segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O PASTOR QUE NUNCA ESQUECI


Dias atrás partiu para morar com o Senhor um pastor jubilado pelo tempo de serviço. Na sua memória não reconhecia mais os seus irmãos e colegas de presbitério. Para nós ele foi um exemplo de pastor que amava. Sempre duro em sua posição de homem que não aprendeu nas escolas seculares a falar palavras bonitas e falsas. Era um homem sincero que não escolhia palavra para dizer, fossem os ricos ou os pobres, para ele era a mesma coisa. Apesar das suas limitações e dureza no falar não perdeu nenhuma ovelha das quais o Senhor colocou em suas mãos para cuidar. Na maneira dura de falar às vezes o remédio amargo dado as suas ovelhas descia na garganta como se estivesse limpando a impureza da enfermidade, logo após a administração, vinha ele com palavras doces e suave a procura da ovelha que parecia desconfiada com o amargo remédio recebido do seu pastor. Dele lembro com carinho sempre procurando saber onde andava e estava às pequenas ovelhas (rebeldes, característica da juventude nos anos 80). Hoje, é cada vez mais raro encontrar pastores deste perfil (médico e amoroso). Mas, aprendi com esse homem a viver o evangelho verdadeiro onde o tempo é incapaz de alterar o seu conteúdo. Atualmente já não penso como nos anos 80, já não sou mais rebelde e nem questiono o inquestionável, respeito o pensamento e a posição dos anciãos da igreja que estão se perdendo a cada dia o seu valor no nosso meio. Ele se foi, mas deixou seu exemplo, lembrança de uma época que escreveu sua história na memória dos crentes que hoje assistem o mundanismo e a modernidade se instalando no meio da igreja, aliada a frieza espiritual e o espetáculo de alguns pregadores, transformando o púlpito no verdadeiro palco. (minha homenagem ao Saudoso Pastor José Eloi, que pastoreou as igrejas AD nos anos 80 na zona norte de Natal.)