domingo, 27 de fevereiro de 2011

Morre em Curitiba, Pr. Pimentel, um dos grandes nomes da AD no Brasil

Morre em Curitiba,Pr. Pimentel, um dos grandes nomes da AD no Brasil

Morreu na manhã de hoje (24), aos 95 anos, o pastor José Pimentel de Carvalho, líder da Assembleia de Deus em Curitiba (PR) e um dos grandes nomes das Assembleias de Deus no Brasil, tendo, inclusive, presidido a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), órgão máximo da denominação no país, nos anos 60, 70 e 80.
A vida do pastor José Pimentel de Carvalho, que nasceu em 8 de fevereiro de 1916, sempre esteve ligada ao ensino da Palavra de Deus. Quando se converteu, aos 14 anos, foi incumbido de ensinar a Bíblia Sagrada para os demais, por ser a única pessoa na sua congregação que sabia ler.
Ele foi consagrado pastor em 18 de maio de 1945. Pastor Pimentel chefiou o Departamento de Escola Dominical da CPAD por oito anos, e foi responsável pela criação das primeiras lições bíblicas para crianças.
Presidiu a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) em seis mandatos e a presidência da Convenção das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Estado do Paraná (Cieadep) por vários mandatos, além de ter fundado o Instituto Bíblico das Assembleias de Deus no Paraná e a Associação Educacional do Paraná.
Durante um culto realizado em uma fazenda na cidade onde morava, quando o então adolescente José Pimentel era mais uma vez o pregador da noite, ele lia o capítulo 25 do Evangelho de Mateus enquanto, do lado de fora, uma turba mandada pelo fazendeiro, que se opunha aos pentecostais, ficou a observá-lo.
Pastor Pimentel casou em 24 de maio de 1938 com Rosa Maria da Conceição (já falecida), com quem teve 9 filhos. No Rio de Janeiro, pastoreou as ADs em Cordovil e Penha, ambas na zona norte da capital fluminense. Liderou ainda a AD em Cabuçu, Itaboraí, no interior do Estado.
Em 1962, a convite do pastor Agenor Alves de Oliveira, assumiu a presidência da AD em Curitiba (PR). Presidiu a CGADB de 1964 a 1966, de 1973 a 1975, de 1975 a 1977, em 1977 mais uma vez, de 1981 a 1983 e de 1985 a 1987. Chegou ainda a ser secretário da CGADB por oito anos consecutivos. Desde 2006, é presidente de honra da Convenção das ADs no Paraná (Cieadep). Ele é também autor de dois hinos da Harpa Cristã, hinário oficial da denominação: os hinos 541 (“Calvário, Revelação do Amor”) e 620 (“Na Jornada para o Céu”).
Pimentel termina a sua carreira com milhares de vidas conquistadas para Jesus, um ministério aprovado por Deus, 81 anos de vida com Jesus e 66 anos de profícuo ministério pastoral. Como Paulo, pode dizer: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé; espera-me agora a coroa de justiça que receberei das mãos do meu Senhor”.
Fonte:  CPAD News


Via: www.guiame.com.br












quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

LIÇÃO 9 - A CONVERSÃO DE PAULO - 1º TRIMESTRE/ 2011

QUINTA-FEIRA, 24 DE FEVEREIRO DE 2011

A CONVERSÃO DE PAULO. Subsídio para Lição Bíblica - 1º Trimestre/2011.

Lição 9 - 1º Trimestre de 2011
Texto Bíblico
: Atos 9.1-9
Texto Áureo: Atos 9. 15-16

Paulo, sua origem e família


Para satisfazer as exigências e qualificação de propriedade exigida aos cidadãos de Tarso, subentende-se que a família de Paulo se enquadraria naquilo que chamamos hoje de classe média alta (SANDERS, 1999, p. 14). De origem benjaminta, recebeu o nome de Saulo (hb. Sha'ul). Nascido em Tarso, orgulhava-se de sua cidade: "Respondeu-lhe Paulo: Eu sou judeu, natural de Tarso, cidade não insignificante da Cilícia; e rogo-te que me permitas falar ao povo." (At 21.39). O nome latino Paulus lhe foi acrescentado em razão da cidadania herdada do pai (At 22.28). Tinha uma irmã que habitava em Jerusalém (At 23.16). Herdou, tudo indica do pai, a profissão de fabricante de tendas (At 18.3).

Paulo, sua educação religiosa e secular

A formação educacional religiosa de Paulo aconteceu, como todo garoto hebreu, no lar ou em uma escola ligada à sinagoga. Numa perspectiva bíblica judaico-cristã, observamos este tipo de educação nos seguintes textos:Continue aprendendo...Blog Pr Altair Germano

sábado, 19 de fevereiro de 2011

POLÊMICA: "DEUS NOS LIVRE DE UM BRASIL EVANGÉLICO" DIZ PASTOR RICARDO GONDIM


Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.
Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.
Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar "crente", com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).
Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.
Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?
Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?
Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.
Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.
Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?
Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.
Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.
Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.
Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.
Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista. 
O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.
Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.
Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.

Soli Deo Gloria

LIÇÃO 8 - QUANDO A IGREJA DE CRISTO É PERSEGUIDA.

DOMINGO, 13 DE FEVEREIRO DE 2011

QUANDO A IGREJA DE CRISTO É PERSEGUIDA. Subsídio para Lição Bíblica - 1º Trimestre/2011

Lição 8 - 1º Trimestre de 2011
Texto Bíblico
: Atos 8.1-8
Texto Áureo: Mt 5.11

A história da Igreja foi marcada por perseguições. O próprio Senhor Jesus, os apóstolos e todos aqueles que fielmente pregaram e viveram segundo os princípios do Evangelho foram vítimas das mais cruéis e sanguinárias ações.

As primeiras perseguições contra a Igreja estão registradas no livro de Atos (At 4.1-22; 5.17-42; 6.8-15; 7.54-60; 8.1-3; 12.1-19; 14.1-7; 19-20; 16.19-26; 35-40; 17.13; 18.5-11; 19.23-41; 20.1-3; 21.27-36, 22-30; 23.12-35; 24.1-27; 25.1-12 ss.).

Os primeiros perseguidores da Igreja foram os líderes judaicos da época:Continue aprendendo... Blog Pr Altair Germano

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

LIÇÃO 7 - ASSISTÊNCIA SOCIAL, UM IMPORTANTE NEGÓCIO.

SEGUNDA-FEIRA, 7 DE FEVEREIRO DE 2011


ASSISTÊNCIA SOCIAL, UM IMPORTANTE NEGÓCIO. Subsídio para Lição Bíblica - 1º Trimestre 2011


Lição 7 - 1º Trimestre de 2011
Texto Bíblico
: Atos 6.1-7
Texto Áureo: At 4.35

O capítulo 6 e versos 1-7, nos relata um problema surgido na comunidade cristã em Jerusalém, que provocou uma murmuração (gr. goggysmós). As ofertas eram depositadas aos "pés dos apóstolos" (At 4.34-37; 5.1-2), que com o crescimento dos discípulos começaram a ter dificuldades na administração do trabalho social, visto que estavam divididos entre este ministério, o da palavra e a oração.

A murmuração consistia no fato das viúvas gregas serem desprezadas na distribuição diária dos donativos. Boor (2003, p. 104) esclarece que "Na Antiguidade simplesmente não havia uma possibilidade de ganho próprio para as mulheres. Se uma viúva não tinha filhos que providenciassem se sustento, ela se encontrava em grande aflição". Conforme Kistemaker (2006, p. 298):

O Novo Testamento, para não dizer o Antigo, tem muito a dizer acerca da posição e dos direitos da viúva em Israel. Muitas viúvas da Palestina do século 1º enfrentaram a pobreza, mesmo que as autoridades judaicas houvessem feito provisões para o seu sustento (por exemplo, Mc 12.42-44). Dentro da igreja prevalecia o princípio de que não deveria haver nenhum carente entre aqueles que criam. Note-se que Tiago categoriza o cuidado pelos órfãos e viúvas como parte da religião que é pura e sem mancha (Tg 1.27). Paulo também prescreve regras e ordenação: para viúvas que ralmente necessitam de sustento diário; para aquelas que devem ser sustentadas pelos filhos e netos; para viúvas que têm 60 anos ou mais; para viúvas mais jovens que devem casar-se; e para mulheres crentes que devem ajudar a sustentar as viúvas (1 Tm 5.3-16).continue aprendendo... Blog Pr Altair Germano

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

LIÇÃO 6 - A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA NA IGREJA - 1º Trimestre/2011

SEXTA-FEIRA, 4 DE FEVEREIRO DE 2011

A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA NA IGREJA. Subsídio para Lição Bíblica - 1º Trimestre/2011


Lição 6 - 1º Trimestre de 2011
Texto Bíblico
: Atos 5.1-11
Texto Áureo: Hb12.11

O termo disciplina se origina do latim “disciplina”, que significa “ensino”, “educação”. Essa palavra se relaciona com “discípulo” (gr. mathetes).
Champlin (2001, p. 178) apresenta alguns usos específicos para o termo:
a. A manutenção de certas normas e requisitos por parte de seguidores de grupos e ideologias específicas;
b. Aponta para qualquer sistema ascético e de mortificação do corpo;
c. Está relacionado com a idéia de açoite, principalmente no contexto da vida monástica;
d. Trata dos métodos mediante os quais um modo de vida é posto em execução, bem como as penas aplicadas aos que erram;
e. O treinamento sistemático que prepara uma pessoa para alguma tarefa específica;
f. Aponta para uma matéria específica na educação formal.
Shedd (2002, p. 13-35), identifica os seguintes termos para “disciplina” no Novo Testamento:
a. Ensino (didaskalia), conforme Mt 28.20;
b. Exortação (paraklesis), conforme 1 Tm 4.13;
c. Educação (paideia), conforme Hb 12.4-11;
d. Admoestação (nouthesia), conforme 1 Co 4.14;
e. Repreensão e Convicção (elegxis; elegchos; elegmos; “expor à luz”, “convencer”, “punir”), conforme Jo 16.8;
f. Correção (orthos, “reto”; epannothosin “correção”, etc.), conforme 2 Tm 3.15-17 e Ef 4.12.
Muito esclarecedora é a abordagem de Barcley (2000, p. 119-120), no estudo sobre o termo katartizeim. Um dos seus significados no grego clássico é "ajustar, pôr em ordem, restaurar". Aplicada à disciplina cristã, fica evidente que a mesma nunca visa um mero castigo retribuidor, uma vingança contra o malfeitor. A disciplina visa "emendar" e "consertar" um indivíduo que sofreu danos e ferimentos com o seu erro.
A disciplina visa "equipá-lo" para melhor enfrentar as tentações e para enfrentar a luta e as exigências da vida. [...] Assim, ao estudarmos esta palavra, vemos que a disciplina cristã nunca é vingativa, nem retributiva, nem sádica. Sempre é construtiva. É aplicada sempre e somente com a intenção de ajudar o homem que errou a fazer o melhor."(Idem)Continue aprendendo...