cristão. No início da aula definiremos o significado bíblico-teológico de serviço. Em seguida, ressaltaremos o exemplo de Cristo a ser seguido na execução do serviço. Ao final, refletiremos sobre a prática do serviço cristão na igreja primitiva em Jerusalém.

1. SERVIÇO CRISTÃO, DEFINIÇÕES
No Antigo Testamento, o termo hebraico para serviço é abad, usando tanto no contexto religioso quando de trabalho. Um exemplo de serviço é a condição de servidão de Esaú em relação a Jacó (Gn. 25.23). Quando o termo serviço, em hebraico, está relacionado ao contexto religioso, tem o sentido de adoração. O verbo hebraico sarat também denota “ministrar, servir, oficializar”, comumente usado para se referir aos trabalhos realizados no palácio real (II Sm. 13.17; I Rs. 10.5) ou nos serviços públicos (I Cr. 27.1; 28.1; Et. 1.10) Sarat aponta para a condição de “ministro” ou “servo”, como Josué que servia a Moisés (Ex. 24.13; 33.11; Nm. 11.28) e aos anjos que servem a Deus (Sl. 104.4) O conceito bíblico de serviço, No Novo Testamento, vem do grego diakonia, do verbo diakoneo, e diz respeito, inicialmente, ao ato de servir às mesas (At. 6.1-6), serviço ministrado pelos diáconos (I Tm. 3.10,13). O ato de Jesus ter entregue a Si mesmo pelos outros é descrito como um ato de serviço (Mt. 20.28). O verbo douleuo, em grego, também se refere ao serviço do cristão, com uma singularidade, esse termo também é usado para “ser escravo”, ou de “alguém que se conduz em total serviço ao próximo”. Jesus destaca, em Mt. 6.24, que ninguém pode servir a dois senhores. Em Rm. 6.6, Tt. 3.3 e Gl. 4.8,9 Paulo explica que todos aqueles que se encontra fora da esfera da graça são servos do pecado. Mas quando passamos a servir a Cristo, passamos a servir uma ao outro em amor (Gl. 5.13). Em sentido amplo, o serviço cristão não está restrito àqueles que exercem o ministério de diáconos, pois desde os primórdios, os crentes serviam uns aos outros, conforme a necessidade de cada um (At. 4.32-37; II Co. 9.13) para a edificação do Corpo de Cristo (Ef. 4.12).

2. CRISTO, UM EXEMPLO DE SERVO
Jesus quis deixar aos seus discípulos o exemplo de serviço, e isso se fazia necessário porque, naqueles dias, assim como atualmente, são poucos os que querem servir, a maioria deseja mesmo é ser senhor (Mt. 20.20-27). Mesmo entre os discípulos havia a disputa a respeito de quem seria o maior no Reino de Deus. Em oposição a esse padrão, Jesus sempre se apresentou como um servo, que teria vindo ao mundo para servir, e não para ser servido (Mc. 10.45). Paulo reafirma essa doutrina ao declarar aos crentes de Filipos que Cristo, ao vir a terra, esvaziou-se da glória celeste, e assumiu a forma de servo (Fp. 2.5-8). No capítulo 13 de João, o Senhor revela a beleza do serviço cristão, e esse, na verdade, não se reverte, pelo menos na dimensão terrena, em ostentação, mas em sacrifício e humildade. Primeiramente, a motivação do relacionamento de Jesus com os discípulos era pautada no amor, Ele os amou até o fim (Jo. 13.1). O fundamento de todo e qualquer relacionamento deva ser o amor, aqueles que se assenhoreiam com base no poder jamais terão amigos de verdade. Aquela seria a celebração da última ceia antes de ser entregue às autoridades romanas para ser crucificado, o Diabo já havia se apossado do coração de Judas para trair o Senhor (Jo. 13.2). Mas Jesus sabia que tudo estava entregue nas mãos do Pai, e que Ele, em Sua soberania, controlaria todas as coisas (Jo. 13.3). Quando o cristão tem convicção do Senhorio de Deus, Ele não se adianta na busca por cargos, pois sabe que o Senhor tem as situações em Suas mãos. Com base nessa certeza, Jesus pegou a toalha e cingiu os lombos, numa atitude de alguém disposto a servir (Jo. 13.4). Em seguida, passou a lavar os pés de cada um dos seus discípulos, inclusive o de Judas, e a enxugá-los com a toalha (Jo. 13.5). Jesus mostrou condescendência até mesmo com aquele que haveria de trai-lo, do mesmo modo, o Senhor nos desafia a servir aqueles que nos fazem o mal. Pedro reconheceu que aquela era uma atitude humilhante, por isso, se opôs ao ato de Jesus (Jo. 13.6). Pedro não havia compreendido ainda a natureza do serviço cristão (Jo. 13.7). Há muitos hoje que não sabem ainda o que significa servir a Cristo e ao próximo. Não são poucos os que querem ser líderes na igreja, apenas para desfrutar das honrarias, que consideram ser inerentes aos cargos. Pedro se mostrou relutante em ter seus pés lavados por Jesus, reafirmou sua insatisfação diante daquela demonstração de serventia (Jo. 13.8). Lavar os pés das visitas era uma atitude comum naqueles tempos, mas geralmente desempenhada pelos mais simples serviçais da casa. Por essa razão Pedro pediu ao Senhor que não apenas lavasse os pés, mas as mãos e a cabeça (Jo. 13.9). Jesus destacou que eles estavam limpos, exceto Judas, mas que todos precisavam daquela lição (Jo. 13.10,11). Após aquele ato de demonstração de humildade e serviço Jesus interpretou, para os seus discípulos, seu significado. Jesus revelou ser, de fato, Mestre e Senhor, no entanto, ao invés de buscar honrarias, quis mostrar a sua disposição para o serviço (Jo. 13.12) e deixar a instrução para que seus discípulos fizessem o mesmo (Jo. 13.13,14). Portanto, aquele não era um ato apenas para ser admirado, mas para ser imitado na prática cotidiana (Jo. 13.15,17), considerando que, no Reino de Deus, maior é o que serve mais (Jo. 13.16).

3. UMA IGREJA QUE SERVE
A Igreja primitiva de Jerusalém aprendeu a lição do Mestre Jesus. Aquela não era uma Igreja perfeita, compreendemos que na medida em que essa começou a crescer, os problemas também apareceram (At. 6.1). O exemplo daqueles cristãos é digno de imitação, pois esses “perseveravam na doutrina dos apóstolos”, isto é, tinham disposição para o aprendizado, viviam “na comunhão”, no “partir do pão” e nas “orações” (At. 2.42). Os primeiros crentes temiam ao Senhor e “os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum”. Essa atitude não se tratava de um comunismo moderno, mas de uma disposição voluntária para servir ao próximo, pois “vendiam sua propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade” (At. 2.44). Não que essa fosse uma realidade em todas as igrejas do primeiro século. Alguns estudiosos admitem que a pobreza dos irmãos de Jerusalém tenha resultado dessa generosidade “precipitada”. Mas essa não é uma interpretação apropriada do texto, pois Lucas, o escritor de Atos, aborda positivamente tal conduta. Evidentemente não podemos estipular essa entrega total dos bens como doutrina, já que não encontramos respaldo no contexto geral da Escritura, nem mesmo no próprio livro de Atos (At. 5.3). Contudo, o princípio de partilhar com os necessitados não pode ser descartado, pois o encontramos em várias passagens da Bíblia, que nos orientam a esse respeito: II Co. 8.9-15; 9.6-15; I Jo. 3.16-18. A Igreja que é cristã se preocupa com os necessitados, não fecha os olhos aqueles que padecem privações. A pregação do evangelho sempre tem prioridade, mas o ser humano precisa ser percebido em sua integralidade, isto é, espírito, alma e corpo (I Ts. 5.23).

CONCLUSÃO
O chamado do cristão se assemelha ao de Cristo, portanto, dever buscar servir, não sermos servidos. Esse é um desafio para o individualismo moderno, poucos são os que estão dispostos a abrirem mão da zona de conforto. Há até os que não querem qualquer envolvimento com as pessoas, principalmente os que sofrem, para que não sejam “contaminados” com o sofrimento dos outros. Paradoxalmente, o apóstolo Paulo orienta aos crentes a “chorarem com os que choram” (Rm. 12.15). Somos cristãos não para “parar de sofrer”, como propagam alguns, mas para sofrer com os que sofrem, somente assim viveremos o amor de Cristo, isso porque não existe amor sem sacrifício. Deus deu o exemplo maior de amor e sacrifício (Jo. 3.16; Rm. 5.8), assim devem agir todos aqueles que são servos genuínos (Jo. 12.26).

Autor:  Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD


BIBLIOGRAFIA
PEARLMAN, M. João: o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
ZUCK, R. B. Teologia do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.